Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

[bpf003] 1

Antes de 25 de Fevereiro de 2008, pensar que algo como o Beats Play Free poderia surgir era quase utópico… ou talvez não.

Pelos vistos não… surgiu, conquistou o seu espaço, cresceu e, mais importante, atingiu o seu modesto objectivo: divulgar a música livre. E tudo isto aconteceu de uma forma espontânea, genuína e desinteressada.

Um ano depois do primeiro artigo escrito no blog, esta plataforma agrupa mais de duas dezenas de activistas desta causa entre músicos, curadores de netlabels, bloggers e dj’s. A este blog e juntaram-se, entretanto, um podcast, um site, um fórum e uma rádio online, além da presença no myspace, last.fm ou twitter, mas também a realização de 29 noites de música livre em sete cidades do país.

"1" é uma dupla colectânea que agrupa de um lado um conjunto de 10 temas inéditos de músicos ligados ao Beats Play Free, do outro um conjunto de temas representativos dos catálogos das netlabels envolvidas, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao netaudio, em geral, e a todos quantos têm prestado alguma atenção a este projecto, em particular.
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One year ago, to think that something like Beats Play Free could be developed in Portugal, would be considered utopic. Or maybe not…

On February 25th the BPF blog was launched and since then it has conquered its space, it has grown and, most importantly, it has been achieving its original, and modest, goal: to promote free music. Beats Play Free started spontaneously and in a genuinely disinterested manner.

One year after the first post on the Beats Play Free blog, this platform groups over twenty free music activists, including musicians, netlabel curators, bloggers and djs. In addition to the blog, the Beats Play Free platform now maintains a podcast, a website, a discussion board and an online radio and is also present on MySpace, Lastfm and Twitter. Over this past year, Beats Play Free organized and promoted 29 free music events in seven different cities in Portugal.

"1" is a double compilation: one section includes 10 previously unreleased tracks by musicians involved in the BPF platform and the other section includes works which represent the catalogue of the netlabels involved in Beats Play Free. "1" is, primarily, an homage to netaudio and also a tribute to all those who have worked with this project thus contributing to its success.

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

rainbows e a filigrana

E de repente dei por mim a ouvir até ao infinito um dos mais recentes trabalhos do Tiago Morgado, Songs for Someone sob o nome Rainbows.

DOWNLOAD AQUI

Atraiu-me primeiro a ideia dos 3 segundos de sentimentos, que são o começo do nome das 7 músicas, mas depois quando os coloquei a girar no meu leitor mp3, fiquei surpreendido. Pela delicadeza, pela luminosidade, pela forma perfeita como se encadeia o movimento com os seus altos e baixos, a subtil melancolia. Foi como se estivesse a observar um relojoeiro com a sua lente de aumento a tomar conta dos mecanismos, um a um, de um minúsculo relógio.

À semelhança do meu post anterior não resisto a fazer comparações com outras paragens musicais não gratuitas, mas fez-me lembrar uma peça de Arvo Part intitulada Alina que para mim é um marco da perfeição musical dos nossos tempos.

Jamendo: 500 mil utilizadores


A rede social Jamendo dedicada à música livre e sediada no Luxemburgo, chegou ontem, dia 25, ao meio milhão de utilizadores. Estes 500 mil utilizadores têm neste momento à sua disposição cerca de 16300 álbuns, EP's e singles que podem descarregar livremente ou ouvir em streaming.

Parabéns à Jamendo.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

BPF, primeiro ano [o futuro é agora!]

Faz hoje um ano que este blog abriu portas com o objectivo de divulgar a música livre. Há um ano, nenhum dos envolvidos certamente imaginava que o Beats Play Free teria a evolução que entretanto aconteceu, transformando-se em algo maior que a soma de cada uma das partes que o constitui. É espantoso verificar que, num país em que tanta gente se queixa da falta de apoios e de verbas, o Beats Play Free foi crescendo e marcando uma presença regular no meio musical português, mantendo-se firme nos seus propósitos e fiel à sua filosofia inicial: "Música livre! Música grátis!".
Mais do que olhar para trás e glorificar as pequenas conquistas que foram acontecendo, hoje importa sobretudo olhar para a frente sabendo que algo que nasceu de uma brincadeira [e de umas "provocações" a alguns "patrões" de netlabels portuguesas...] tem agora um amplo espaço de manobra e de crescimento.
Parabéns a todos.

Beats Play Free - 1 Ano

Faz hoje dia 25, um ano que o Deckhard publicou a primeira entrada neste espaço. A essa sucederam-se muitas outras, bem como cerca de três dezenas de noites dedicadas à música livre, colectâneas, site, fórum, rádio online, presença em redes sociais, tudo com o intuito de divulgar e promover a música livre.

Não só para assinalar a data mas, principalmente, para mostrar que continuamos firmes nos nossos princípios e que a música livre é um amplo laboratório de liberdade e criatividade, iremos ao longo dos próximos dias promover, divulgar e editar um conjunto de iniciativas, das quais a #1 free broadcast Beats Play Free (25 Fevereiro 2009) aqui divulgada pela Off/bruma é apenas a primeira.

Hoje a partir do meio-dia GMT e prolongar-se-á até as 3h de dia 26 e podem acompanhar as 15 horas de streaming BPF, fazendo uso do aplicativo disponibilizado no canto superior do blog, que a partir do meio dia terá uma barra de controlo com tecla play, ou usando usando os vossos audio players favoritos, bastando pata tal clicar no respectivo icon que se encontra imediatamente abaixo da imagem.

Estamos todos de parabéns, mas... a luta continua!

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

BPFCast #10: BrainDance Live @ Trampolim [31|01|09]


Última das gravações feitas na sessão Beats Play Free de 31 de Janeiro, no Trampolim, em Torres Novas: o set de BrainDance, numa viagem de cerca de hora e meia que começa com temas mais deep e que termina numa toada mais techno.

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

BPF @ Quebra - Coimbra



Mais uma noite dedicada ao netaudio e desta vez com um motivo especial. Apesar da grande festa estar marcada para o dia 25 deste mês num computador perto de todos, o BPF continua a festa no dia 28 no Quebra-Costas (Coimbra), considerado por muitos já o Quartel-General da música livre em Portugal.
Os anfitriões serão: BrainDance, um acérrimo entusiasta da música livre e Ogata T3tsuo, o testa de ferro da netlabel MiMi Records.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Kamitani - From Victoria

Kamitani, artista residente em Nagoya (Japão), editou anteriormente uma compilação com uma sonoridade diferente deste "From Victoria".

Agora explora texturas ambientales com grande mestría, combinadas com uma infinidade de elementos musicais e quase sempre acompanhado por uma guitarra num registo de influência folk, dando-nos assim uma grande variedade de sons e matizes bens agradáveis ao ouvido.

Doze temas com fragmentos de guitarra, de piano e sonoridades electrónicas, que vão descobrindo lentamente e delicadamente ao longo do disco. Para ouvir de headphones e de olhos fechados.

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

The Last One

Notícias de Luís Antero,
no sopé da Serra da Estrela,
última emissão sob o signo da Electro Rucini:

"Não é o fim d'A Minha Guitarra Azul enquanto blog, ou radio blog, se preferirem, mas o fim das emissões físicas no éter da Rádio Boa Nova, a partir de Oliveira do Hospital, onde, desde Janeiro de 2007 A Minha Guitarra Azul fazia as suas emissões, todos os Domingos, no horário 22:00-23:00.

Questões de ordem logística, pessoais e manifesta falta de tempo levam-me a abandonar semanalmente o estúdio da RBN.
Contudo, tentarei aqui, neste espaço, dar continuação à demanda a que me propus no inicio do ano, dando relevo a netlabels, artistas e curadores.
A Minha Guitarra Azul voltará às suas emissões, dia 22 de Fevereiro, com a portuguesa Electro Rucini Records, numa emissão que espelhará as escolhas do seu curador, Ricardo Alrucini.
Até lá e muito obrigado pela compreensão!
Luís Antero"

[VPF - Video Play Free #22] Björn Kleinhenz "XXX-Mas"

Apesar de o Natal já ter passado, aqui fica um belo vídeo para um não menos belo tema, da última edição da netlabel alemã Aerotone. Björn Kleinhenz "XXX-Mas"

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

BPFCast #09 - URB [Live Act] @ Trampolim


Continuamos a fazer render as gravações da noite de 31 de Janeiro de 2009, no Trampolim, em Torres Novas. Depois dos BioniC, é agora a vez do Live Act de URB, produtor local que recentemente editou o EP "U_END" na Enough Records.

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

[EdP003] ocp - just

A EdP atira-nos com "just", o mais recente trabalho deste vosso operador de cabine polivalente.
Suave como o perfume de uma rosa mas perfurante como um espinho.
Para apreciadores de atmosferas oníricas, melodias camufladas e algum ruído.
O download é grátis!

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[entrevista] : xs records pt netlabel

01. Quando e quais foram as tuas motivações para iniciares uma NETLABEL?
O mundo está em mudança, a maneira como a globalização se estendeu de forma tão rápida num espaço tão curto de tempo, e principalmente desde que a internet entrou em cena, foram sem dúvida determinantes para que a indústria discográfica entrasse em decadência dando então origem ao fenómeno do netaudio. Desde há uns anos para trás quando no meu percurso de música erudita comecei a experimentar coisas diferentes daquilo que fazia inicialmente, tive necessidade de dar a conhecer o meu trabalho. O myspace foi numa fase inicial importante, mas com o passar do tempo fui tendo necessidade de ter material editado. As editoras físicas, nunca me abriram portas, devido ao facto de não ter nome na praça. O mesmo se aplicava a concertos e agendamento de datas para projectos meus. Fui criando o meu próprio circuito, e com isso abriram-se-me portas para iniciativas que até então me seriam possíveis. tive propostas de colaboraçõesconsegui agendar algumas datas para projectos da minha netlabel, em fnacs; por muito contracensual, penso que a médio longo prazo com o possível aumento do número de netlabels nos locais onde me encontro enraizado - Braga e Castelo Branco - seja possível organizar beatsplay free; ainda para mais temos agora a possibilidade de fazer concertos por streaming.

02. Antes de teres iniciado a NETLABEL, qual era a tua relação com a indústria discográfica e com a música em geral?
Tinha começado a participar em colectâneas editadas em suporte físico, nomeadamente com a thisco, e tinha edições pontuais em netlabels como a MiMi Records.

03. O que é que a NETLABEL propõe e quais são os procesos criativos que a diferenciam das restantes?
Aquilo a que basicamente me propus foi criar um circuito, com o qual me identificasse e no qual me conseguisse rever. Talvez por gostar de ouvir um pouco de tudo, desde que a música em causa me diga algo, consegui tão rápido ter um catálogo tão extenso, apesar de haver poucos downloads, o que no fundo é de minha culpa, uma vez que nem sempre o tempo chega para promover com afinco todos os músicos com quem trabalho.

04. Como é o teu dia-a-dia, ou melhor, como é o dia-a-dia da NETLABEL?
Visita do myspace, numa de encontrar novos projectos para editar.

05. Como é que fazes a escolha dos projectos/artistas?
Normalmente ouço-os no myspace, e se a música deles me disser algo de especial peço-lhes para me mandar uma demo e aí pondero se os hei-de editar ou não.

06. E ao nível de promoção? Quais são os mecanismos que usas para promoveres os teus artistas?
Organização pouco pontual de eventos (infelizmente e por falta de tempo para fazer mais e melhor), publicitação em blogs, direccionados quer para música portuguesa quer para netlabels; e volta e meia (quando tenho disponibilidade e tempo, actualização de alguns serviços como o earlabs.


07. A cada dia que passa vemos nascer novas netlabels e a quantidade não para de aumentar, apesar de algumas "perderem-se" pelo caminho. De que forma achas que as netlabels poderão sobreviver e consolidarem os seus projectos no futuro?

Tentarem-se diferenciar de alguma maneira e procurar ao máximo explorar as possibilidades da creative commons por um lado (e tentar ir de encontro a iniciativas, como as de bandas como radiohead, nine inch nails, ou portishead); serem fieis a alguma convicção no sentido de prosseguir o seu trabalho de forma coerente.

08. Voltando à NETLABEL. Quais vão ser as próximas edições?
Nunca tenho calendário de edições. Quando aparece algo que goste e que seja viável para ser editado, lá faço mais uma a três/quatro releases no máximo de uma acentada.

09. Escolhe 3 netlabels e 3 edições?
Exurban Records, Crónica Electrónica, Test Tube.
Minson - Min's illusion
3 way split - L'homme, Seal of Quality, Arcadecoma
I am the astroboy - a derrota da engrenagem

10. E as netlabels portuguesas? Conheces alguma ou alguns dos seus projectos/artistas editados?
Merzbau, Test tube, cronica electronica, MiMi records, phonotactics, catita, you are not stealing records, enough records entre muitas outras. Children for breakfast, I am the astroboy, L'homme manette, ed da sampler, dopo, osso, minson, ps, noiserv, etc.

11. Queres deixar algumas palavras aos leitores do BPF e aos entusiastas do netaudio?
Saquem música, mas saquem música livre, quer de preconceitos, quer de burocracias.

Help... Portishead!


From "Creative Commons » CC News" blog:
Portishead, an experimental-pop group and pioneers of the early 90s electronica movement, announced yesterday that they are now “free agents”, having completed their three record deal with Island Records. The band is looking at new ways to sell their music and are reaching out to their fans for advice:

with the world being the way it is there are lots of options open……but if you lot have any bright ideas of how we should sell our music in the future lets us know , why not!

i dont think that were into giving out music away for free to be honest…it [...] takes ages to write and we have to heat our swimming pools…..!!!

While Portishead mention an aversion to giving away music for free, our thoughts immediately turned to a CC+ licensing model similar to what Nine Inch Nails used in marketing Ghosts I-IV and The Slip this past year. NIN gave away their music for free under a CC BY-NC-SA license, but they also found immediate and substantial financial return as well as seeing their long-term sales flourish.

NIN achieved this by selling different versions of the same content; there was the initial free download of the first nine tracks of Ghosts, but fans could also purchase a $5 download of the whole album, a $10 2xCD set, a $75 DVD box set, and finally, a limited edition $300 ultra-deluxe box set signed and numbered by Trent himself, all of it CC licensed. Given the notoriety of Portishead fans, something tells us that if the band were to offer a $300 unreleased album in an ultra-deluxe box set in conjunction with freely licensed versions of the same music, it would probably sell out just as quick as NIN’s 2,500 copies did.

So let Portishead know that there are indeed ways to make money while giving music away for free - its all about connecting with their fans via CC, and giving them an easy way to support the band.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

[EdP002] Lapa - Cru

Ao segundo dia a EdP brinda-nos com uma edição crua.
O seu autor - Lapa - encontrou nos sons mais agrestes o motivo para este "Cru".
A audição com bons auscultadores ou com recurso a um sub grave é recomendada (na falta de um bom sistema de som); as frequências extremas são usadas amiúde, assim como os efeitos estereofónicos.
Pode dizer-se que a estética é, de facto, de uma crueza minimalista bruta, quase tosca, daí advindo o encanto desta obra.
Para sacar sem pagar é ir ao sítio da editora.

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#1 free broadcast Beats Play Free
25 Fevereiro 2009


Beats Play Free 1 free broadcast




Dia 25 de Fevereiro a Beats Play Free comemorará um ano de existência. A par de outros eventos a assinalar a data, decorrerá no próprio dia uma sessão de multi streaming de cerca de quinze horas na qual será feita uma retrospectiva não exaustiva de algumas das netlabels nacionais em actividade, incluindo uma sessão DJ por Braindance. Na segunda parte do evento terão lugar as prestações live de projectos com trabalhos realizados no domínio da música livre tais como La Main Traumatique, Boiar, IS KYA, Astronota, Empathy Kills e ocp. De assinalar o concerto múltiplo de duas horas (com os vários intervenientes a tocar ao mesmo tempo e em tempo real) que encerrará o evento.


Estão todos convidados a associarem-se a esta festa da música livre que, esperamos, além de realçar o extenso trabalho realizado durante este primeiro ano, será o sinal de que aqui estamos e para continuar. Dia 25 de Fevereiro, a partir das 12 horas de Portugal.







#1 free broadcast Beats Play Free
25 Feb 2009
first anniversary

a 15 hours emission


netlabels retrospective

12 am mimi records
1 pm enough records
2 pm electro rucini
3 pm off/bruma
4 pm test tube
5 pm merzbau


dj set

6 pm braindance


live concert

7 pm la main traumatique
8 pm boiar
9 pm is kya
10 pm astronota
11 pm empathy kills
12 pm ocp
1 am total jam 1st part
2 am total jam 2nd part

(GMT)


Connect to beatsplayfree.com
or
tune in:

EXurban ou como os Einsturzende Neubauten ainda me arrepiam

Antes de começar esta minha primeira crónica aqui na BPF, gostava só de agradecer ao Braindance pelo convite pronto que me fez para colaborar por aqui. Posto isto aí vai.


Ainda sou novo nestas andanças das netlabels e como todos sabem é um mundo sedutor, belo e estranho. Vai daí comecei aqui e ali a conhecer algumas das portuguesas, e delas para a música.

Nestas primeiras investidas destaco um grupo EXurban. Conheci aqui e gostei muito, pelo conceito, espaços urbanos em decomposição, pela imagética, a fotografia dos espaços, hospitais, paredes com a tinta carcomida e por aí fora... e também como é óbvio a música cheia de ecos, passos, ruídos, silêncios, todos cautelosamente colocados. É uma música que arrepia, que pode ter um lado de filme de terror, ou de serial killer, mas também tem um lado que sinto poético. 

Esta música leva-me, e este é o maior elogio que posso fazer, para uma música dos Einsturzende Neubauten (para mim uma das melhores músicas de sempre) chamada Armenia, do álbum Zeichnungen des Patienten O.T. (a máxima "destruction is not negative you must destroy to build" se encontra escrita na capa deste álbum). Esta música é de facto um arrepio na espinha, e encontro nas EXurban traços das sementes aqui semeadas. ESCUTEM, os dois, não se vão arrepender.

A XS records editou um ep das EXurban. 

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

EdP

Nasceu uma nova editora nacional: a EdP - Editora do Porto.
A primeira edição - Speeed - está a cargo do Astronota.
Nas palavras do próprio, "este projecto resulta da manipulação do potencial sonoro.
Som é pressão que emana à nossa volta. Não é música. A música é relativa às pessoas, àquilo que realizamos nas nossas cabeças. O som pode ser qualquer coisa mas na maior parte dos casos não diz nada ao cidadão comum.
A razão principal para isto é possivelmente o objecto sonoro necessitar de aptidões e interesses que estão fora daqueles geralmente utilizadas pela comunidade musical.
Outra razão é que a música nunca desenvolveu o prestígio e autoridade de uma língua.
Consequentemente músicos e pessoas interessadas de outras áreas são livres de participar ideias e opiniões sobre objectos sonoros num sentido que nunca fariam em música."
Para ouvir (e sacar), é só dar um salto à página da editora.

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Entrevista a Daniel Catarino


No iníco deste mês publiquei no meu blog uma entrevista com um dos músicos que fazem parte desta plataforma de divulgação da música livre, que a seguir transcrevo:

O Daniel Catarino é um jovem alentejano, que divide a sua residência entre Évora e o Cabeção, desde tenra idade apaixonado pela música e cuja paixão se desdobra por vários projectos a solo ou em grupo. Editou por algumas netlabels nacionais (Test Tube e MiMi Records) e faz parte da 'equipa' do Beats Play Free. Foi por me identificar com o teor e a pertinência dos textos e desabafos que publicou no blog do BPF que me surgiu a ideia de o entrevistar e de assim mostrar também um ponto de vista diferente e genuíno de quem vive a música de forma apaixonada mas com os pés assente na terra. Long Desert Cowboy, Landfill e Oceansea são os seus projectos individuais, mas há mais...

BrainDance: Daniel, como surge a música na tua vida? Quem te incutiu o bichinho?
Daniel Catarino: Comecei a tocar em 1994, quando tinha 11 anos, por simples acaso. Já gostava de música há muito tempo, mas na altura sonhava escritor e não músico. Depois, à medida que fui tocando, comecei a ganhar cada vez mais vontade, e sempre com o intuito de compor o meu próprio material.

BD: Quais são as tuas principais influências e referências?
D.C.:Não me consigo limitar em influências. Talvez no início me colasse ao movimento Grunge e a todas as bandas dessa época, mas actualmente os meus gostos são caóticos, o que faz com que as influências também o sejam. Quando faço música, não estou a pensar em fazer algo desta forma ou da outra, é o que sai que acaba por ficar. A pressão de ter de ser linear não me afecta minimamente.



BD: Se assim se pode dizer, tu és um músico com várias faces, isto é, participas em diversos projectos, alguns dos quais a solo. Fala-me um pouco de cada um desses projectos, das suas origens, das suas diferenças.
D.C.: Comecei com Landfill em 1999 a gravar as primeiras ideias num 4-pistas emprestado. Na altura só escrevia em inglês, e o nome fazia para mim todo o sentido. Um aterro sanitário é um local onde se enterra o lixo para que ele se evapore. Foi com esse nome que gravei todas as minhas demos até 2006, quando editei o “Panorama de uma Vida Normal” na Test Tube. Foi aí que decidi dividir as coisas. Landfill seria para tudo o que fosse em português, Oceansea em inglês, e Long Desert Cowboy seria instrumental. Quanto a Moneymaking Machine, Delay Lama, Uaninauei, Seven Thousand e Sounds of Displacement, são tudo bandas onde se funciona em conjunto, portanto todo o processo é diferente.

BD: De todos esses ‘filhos’, qual é o pródigo? E porquê?
D.C.:Landfill é a origem de todos, mas acho que todos têm a sua validade dentro de cada género. Às vezes gosto mais de um, mas outras sinto que prefiro outro. É consoante a disposição e o género que mais se encaixa em determinado momento. A tal história que muitos referem de não haver filhos preferidos.

BD: A viola e o computador são os teus instrumentos preferenciais? Que método usas para compor? Como materializas as tuas ideias?
D.C.:O computador é usado apenas para registar os instrumentos, por vezes para gravar a batida – e apenas porque não tenho forma de captar bateria, o resto é tudo tocado. Não sou grande adepto da electrónica e respectiva maquinaria como compositor, apenas como ouvinte. Normalmente quando começo a gravar já tenho as ideias bem definidas, depois trabalho apenas os arranjos. Continuo a trabalhar sem grande recurso à tecnologia, o computador é apenas o estúdio e não um instrumento. Talvez se tivesse mais ferramentas mudasse de ideias, mas como gravo usando apenas uma guitarra, um microfone e uma pedaleira, acabo por fazer tudo de forma rudimentar.

BD: Mudando o rumo à conversa, como músico, que interpretação fases do actual momento da chamada ‘indústria musical’?
D.C.:Está em crise, como quase todas as outras indústrias. Eu próprio não compro cd’s há bastante tempo, vou ouvindo apenas o que me aparece por meios alternativos. Gostaria de o fazer, mas não tenho hipótese disso. Penso também que a música está bastante desacreditada em relação a muitas das artes restantes. Os filmes e as músicas são bastantes pirateados, mas, por exemplo, não há o culto de ir a um concerto como de ir ao cinema para uma maioria, e são elas que acabam por definir as tendências, quer se queira ou não. Os músicos fazem o seu trabalho porque gostam e não são recompensados pelas pessoas que os ouvem e apreciam. Acabam por tocar uns para os outros, sem meios de chegar a outros ouvidos, muitos deles explorando conceitos já gastos, em que nem eles próprios acreditam ou se revêem, só porque sim. Há também – e falo pelo que vejo no Alentejo – o estranho fenómeno das bandas de covers, que roubam espaços onde se poderiam tocar coisas novas, que exploram o trabalho que outros criaram, limitando-se a mostrar que o sabem interpretar, sem pagar direitos de autor ou prestar o devido reconhecimento aos criadores daquilo que tocam.



BD: Ao que sei, e até ao momento, apenas editaste em netlabels, porquê? É uma questão de princípio, de oportunidade ou tem um pouco de ambas?
D.C.:Editei em netlabels porque me surgiu essa oportunidade e me pareceu uma boa forma de mostrar a minha música. Na altura da minha primeira edição nem sabia bem o que eram netlabels, não tinha myspace nem qualquer outro meio de divulgação, editei porque sim, porque foi a única alternativa que tive. Fiquei admirado com a atenção que o meu trabalho teve. Embora mínima, foi a suficiente para me incentivar a continuar e melhorar.

BD: O fenómeno do netaudio está a crescer de forma exponencial, da mesma forma que a tecnologia democratiza o acesso a ferramentas de produção musical e facilita a gravação com uma qualidade bastante aceitável. Como vês o futuro próximo das netlabels?
D.C.: Vejo-o como uma pequena empresa que inicia o seu negócio e que só depende de si própria e dos seus empregados para ter um crescimento enorme e dominar o mercado em alguns anos, de forma honesta, consciente e justa para todas as partes envolvidas.

BD: As netlabels na sua maioria são entidades informais mantidas de forma genuína e generosa ainda que em muitos casos transparecendo profissionalismo. Abrem portas a músicos que viram outras fecharem-se ou editam géneros essencialmente experimentais que de outra forma dificilmente seriam divulgadas. Tudo isto sem custos para o ouvinte. Há aqui alguma injustiça, uma vez que nem músicos, nem editoras são directamente recompensados pelo seu trabalho. Que achas disto?
D.C.: Penso que as netlabels são uma forma importante de expressão cultural, e que irão crescer bastante nesse contexto nos próximos anos. Mas ao mesmo tempo que crescem, não podem cometer os mesmos erros de acomodação das editoras convencionais. Têm de se adaptar ao seu crescimento, encontrarem formas de se tornarem auto-suficientes, ajudando simultaneamente os músicos a sustentar o seu trabalho. Porque se não for assim, a qualidade das gravações não irá melhorar, e dessa forma a qualidade das netlabels também não. Falo de acordos publicitários com outras empresas, por exemplo, mas sempre com o princípio da auto-suficiência e não do lucro.
Costumo dizer que não quero que a minha música me dê dinheiro para comer, mas também não quero ter de tirar dinheiro da comida para investir na minha música.

BD: Para além das netlabels, a chamada web2.0 fornece uma série de ferramentas que podem ser muitos úteis a um músico. Falo das redes sociais como o myspace, facebook, jamendo, etc, que possibilitam uma relação directa entre músico e ouvinte. Como vês esta nova realidade? Que uso dás a estas ferramentas?
D.C.: No meu caso são praticamente as únicas ferramentas que uso para mostrar a minha música, para além de algumas cópias que envio para rádios e afins. Mas há sempre o risco de se cair no exagero, se se tentar impingir a música e não mostrá-la. Apenas as rádios, televisões e imprensa têm esse poder de fazer com que as pessoas gostem do que eles querem pela insistência. Na internet há um risco muito grande do ouvinte começar a ter uma posição privilegiada em relação ao criador. Pode chegar a um ponto em que é quase um favor que o ouvinte faz ao ouvir o trabalho de alguém, e quando isso acontece, a música fica sempre a perder – em respeito, dignidade e validade no contexto social. Há que valorizar mais quem gosta mesmo e tentar fazer crescer esse grupo de forma natural, sem desvalorizar o seu próprio trabalho.



BD: Passando para outro plano. Como vês o actual momento da música portuguesa?
D.C: Nunca esteve melhor. Velhos do Restelo sempre os haverá, mas nunca tivemos tanta variedade e qualidade. E esperamos que esteja sempre para melhorar.

BD: Ainda na área da música portuguesa quais os músicos e as bandas que se revelaram nestes anos mais recentes que te enchem as medidas? Porquê?
D.C.: Gosto bastante de Peixe:Avião, Deolinda, Luís Costa, Sean Riley and the Slowriders, Mundo Cão, Noiserv, Walter Benjamin entre muitos outros. Simplesmente pelo facto que fazem música que me apetece ouvir mais que uma vez. Normalmente não disseco os estilos, o formato e as tendências da música, limito-me a seguir aquilo que o meu cérebro me diz.

BD: Para terminar uma daquelas perguntas usuais em entrevistas: com que músico gostarias de gravar em estúdio e/ou tocar em palco? Porquê?
D.C.:Tom Waits, porque é aquele que mais respeito como músico, performer e compositor. Escreve sobre coisas que não são vulgares e consegue tornar essas histórias interessantes, e musicalmente está sempre à procura de novas formas de se inventar. Mais não se pode pedir a um músico – que faça o que gosta, que nos agrade e que continue a surpreender-nos positivamente.

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

This is Industrial [PT] release party



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enoughrecords newsleter 12 feb 2009

Some new releases are available for download:

6 tracks of laidback electronica from London's Project 5am.

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Experimental ambient (with field recordings) album by Lisbon resident Jorge Nunes who also recently released at fellow portuguese netlabel XS Records and is more known for his work under the anakedlunch collective.

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To celebrate our 200th non compilation release we bring you this special bootleg recorded by Sir Garbage Truck, of an experimental hardcore ambient jam session form our staff member ps and our Serbian friends from kosmoplovci under their moniker kdes. Big thanks to Nosfe who arranged for us to play in that art gallery somewhere in the middle of Helsinki. Sorry to the person whose sound system we managed to slightly destroy, and thanks to everyone who we met during that week, we have good memories.

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ebm album dating back to 2004, from previous mexican enough releaser victor valdez

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

[VPF - Video Play Free #21] Nhoin "Rite Of Passage"

Desta vez um vídeo de produção nacional: do catálogo da Enough Records e da edição com a referência [enrmp156] de Nhoin - um dos vários pseudónimos do músico e produtor alenntejano Edgar Matos (o E aqui do BPF), e que é também o mentor da netlabel Phonotactics e o realizador do video em questão. O tema escolhido é o que dá título ao EP "Rite Of Passage", um registo de electrónica experimental bem denso e obscuro.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Ennio Mazon - Muffled [at018]

"Coming from Italy and with a promising career on the Netaudio scene, Ennio Mazzon presents in Audiotalaia his second solo release. After releasing a remix for Off Land at Resting Bell and his debut "The Scent of Morning Lights" (Timetheory Netlabel 2008), Mazzon delivers a collection of soundscapes, drones and subtle textures.

The sound of Mazzon it's refined and synthetic. The pace of time gets slowed down while listening Muffled. Different layers of stretched sounds are convined exquisitly all togheter forming a continuous and straight timeline that it's transforming in slow motion."

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Motown Junkie VJ video test 1



Teste resultante de uma das sessões em Ableton Live com clips de vídeo ... alguma dica possível para alguns plugins de efeitos vst para aplicar efeitos em video são bem vindos.

ENJOY

Mel - Un [BP018]

"Aogu Yoshida has begun to release that "Mel" works as "on_14" or "ao" first, He was released on an experimental netlabel such as Test Tube and MiMi Records. "on_14" was characterized by the electric guitar drone. "Mel" is his next experiment. He produces the music that put rhythm and field recording, a soft drone together in "mel". "Mel" reflects his backgrounds such as IDM or electronica.

about "Un"
The production of "Un" was started in autumn, 2008. "Un" consists of a soft drone and simple rhythm, field recording. "Un" is peaseful work and has the sound that calmed down. The field recording arouses a town and a natural scene."

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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Sound Narratives

Notícias de Luís Antero,
no sopé da Serra da Estrela,
agora coberta de branco e a emanar um frio brutal:

"Depois de ter lançado o EP «Water Recordings» (http://bp.bai-hua.org/releases/bp012.htm), ainda sob o nome Out Level, na chinesa Bypass Netlabel, continuo a minha demanda pelas gravações de campo...
O site www.luisantero.synthasite.com está em funcionamento há alguns meses e lá poderão ouvir as recolhas que desde Outubro de 2008 tenho vindo a realizar.
Entretanto, comecei a desenvolver as Sound Narratives, das quais sairam já 2 volumes, de um total de 6: «Sound Narratives, Vol. 1», pela Bypass Netlabel (http://bp.bai-hua.org/releases/bp017.htm) e «Sound Narratives, Vol. 2» (http://electrorucini.mine.nu/), pela portuguesa Electro Rucini Records.
«Sound Narratives, Vol. 3», pela AudioTong (http://audiotong.net/cmsms/) e «Sound Narratives, Vol. 4», pela Earth Monkey Productions (http://www.earthmp.com/index.html) estão para sair brevemente.
Em www.luisantero.synthasite.com têm links directos para download livre dos EP's assim como na plataforma www.virb.com/luisantero (as 10 gravações presentes neste momento na playlist, são todas as que sairam nos EP's, sem cortes)

Abraços serranos,
Luís Antero."

novidades merzbau / Kids on Holidays ( Tiago Sousa / Noiserv

Kids on Holidays
merz0041 - EP

Info:
Este EP de Kids on Holidays é o resultado de umas férias estrada fora, dentro de uma Mercedez 307d, que David Santos e Filipa Mateus fizeram até à Europa de Leste. Com o objectivo de tocar nas ruas das cidades por onde passavam fizeram estes pequenos quadros musicais a partir de instrumentos de brincar e outras tralhas. Fica aqui o registo para a posteridade....

This small EP by Kids On Holidays is the result of a small holiday on the road with a Mercedez 307d. David Santos and Filipa Mateus went east through all Europe and this small music portraits were made with the propose of playing in the streets of the cities where they went by, using only toy instruments. Here they are for posterity...
Contact:
www.myspace.com/kidsonholidays

Credits:
David Santos & Filipa Mateus


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TIAGO SOUSA / NOISERV
na Trama
dia 5 e 12 de Fevereiro, respectivamente
21h - 3 euros

5 de Fevereiro:
Tiago Sousa
(Acústico/Minimal)
http://www.myspace.com/tiagosousa



Concerto no Cabaret Maxime
http://www.centralmusical.com.pt/?c=6871

Concerto no Heliogàbal, Barcelona
http://youtube.com/watch?v=nBkOyEs58y0&feature=related

Tiago Sousa tem-se afirmado como um dos mais entusiasmantes compositores de música não estandardizada da nova geração. Depois de em 2006 lançar Crepúsculo (Merzbau, CD-R) e em 2007 Noite/Nuit (Merzbau, Online), chega-nos agora em 2008 com um disco incrível chamado The Western Lands (Resting Bell, CD-R/Online), inspirado pelo livro homónimo de um dos maiores génios literários do século XX, William S. Burroughs. Destacado pela imprensa nacional em publicações como Ipslon, Time Out, Bodyspace, tendo sido também destacado numa das mais importantes webzines de música independente e experimental nos Estatos Unidos, a Foxydigitalis. Recentemente teve a enorme honra de tocar na primeira parte do concerto de Shannon Wright em Lisboa, artista que já trabalhou com nomes como Yann Tiersen ou Rachel's, e de Vic Chesnutt no Barreiro.
A sua música é uma mescla idiossincrática de nomes tão dispares como Erik Satie, Terry Riley, Carlos Paredes ou Rachel's, marcadamente instrumental e minimalista, usando o Piano como trave mestra.

" Tudo em "The Western Lands" se faz destes movimentos de fuga e regresso. O trabalho sobre ruído eléctrico, nuvem ameaçadora por trás do qual irrompe um dedilhado de bucolismo folk. Guitarras eléctricas e acústicas reunindo-se em turbilhões sibilantes e um piano a escapar-se do caos para inventar canções de marinheiros que os marinheiros desconhecem." in Ipslon, Mário Lopes, Maio de 2008

"Think of it as a nice antidote to the drones and dissonance so common in experimental music today.", in Foxydigitalis, Maio 2008

12 de Fevereiro
Noiserv
(Indie/Songwriter)
http://www.myspace.com/noiserv

David Santos é o nome por trás de "Noiserv". Criada em meados de 2005, esta entidade musical ganhou forma quando David decide gravar algumas ideias numa demo com o intuito de participar no Termómetro Unplugged desse ano. Acabou por ser seleccionado para participar na eliminatória do Porto que ocorreu no Contagiarte. Não passou à final mas esta demo acaba por ser, alguns meses mais tarde, editada on line na netlabel Merzbau. Desde aí a ideia tem ganho forma e diferentes abordagens. Com a experiência adquirida nos muitos concertos que deu pelo país, já pouco sobra do formato mais convencional de Cantautor, do homem e a sua guitarra, para aos poucos serem adicionados novos instrumentos que são tendencialmente manipulados em layers e construídos através de loops.
Tendo passado por locais como O Meu Mercedes, Santiago Alquimista, Music Box, ZDB ou Guilherme Cossoul, e recentemente participado no festival MUB em Braga, e merecido destaque nos media com airplay em programas como Portugália de Henrique Amaro ou Agência Lusa na Radar, Noiserv começa a ser sinónimo de um culto muito especial entre quem segue atentamente cada passo seu.

One Hundred Miles from Thoughtlessness:
Edição de Autor, 2008

+ info: http://www.merzbau-label.org/cds01_pt.html

O primeiro longa duração de Noiserv, chega-nos em edição de autor com o apoio da Merzbau.
One Hundred Miles From Thoughtlessness é um passo declarado e afirmado na sua evolução. Um disco feito de canções que nascem da inquietude do quarto pela voz lúgubre da guitarra, e que aos poucos vão sendo dissecadas e trabalhadas, até atingirem uma dimensão plena de criatividade. A inclusão de diferentes elementos como caixas de música, pequenos ruídos mundanos, sintetizadores e metalofones, dão-lhe um novo carácter e novas cores sem que se perca a essência da canção.
As canções aqui presentes, são pequenos retratos, figuras imaginárias, narrativas incompletas, que espelham as vivências, a inocência e espontaneidade do seu autor, de uma forma tão honesta e sincera que difícil será não nos deixarmos tocar pelas mesmas.

"...Trata-se de uma bela colecção de canções, que partem do diálogo entre a voz e a guitarra acústica, e colhem depois o gosto pela construção de arranjos que, com elegância e economia de recursos, e sob interessante escolha de instrumentos, transformam o que poderia ser um candidato a mais-do-mesmo (em regime "cantaurorês") num credível manifesto de busca de identidade na música. ...E depois do conteúdo, a forma...é das melhores ideias de packaging que a música portuguesa conheceu nos últimos tempos."
Nuno Galopim @ Sound Vision


Mais Datas de Noiserv:

a tour de One Hundred Miles (...) prossegue. Estas serão as próximas datas com apoio da Merzbau:

20 de Fevereiro
Auditório ACR, Vale de Cambra
uma organização Vale de Pandora

21 de Fevereiro
Museu Nogueira da Silva, Festival Sonopólis, Braga

Curtas BPF #08

# Humeka "Densité Matérielle" é a mais recente edição da netlael alemã Yuki-Yaki. Um registo obscuro onde se cruzam influências de minimal house e dub techno.

# Techno é a área priviligiada de intervenção dos nossos vizinhos da Offaudio, sediada em Madrid. A mais recente edição é um EP de 4 temas do proutor russo Ilya Zonov "M"

# A editora autríaca Beat Is Murder, que edita pelas vias tradicionais em formatos físicos, nomeadamente CD's, tem também um secção de música livre e gratuita, pela qual editou recentemente o EP homónimo de Infant Color. Indietronica norte-americana de qualidade.

# Voltando ao techno, neste caso sul-americano, "Miércoles EP" do produtor argentino Santos Resiak é a mais recente edição da Unfound Sound.

# Acabamos esta sessão de curtas com dubstep: a mais recente edição da Sociopath Recordings, netlabel sediada em Taiwan, é o EP "The Future Of An Illusion" do projecto sérvio Sound of Illusion.

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Jamendo faz concorrência à SPA e à PassMúsica


Sociedades de cobrança de autores como a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e a PassMúsica adoram cobrar dinheiro a proprietários de bares, restaurantes, discotecas, cabelereiros, ginásios e outros estabelecimentos comerciais que passam música ambiente.


Mas a verdade é que as licenças pagas pelo direito à difusão pública das músicas apenas beneficiam os artistas que mais passam na rádio em detrimento dos artistas independentes ou mesmo aqueles que disponibilizam livremente a sua música segundo licenças Creative Commons. Ou seja, o que acaba por acontecer é que a SPA e a PassMúsica cobram dinheiro em nome de artistas que depois não acabam por ver nem um euro. Por seu lado, os comerciantes são verdadeiramente alvo de uma extorsão.

Para acabar com essa situação intolerável, o portal de música livre Jamendo lançou esta semana uma nova plataforma denominada Jamendo Pro que pretende constituir uma alternativa ao monopólio das SPAs e PassMúsicas deste mundo.

BPFCast #08 [BioniC Live @ Trampolim, Parte 2]


Continuando a divulgação dos sons livres e gratuitos recolhidos no Trampolim, em Torres Novas, na noite do passado dia 31 de Janeiro, aqui fica o episódio #8 do BPFCast: a segunda parte do set da dupla residente Bionic (Deckhard e B-Polar).

Episode #08 of BPFCast is teh second half of BioniC's live set on the 31st of January Beats Play Free Session at Trampolim Club, Torres Novas, PT.

Download (.mp3)

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

[BPF002] "Talvi" (Winter Edition)

Sazonalmente, e correspondendo a cada uma das estações do ano (Outono/Inverno/Primavera/Verão), o BPF irá editar uma colectânea reunindo as escolhas musicais dos seus membros. O nome da colectânea será sempre o da respectiva estação e em diferentes línguas. Esta segunda edição tem o título “Talvi” (Inverno em Finlandês) e conta com 18 sugestões dos elementos que constituem o BPF.

“Talvi” reúne, então, 18 propostas ecléticas que servem de montra à variedade de géneros musicais presentes no netaudio, resultado directo da liberdade estética usufruida pelas bandas e artistas. De facto, ao longo desta hora e meia podemos ouvir desde a electrónica melódica ao beat mais impreguenado, passando por temas marcadamente mais experimentais ou faixas de base acústica e vocal mais alternativas. De facto, apresentam-se o groove elegante de AGF, o IDM nostálgico de Ikimashoo Aoi, a dureza da linha dançável de ocp, a sensibilidade de Cantaloup entre muitos outros cuja liberdade e sentimento mais “invernal” são a linha de união.

Quer se leia o Inverno como frio, confortável, escuro, dramático, belo ou melancólico, estas 18 sugestões são uma excelente proposta para adornar o Inverno de quem as ouve. Bom Inverno e até à Primavera!
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Beats Play Free (BPF) is a free informal music disclosure platform, edited according to Creative Commons licensing. The BPF staff meet at the beatsplayfree.com blog to put together DJ sets nights and live acts throughout the country. They have started a podcast and are now releasing the second volume of free music under the theme “Winter”.

This collective is made up of several elements: national netlabels’ bosses, musicians, producers, radio DJs, bloggers and free culture activists. Different people with different tastes, bound by one cause: free music.

Every season, BPF will edit a compilation of the musical choices of its elements. The compilation will be named after the season when it is released, and always in a different language. This second edition is called “Talvi”, Finnish for “Winter”.

“Talvi” compiles 18 eclectic suggestions that illustrate the diversity of musical genres in netaudio, which is a direct result of the aesthetic freedom enjoyed by bands and artists. In fact, throughout these 90 minutes we can listen to music ranging from IDM to rough beats, including cutting edge sounds and guitar and vocals based indie music. The common subjects in all these tracks are freedom and a wintry feel.

Whether you feel winter as cold, comfortable, dark, dramatic, beautiful or melancholy, these 18 suggestions are an excellent way to adorn the listeners winter. Have a good winter and see you in the spring!


Tracklist
01 Cantaloup - Fireworks [aer015]
02 Tlstts - lights [mi08]
03 Muhr - Our Tired Souls [12rec047]
04 Peter Stenberg - Donnerstag [Dogeared16]
05 Ceniq - Coan5 [MILK10]
06 Erstlaub - Sinkingtogether [HPW029]
07 Roman Slavka - Null [ns61]
08 Ikimashoo Aoi - We Love You a Thousand [enrmp186]
09 Torsion - Id Skip Winter [unreleased]
10 Motown Junkie - They have a pact with the devil [PHTC011]
11 Luís Costa - Hora Sem Minutos
12 Radius System - Impulsion pt1 [lostchildren046]
13 Long Desert Cowboy - Hanging a cow by the neck [tube141]
14 Carlo - Over the clouds [TRO50]
15 AGF - Thank Reconsider [Sutemos23]
16 ocp - Scarleet [unreleased]
17 João Clemente -1a Salada (Ubiquo String Quartet Salad) [xs36]
18 Vlad Makarov, Maxim Pozin, Ilia Belorukov - VII [ca183]

Download (.rar)
Archive.org page

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

[VPF - Video Play Free #20] Martin Schulte - Alone

New videoclip made by Effevi ( f.v. ), this time the sound come from Martin Schulte wiht the track "Alone", part of the [did026] VVAA Compilation "Walking Spirits".

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Two Netaudio DJ Mixes

DJ Tom, foi nickname escolhido pelo Tomaz Mourinho, um estudante universitário oriundo de Portimão, cujo hobby é a música electrónica. Regularmente ele disponibiliza no seu podcast It's All About Music os resultados da sua actividade de bedroom DJ. O Tomaz frequenta um fórum (Versus) dedicado à música, em geral, e à electrónica, em particular, do qual eu também sou user assíduo e há cerca de meio ano disponibilizou por lá uma mix feita exclusivamente com temas de netlabels: "Beats For Free", motivo suficiente para lhe ter lançado um desafio de tentar nova aventura do género, mas desta feira para um dos podcasts - BrainDance Exclusive - que mantenho no âmbito do meu blog BrainDance. Devido ao facto de ser estudante e a alguns problemas que foi tendo com o seu ISP a coisa protelou-se até que ontem, finalmente me enviou a resposta ao desafio sob o título "All Free".

De seguida partilho convosco os resultados das duas mixes acimas mancionadas, feitas com base nos catálogos de netlabels como a Deepwise, a Thinner, a Deepindub, a Tropic e ainda da colectânea de produtores do fórum Versus, entre os quais se encontra o nosso camarada de "armas" Yari/Zentex "Toughts About Music Vol. 1" - publicada segundo uma licença Creative Commons, bem como as respectivas tracklists e links para que possam fazer o download e ouvir com atenção.

Desta forma o Tomaz Mourinho ou DJ Tom, mostra que no netaudio há muito mais do que apenas música 'esquisita' e experimental e dá um exemplo de como a qualidade pode sair de borla.

"Beats For Free" (Junho, 2008)

TRACKLIST:
1 - Philipp Weigl - Save
2 - X-Ceed - Subdued Thoughts
3 - Digitalverein - San Marco by night
4 - Veer - Greet The World With A Smile
5 - Alice Mackay & Benfay - Lighthouse
6 - Nulleins - Multiplex
7 - Ben Businovski - Dissolving
8 - Brian Kage - Zebes
9 - Laura Palmer - Evolve
10 - Laura Palmer - Missed
11 - James Ulibarri - Buried In Snow
12 - Ben Businovski - Purge All Levels
13 - Liquid Level - Plate
14 - Das Kraftfuttermischwerk - Flieg Mit Mir, Flieg
15 - Alice Mackay & Benfay - Jump (Jensen & Verveine Remix)
16 - Nulleins - Traces
17 - Marko Fürstenberg - Porn Infection (Remix)

Link

"All Free" (Fevereiro, 2009)

TRACKLIST:
1.Nightfusion "Utopia"
2.Paradice "Take a Lift"
3.P.N.F.A "Keating"
4.Leif "Long Way Round"
5.Deymare "Take me Back"
6.Robbe Felice "Moonsoul"
7.Robbe Felice "Giulia"
8.Mathis Johnsen "Lichtenhain"
9.Deep Haki "Dancefloor"
10.Deymare "The World As They See It"
11.P.N.F.A "Seize"
12.Deymare "Percussus"
13.Zentex "Ruska"
14.Nightfusion "Overlap"

Link

DJ Tom is a portuguese bedroom dj with a huge passion for electronic music that keeps a regular podcast where he shares his mixes with the world. The tracklists and links above are the result of two dj sets that he had recorded in the last months with exclusive netaudio tunes from Deepwise, Thinner, Deepindub and Tropic.

March Rosetta - In Randomness There Are Numbers

«March Rosetta is Tom Carter and comes from London, U.K. Under March Rosetta he has released a handful - or better yet, two handfuls - of releases for several netlabels around the web, apart from releasing some physical ones for his own home, Verlaine Records.
Tom has a genuine talent to create songs, and his musical background and influences take him to 80's pop territory, with a healthy dose of kitsch keyboard sounds thrown in sometimes, but still... great songs which he can be proud of because he also has a very sweet voice (reminds me of David Byrne sometimes) and his singing is just superb. You should get his latest release for Clinical Archives, 'Late in Time' (.ZIP) which is a great example of his singing and creative talent.

For 'In Randomness There Are Numbers' Tom puts his singing talent aside and concentrates in oldschool electronica disco dance tracks or whatever they should be called. These are five unbelievable sweet tunes for taking on the dancefloor of just nodding your head around. Better yet, take them out for some jogging or cycling, they work amazingly well.
Tom spreads his wings in almost every direction here, from 8bit techno to classic IDM to 80's synth pop to cheesy house. That should be enough nostalgia to keep your heart warm throughout this cold and windy winter.» - Pedro Leitão

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Naoto Taguchi - Forbidden Works In The Air

Saiu ontem mais uma edição na MiMi Records, a netlabel continua por terras do país do Sol Nascente. Ficam as palavras do patrono da Test Tube para este EP de Naoto Taguchi:
Japonês de Tóquio, Naoto Taguchi regressa pouco depois do seu mais recente lançamento 'Untitled 9 Fragments...' para um curto embora espaçoso EP chamado 'Forgotten works in the air'.

Começa com 'Dreaming while knowing that you are' que parece directamente saído do anterior trabalho para a test tube: teclados esvoaçantes, clicks & cuts e uma sensação distante de melancolia.

'I speak with pathos In the early morning' traz-nos uma abordagem bastante diferente, apresentando-nos uma batida 4 por 4 e algumas guitarras sampladas, tudo junto dando uma sensação de ambiente chillout.

Este tema também aparece sob remistura de Akira Kosemura, que carrega ainda mais no 'club feel' e oferece uns teclados muito groovy extraídos do jazz eléctrico de outros tempos.

Este lançamento mostra bem o largo leque de estéticas com que Taguchi é capaz de trabalhar e contribui para enriquecer bastante a cena do netaudio. Fiquem atentos a este japonês.

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Dark:Scene Vol.6: Alchemy

DS:vol.6 is a compilation of ExYu industrial/gothic/experimental bands. ExYu is a region in Balkans (Europe) where former Yugoslavia was. This compilation is the sixth DS established and there will be more releases. This particular one is ment to be a compilation with covers of famous artists. It supposed to be a creative work of art where a lot of different bands cover the songs they like.

NOTE: This is a completely non-profit net release and all of the rights and credits go to the original artists.

TRACKLIST:
01 3D Rosava Pipe - Djurdjevdan (Bijelo Dugme) (1:51)
02 Dichotomy Engine - Resurrection (Fear Factory) (6:46)
03 Indie in Asia - Tko je zgazio gospodju Mjesec (Videosex) (3:43)
04 Youth A.D.-Amazon (Luna) (3:11)
05 dreDDup - Sentenced to Burn (Cannibal Corpse) (3:39)
06 Surreal Eternity - Love Breeds (Suicide Commando) (4:57)
07 Tamerlan - Another Brick In The Wall (Pink Floyd) (5:45)
08 Pornhouse - Counting Bodies Like Sheeps (A Perfect Circle) (4:17)
09 Zeta Reticulan Oath - Moist Vagina (Nirvana) (3:23)
10 Children Egoism- Voodoo Child (OvO) (3:04)
11 Drop Dead - Sweet Dreams (Eurythmics) (2:20)
12 DjuChong - D-mollirani (Djordje Balasevic) (4:27)
13 Gruuthaagy - Free Speech For The Dumb (Discharge) (2:33)
14 MRT - The Carny (Nick Cave) (4:15)
15 Figurative Theatre - No Shuffle (Front 242) (3:50)
16 Razzlog - Zuta Loptica (Pac-Man) (3:49)
17 Cryogenic - Of death and discord (Gruuthaagy cover) (2:14)
18 Mind Control - Lepi Mario (Satan Panonski) (2:37)
19 Erekta - The Final Countdown (Europe) (0:43)
20 Third I - 3-44 (John Cage) (3:44)

file info: Dark Scene kompilacija vol6-Alchemy.zip (89mb)
20 tracks - 44khz192kps/mp3 + Artworks + Info
release date: 22-01-2009

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retirado deste blog / netlabel sobre a cena industrial / dark dos balcãs

BPFCast #07 [BioniC Live @ Trampolim, Parte 1]


Tal como prometido aí está, mais um episódio do BPFCast, o sétimo, desta feita com a primeira parte do DJ set dos Bionic (Deckhard e B-Polar) - os residentes e (excelentes) anfitriões nestas sessões Beats Play Free, em Torres Novas.

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

BPF@Trampolim [Torres Novas] 31|01 - FOTOREPORT

Bionic [DJ Set]


Urb [Live Act]


BrainDance [DJ Set]


Público (casa quase cheia)


Desta vez há foto-report, algo que vamos tentar tornat um hábito. E haverá nas próximas horas ou dias novos episódios do podcast com as gravações feitas ao vivo no Trampolim. Bela noite!

Latest releases in Phonotactics ...

'Slylab is Deon, an indonesian citizen living in Bandung, West Java and he produces electronic music and explores the melodic shoegaze and downtempo sub-genres since 2005.

The first time I listened to this EP, it invaded me with a long sense of calm provided directly to my brain by the polyphonic melodies and minimal beats produced by this talented indonesian. If you are searching for open space for a little space odissey, then take this release into your digital bag right now.
Recommended to be played in track list order and to be listened by the end of the day, after landing in the distant galaxy of L.O.V.E.'

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Sometimes find the chaos as a way of musical expression is not simple, and even more complicated is to have a rhythmic order over the chaos ... qualood have a high musical contrast between the chaotic ill ambiences and trip like beat style. Its all about a good experimental environments glitched and salted with some massive dubstep and trip hop beat components.

Kine and chino.K started many years ago with separated own projects and actually, after a long period of inspirational crisis of their minds, they decided to mix their ideas to do a fresh product for your brains. The QualooD's project was born due to communicate a new way to make electronic, music using the dialogue between web and the power of the new instruments (software and hardware)..

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