[PT]
TEXTET, já tem algum tempo desde que Takeda o produziu mas só agora vê a luz do dia. Neste trabalho de Takuro Takeda, explora paisagens ambient drone marcadas por silêncio, ressonância e atmosfera urbana.
O título evoca uma transmissão fragmentada, enquanto a capa — um edifício sob um céu azul escuro — sugere um espaço suspenso entre memória e vazio.
Ao longo do disco, drones lentos, feedback analógico e texturas degradadas criam uma experiência imersiva e contemplativa. Inspirado pelo minimalismo ambiental japonês e pelo drone industrial, Takeda constrói composições densas e subtis, onde o som parece expandir-se lentamente pelo espaço.
Um disco hipnótico, nocturno e profundamente atmosférico.
[UK]
TEXTET was produced by Takuro Takeda some time ago, but is only now seeing the light of day. In this work, Takeda explores ambient drone landscapes marked by silence, resonance, and urban atmosphere.
The title evokes a fragmented transmission, while the cover — a building beneath a dark blue sky — suggests a space suspended between memory and emptiness.
Throughout the album, slow-moving drones, analog feedback, and degraded textures create an immersive and contemplative experience. Inspired by Japanese environmental minimalism and industrial drone, Takeda builds dense yet subtle compositions where sound seems to slowly expand through space.
A hypnotic, nocturnal, and deeply atmospheric record.
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
terça-feira, 26 de maio de 2026
[mi361] : Ash Room - Japanese Nyabinghi
[PT]
Da capital japonesa chega-nos mais um novo artista para se juntar à família MiMi Records. Ash Room, apresenta-nos uma nova experiência sonora, levando a sua exploração do ritmo e da repetição para territórios ainda por descobrir.
Dando continuidade às experiências anteriores, onde fundiu influências Nyabinghi com o techno, este novo projecto substitui por completo a percussão convencional pela ressonância poderosa dos tradicionais tambores japoneses Wadaiko.
Todas as fontes sonoras, texturas e samples utilizados têm origem em materiais japoneses, criando uma paleta sonora profundamente imersiva e culturalmente enraizada.
Concebida para espaços privados, em vez de pistas de dança cheias, esta música abraça loops, ruído, acidentes e o inesperado. Hipnótico, cru e intimista, Ash Room cria uma experiência de escuta pensada para o ouvinte solitário.
[UK]
Tokyo-based artist Ash Room presents a new sonic statement, pushing his exploration of rhythm and repetition into uncharted territory.
Building on previous experiments blending Nyabinghi influences with techno, this latest project replaces conventional percussion entirely with the powerful resonance of traditional Japanese Wadaiko drums.
Every sound source, texture, and sample originates from Japanese materials, creating a deeply immersive and culturally rooted sound palette.
Designed for private spaces rather than crowded dance floors, the music embraces loops, noise, accidents, and the unexpected. Hypnotic, raw, and intimate, Ash Room crafts a listening experience for the solitary listener.
Da capital japonesa chega-nos mais um novo artista para se juntar à família MiMi Records. Ash Room, apresenta-nos uma nova experiência sonora, levando a sua exploração do ritmo e da repetição para territórios ainda por descobrir.
Dando continuidade às experiências anteriores, onde fundiu influências Nyabinghi com o techno, este novo projecto substitui por completo a percussão convencional pela ressonância poderosa dos tradicionais tambores japoneses Wadaiko.
Todas as fontes sonoras, texturas e samples utilizados têm origem em materiais japoneses, criando uma paleta sonora profundamente imersiva e culturalmente enraizada.
Concebida para espaços privados, em vez de pistas de dança cheias, esta música abraça loops, ruído, acidentes e o inesperado. Hipnótico, cru e intimista, Ash Room cria uma experiência de escuta pensada para o ouvinte solitário.
[UK]
Tokyo-based artist Ash Room presents a new sonic statement, pushing his exploration of rhythm and repetition into uncharted territory.
Building on previous experiments blending Nyabinghi influences with techno, this latest project replaces conventional percussion entirely with the powerful resonance of traditional Japanese Wadaiko drums.
Every sound source, texture, and sample originates from Japanese materials, creating a deeply immersive and culturally rooted sound palette.
Designed for private spaces rather than crowded dance floors, the music embraces loops, noise, accidents, and the unexpected. Hypnotic, raw, and intimate, Ash Room crafts a listening experience for the solitary listener.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
[mi360] : Len & Lou - Patience EP
[PT]
Patience é o novo capítulo de Len & Lou, projecto português que mergulha no ponto onde o ruído encontra a ternura. Influenciados pela vertigem sensorial de My Bloody Valentine e pelas harmonias espectrais dos Cocteau Twins, o duo constrói canções envoltas numa enveloping haze de guitarras líquidas, vozes etéreas e melodias que parecem suspensas no tempo.
Entre o "beautiful ambient noises" e texturas de brilho difuso, Patience transforma vulnerabilidade em catarse sonora.
Um disco simultaneamente íntimo e expansivo, onde cada faixa pulsa como memória, sonho e distorção em perfeita comunhão.
Obrigatório!!!
[UK]
Patience is the new chapter from lou & len, a Portuguese project inhabiting the space where noise meets tenderness. Influenced by the sensory vertigo of My Bloody Valentine and the spectral harmonies of Cocteau Twins, the duo crafts songs wrapped in an enveloping haze of liquid guitars, ethereal vocals, and melodies that seem suspended in time.
Between beautiful ambient noises and textures of diffused shimmer, Patience transforms vulnerability into sonic catharsis.
An album both intimate and expansive, where each track pulses like memory, dream, and distortion in perfect communion.
A must listen!!!
Patience é o novo capítulo de Len & Lou, projecto português que mergulha no ponto onde o ruído encontra a ternura. Influenciados pela vertigem sensorial de My Bloody Valentine e pelas harmonias espectrais dos Cocteau Twins, o duo constrói canções envoltas numa enveloping haze de guitarras líquidas, vozes etéreas e melodias que parecem suspensas no tempo.
Entre o "beautiful ambient noises" e texturas de brilho difuso, Patience transforma vulnerabilidade em catarse sonora.
Um disco simultaneamente íntimo e expansivo, onde cada faixa pulsa como memória, sonho e distorção em perfeita comunhão.
Obrigatório!!!
[UK]
Patience is the new chapter from lou & len, a Portuguese project inhabiting the space where noise meets tenderness. Influenced by the sensory vertigo of My Bloody Valentine and the spectral harmonies of Cocteau Twins, the duo crafts songs wrapped in an enveloping haze of liquid guitars, ethereal vocals, and melodies that seem suspended in time.
Between beautiful ambient noises and textures of diffused shimmer, Patience transforms vulnerability into sonic catharsis.
An album both intimate and expansive, where each track pulses like memory, dream, and distortion in perfect communion.
A must listen!!!
segunda-feira, 27 de abril de 2026
[mi359] : masato abe - arcs
[PT]
Arcs, é o novo disco de Masato Abe inspirado num vasto ciclo cósmico, que percorre o arco desde a origem da vida, passando por uma diversificação explosiva, até à era atual e a um eventual desfecho.
Cada faixa reflete um momento dentro deste contínuo imaginado, sugerindo tanto repetição como um desenrolar paralelo ao longo do tempo. Combinando estilos ambient e drone, a obra cria paisagens sonoras imersivas que evocam escala, mistério e uma transformação subtil.
Arcs convida os ouvintes a contemplar a existência, a continuidade e a renovação, oferecendo uma viagem meditativa que ultrapassa a narrativa linear e se expande para algo mais amplo.
[UK]
Arcs, is the new record of by Masato Abe inspired by a vast cosmic cycle, tracing the arc from the origin of life through explosive diversification, into the present age, and toward an eventual ending.
Each track reflects a moment within this imagined continuum, suggesting both repetition and parallel unfolding across time. Blending ambient and drone styles, the work creates immersive soundscapes that evoke scale, mystery, and quiet transformation.
Arcs invites listeners to contemplate existence, continuity, and renewal, offering a meditative journey that resonates beyond linear storytelling and into something expansive.
Arcs, é o novo disco de Masato Abe inspirado num vasto ciclo cósmico, que percorre o arco desde a origem da vida, passando por uma diversificação explosiva, até à era atual e a um eventual desfecho.
Cada faixa reflete um momento dentro deste contínuo imaginado, sugerindo tanto repetição como um desenrolar paralelo ao longo do tempo. Combinando estilos ambient e drone, a obra cria paisagens sonoras imersivas que evocam escala, mistério e uma transformação subtil.
Arcs convida os ouvintes a contemplar a existência, a continuidade e a renovação, oferecendo uma viagem meditativa que ultrapassa a narrativa linear e se expande para algo mais amplo.
[UK]
Arcs, is the new record of by Masato Abe inspired by a vast cosmic cycle, tracing the arc from the origin of life through explosive diversification, into the present age, and toward an eventual ending.
Each track reflects a moment within this imagined continuum, suggesting both repetition and parallel unfolding across time. Blending ambient and drone styles, the work creates immersive soundscapes that evoke scale, mystery, and quiet transformation.
Arcs invites listeners to contemplate existence, continuity, and renewal, offering a meditative journey that resonates beyond linear storytelling and into something expansive.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
[mi358] : Leonardo Pinto - Olha, também sabes acompanhar a Amália!
[PT]
É mais uma estreia no catálogo da MiMi Records. “Olha, também sabes acompanhar a Amália!” é o novo registo de Leonardo Pinto, um mergulho alternativo e experimental nas memórias e na adversidade.
Criado após a passagem da Tempestade Kristin por Pombal, o álbum combina alternative/experimental rock com field recordings íntimos — vento, chuva e ecos domésticos. Gravado na casa da avó, capta uma crueza comparável a abordagens lo-fi contemporâneas, onde o espaço é instrumento.
Destaca-se a participação de Samuel Lisboa (bateria) e uma evocação emotiva de Amália Rodrigues, fundindo tradição e experimentação num documento profundamente pessoal.
[UK]
Another debut joins the MiMi Records catalog. “Olha, também sabes acompanhar a Amália!” is the new release by Leonardo Pinto, an alternative and experimental dive into memory and adversity.
Created in the aftermath of Storm Kristin passing through Pombal, the album blends alternative/experimental rock with intimate field recordings — wind, rain, and domestic echoes. Recorded at his grandmother’s house, it captures a rawness comparable to contemporary lo-fi approaches, where space itself becomes an instrument.
The album features Samuel Lisboa on drums and an emotive evocation of Amália Rodrigues, merging tradition and experimentation into a deeply personal document.
É mais uma estreia no catálogo da MiMi Records. “Olha, também sabes acompanhar a Amália!” é o novo registo de Leonardo Pinto, um mergulho alternativo e experimental nas memórias e na adversidade.
Criado após a passagem da Tempestade Kristin por Pombal, o álbum combina alternative/experimental rock com field recordings íntimos — vento, chuva e ecos domésticos. Gravado na casa da avó, capta uma crueza comparável a abordagens lo-fi contemporâneas, onde o espaço é instrumento.
Destaca-se a participação de Samuel Lisboa (bateria) e uma evocação emotiva de Amália Rodrigues, fundindo tradição e experimentação num documento profundamente pessoal.
[UK]
Another debut joins the MiMi Records catalog. “Olha, também sabes acompanhar a Amália!” is the new release by Leonardo Pinto, an alternative and experimental dive into memory and adversity.
Created in the aftermath of Storm Kristin passing through Pombal, the album blends alternative/experimental rock with intimate field recordings — wind, rain, and domestic echoes. Recorded at his grandmother’s house, it captures a rawness comparable to contemporary lo-fi approaches, where space itself becomes an instrument.
The album features Samuel Lisboa on drums and an emotive evocation of Amália Rodrigues, merging tradition and experimentation into a deeply personal document.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
[mi357] : Saya Akasegawa - Bikkuri - Horror House
[PT]
Saya Akesegawa apresenta Bikkuri - Horror House, um mergulho de 27 minutos numa possessão sonora ficcional. O que começou como uma visita improvisada a umas ruínas assombradas para interpretar temas noise para um público otaku rapidamente transformou-se em algo mais estranho — um “exorcismo” de power electronics impulsionado pela distorção e intensidade.
Misturando harsh noise, texturas de otanoise e energia ritualística, Bikkuri - Horror House oferece uma experiência auditiva densa e inquietante, repleta de perturbações espirituais imaginadas. Caótico mas intencional, transforma a performance em narrativa e o ruído em atmosfera.
Entrem neste mundo ficcional com paisagens sonoras estranhas eabracem a perturbação e a experimentaçaão de Saya Akesegawa. Entrem em Bikkuri - Horror House — se tiverem coragem. O disco traz uma banda desenhada feita pela artista e podem fazer o download aqui.
Masterizado por Sou Inomoto
[UK]
Saya Akesegawa presents Bikkuri - Horror House, a 27-minute plunge into fictional sonic possession. What began as an impromptu visit to a haunted ruin to perform abrasive noise for an otaku audience spiraled into something stranger — a power electronics “exorcism” driven by distortion and intensity.
Blending harsh noise, otanoise textures, and ritualistic energy, Bikkuri - Horror House delivers a dense, unsettling listening experience filled with imagined spiritual disturbances. Chaotic yet deliberate, it transforms performance into narrative and noise into atmosphere.
Enter this fictional world of strange soundscapes, embrace the disturbance, and experience Saya Akesegawa’s experimentation. Step into Bikkuri - Horror House — if you dare. The album includes a comic strip created by the artist, and you can download it here.
Mastered by Sou Inomoto
Saya Akesegawa apresenta Bikkuri - Horror House, um mergulho de 27 minutos numa possessão sonora ficcional. O que começou como uma visita improvisada a umas ruínas assombradas para interpretar temas noise para um público otaku rapidamente transformou-se em algo mais estranho — um “exorcismo” de power electronics impulsionado pela distorção e intensidade.
Misturando harsh noise, texturas de otanoise e energia ritualística, Bikkuri - Horror House oferece uma experiência auditiva densa e inquietante, repleta de perturbações espirituais imaginadas. Caótico mas intencional, transforma a performance em narrativa e o ruído em atmosfera.
Entrem neste mundo ficcional com paisagens sonoras estranhas eabracem a perturbação e a experimentaçaão de Saya Akesegawa. Entrem em Bikkuri - Horror House — se tiverem coragem. O disco traz uma banda desenhada feita pela artista e podem fazer o download aqui.
Masterizado por Sou Inomoto
[UK]
Saya Akesegawa presents Bikkuri - Horror House, a 27-minute plunge into fictional sonic possession. What began as an impromptu visit to a haunted ruin to perform abrasive noise for an otaku audience spiraled into something stranger — a power electronics “exorcism” driven by distortion and intensity.
Blending harsh noise, otanoise textures, and ritualistic energy, Bikkuri - Horror House delivers a dense, unsettling listening experience filled with imagined spiritual disturbances. Chaotic yet deliberate, it transforms performance into narrative and noise into atmosphere.
Enter this fictional world of strange soundscapes, embrace the disturbance, and experience Saya Akesegawa’s experimentation. Step into Bikkuri - Horror House — if you dare. The album includes a comic strip created by the artist, and you can download it here.
Mastered by Sou Inomoto
terça-feira, 17 de março de 2026
[mi356] : enzui - omiyage
[PT]
Com o lançamento de Omiiyage, Junichi Takizawa (a.k.a. enzui) apresenta um novo capítulo sonoro marcado por atmosferas densas e batidas de trip-hop elegantes.
Este novo trabalho mistura texturas eletrónicas subtis com melodias hipnóticas que evocam memórias fragmentadas. A capa do disco, com ilustração crua e surreal de um personagem amplificando sons por um megafone, traduz visualmente a energia experimental das composições.
Entre ruídos lo-fi e grooves lentos, enzui cria uma paisagem sonora íntima e cinematográfica. O álbum pode ser entendido como um Omiyage “souvenir sonoro”: cada faixa funciona como um pequeno fragmento de uma jornada musical.
[UK]
With the release of Omiiyage, Junichi Takizawa (a.k.a. enzui) presents a new sonic chapter marked by dense atmospheres and elegant trip-hop beats.
This new work blends subtle electronic textures with hypnotic melodies that evoke fragmented memories. The album cover, featuring a raw and surreal illustration of a character amplifying sounds through a megaphone, visually translates the experimental energy of the compositions.
Between lo-fi noises and slow grooves, enzui creates an intimate and cinematic soundscape. The album can be understood as an omiyage—a “sonic souvenir”: each track functions as a small fragment of a musical journey.
Com o lançamento de Omiiyage, Junichi Takizawa (a.k.a. enzui) apresenta um novo capítulo sonoro marcado por atmosferas densas e batidas de trip-hop elegantes.
Este novo trabalho mistura texturas eletrónicas subtis com melodias hipnóticas que evocam memórias fragmentadas. A capa do disco, com ilustração crua e surreal de um personagem amplificando sons por um megafone, traduz visualmente a energia experimental das composições.
Entre ruídos lo-fi e grooves lentos, enzui cria uma paisagem sonora íntima e cinematográfica. O álbum pode ser entendido como um Omiyage “souvenir sonoro”: cada faixa funciona como um pequeno fragmento de uma jornada musical.
[UK]
With the release of Omiiyage, Junichi Takizawa (a.k.a. enzui) presents a new sonic chapter marked by dense atmospheres and elegant trip-hop beats.
This new work blends subtle electronic textures with hypnotic melodies that evoke fragmented memories. The album cover, featuring a raw and surreal illustration of a character amplifying sounds through a megaphone, visually translates the experimental energy of the compositions.
Between lo-fi noises and slow grooves, enzui creates an intimate and cinematic soundscape. The album can be understood as an omiyage—a “sonic souvenir”: each track functions as a small fragment of a musical journey.
segunda-feira, 2 de março de 2026
[mi355] : Sphere within Sphere - 96/99
[PT]
Formado por Hiroyasu Izumori (Isolate Line) e Yuusuke Shimosada (Sparkler), os Sphere within Sphere, são um duo japonês que cria paisagens sonoras imersivas misturando a eletrónica com os sons das guitarras, o ruído e o "glitch".
O projeto centra-se na memória como uma presença viva, em vez de um passado fixo. Ao referir 1996 e 1999 como coordenadas emocionais, a obra explora a forma como momentos desaparecidos continuam a moldar o presente.
A sua música dissolve fronteiras de género, equilibrando estruturas algorítmicas com uma ressonância humana frágil. O resultado é um som pós-tudo, onde abstração e emoção coexistem em esferas sonoras em constante mutação.
A capa — uma fotografia Polaroid segurada diante de uma paisagem — capta visualmente esta sobreposição de tempos, enquadrando a memória dentro do próprio ato de observar.
[UK]
Formed by Hiroyasu Izumori (Isolate Line) and Yuusuke Shimosada (Sparkler), Sphere within Sphere are a Japanese duo who create immersive soundscapes, blending electronics with guitar textures, noise, and glitch.
The project centers on memory as a living presence rather than a fixed past. Referring to 1996 and 1999 as emotional coordinates, the work explores how vanished moments continue shaping the present.
Their music dissolves genre boundaries, balancing algorithmic structures with fragile human resonance. The result is a post-everything sound where abstraction and emotion coexist within shifting sonic spheres.
The artwork—a Polaroid held against a landscape—visually captures this layering of time, framing memory within observation.
Formado por Hiroyasu Izumori (Isolate Line) e Yuusuke Shimosada (Sparkler), os Sphere within Sphere, são um duo japonês que cria paisagens sonoras imersivas misturando a eletrónica com os sons das guitarras, o ruído e o "glitch".
O projeto centra-se na memória como uma presença viva, em vez de um passado fixo. Ao referir 1996 e 1999 como coordenadas emocionais, a obra explora a forma como momentos desaparecidos continuam a moldar o presente.
A sua música dissolve fronteiras de género, equilibrando estruturas algorítmicas com uma ressonância humana frágil. O resultado é um som pós-tudo, onde abstração e emoção coexistem em esferas sonoras em constante mutação.
A capa — uma fotografia Polaroid segurada diante de uma paisagem — capta visualmente esta sobreposição de tempos, enquadrando a memória dentro do próprio ato de observar.
[UK]
Formed by Hiroyasu Izumori (Isolate Line) and Yuusuke Shimosada (Sparkler), Sphere within Sphere are a Japanese duo who create immersive soundscapes, blending electronics with guitar textures, noise, and glitch.
The project centers on memory as a living presence rather than a fixed past. Referring to 1996 and 1999 as emotional coordinates, the work explores how vanished moments continue shaping the present.
Their music dissolves genre boundaries, balancing algorithmic structures with fragile human resonance. The result is a post-everything sound where abstraction and emotion coexist within shifting sonic spheres.
The artwork—a Polaroid held against a landscape—visually captures this layering of time, framing memory within observation.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
[mi354] : Gensai Hasegawa - Memory Rebellion
[PT]
O prolífico artista de noise Gensei Hasegawa, que tem lançado inúmeros discos por todo o mundo, chega finalmente à MiMi Records com Memory Rebelion.
Este EP de 4 faixas é uma descida experimental e avant-garde ao dark ambient e ao harsh noise wall noise.
Tal como memórias que se recusam a desaparecer, o álbum ergue imponentes muralhas de som, corroídas e implacáveis, onde a distorção se transforma em lembrança e a rebelião se torna ressonância contra o silêncio. Um confronto com o esquecimento em forma brutal.
Uma viagem sonora que tem de ser ouvida.
[UK]
The prolific noise artist Gensei Hasegawa, who has released countless records around the world, finally arrives at MiMi Records with Memory Rebelion.
This 4-track EP is an experimental, avant-garde descent into dark ambient and harsh noise wall noise.
Like memories refusing to fade, the album builds towering walls of sound, corroded and unrelenting, where distortion becomes remembrance and rebellion becomes resonance against silence. A confrontation with forgetting in brutal form.
A sonic journey that must be listen.
O prolífico artista de noise Gensei Hasegawa, que tem lançado inúmeros discos por todo o mundo, chega finalmente à MiMi Records com Memory Rebelion.
Este EP de 4 faixas é uma descida experimental e avant-garde ao dark ambient e ao harsh noise wall noise.
Tal como memórias que se recusam a desaparecer, o álbum ergue imponentes muralhas de som, corroídas e implacáveis, onde a distorção se transforma em lembrança e a rebelião se torna ressonância contra o silêncio. Um confronto com o esquecimento em forma brutal.
Uma viagem sonora que tem de ser ouvida.
[UK]
The prolific noise artist Gensei Hasegawa, who has released countless records around the world, finally arrives at MiMi Records with Memory Rebelion.
This 4-track EP is an experimental, avant-garde descent into dark ambient and harsh noise wall noise.
Like memories refusing to fade, the album builds towering walls of sound, corroded and unrelenting, where distortion becomes remembrance and rebellion becomes resonance against silence. A confrontation with forgetting in brutal form.
A sonic journey that must be listen.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
[mi353] : Câmera Analógica - even the softest hearts need somewhere to rest
[PT]
É mais uma bonita estreia no catálogo da MiMi Records.
Desta vez é o projecto Câmera Analógica que nos traz "even the softest hearts need somewhere to rest", um EP construído como uma coleção de pequenas cenas, inspirado na estética das visual novels e nas OSTs dos anos 2000. Cada faixa é nos dada com bonitos lo-fi beats que capturam um momento íntimo e silencioso, onde conforto, nostalgia e pausa emocional se encontram.
O disco percorre paisagens urbanas, fins de semana mais leves e instantes de contemplação, criando um espaço seguro para sentimentos que não precisam ser explicados. Os títulos das faixas carregam significados pessoais, mas permanecem abertos à interpretação, convidando o ouvinte a encontrar suas próprias histórias dentro do som.
Um disco para se ouvir em loop e de headphones.
[UK]
It is another beautiful debut in the MiMi Records catalogue.
This time, the project Câmera Analógica presents even the softest hearts need somewhere to rest, an EP built as a collection of small scenes, inspired by the aesthetics of visual novels and the soundtracks of the 2000s. Each track is presented with beautiful lo-fi beats that capture an intimate, quiet moment, where comfort, nostalgia, and emotional pause meet.
The record moves through urban landscapes, lighter weekends, and moments of contemplation, creating a safe space for feelings that don’t need to be explained. The track titles carry personal meanings, yet remain open to interpretation, inviting the listener to find their own stories within the sound.
An EP to listen to on repeat with headphones.
É mais uma bonita estreia no catálogo da MiMi Records.
Desta vez é o projecto Câmera Analógica que nos traz "even the softest hearts need somewhere to rest", um EP construído como uma coleção de pequenas cenas, inspirado na estética das visual novels e nas OSTs dos anos 2000. Cada faixa é nos dada com bonitos lo-fi beats que capturam um momento íntimo e silencioso, onde conforto, nostalgia e pausa emocional se encontram.
O disco percorre paisagens urbanas, fins de semana mais leves e instantes de contemplação, criando um espaço seguro para sentimentos que não precisam ser explicados. Os títulos das faixas carregam significados pessoais, mas permanecem abertos à interpretação, convidando o ouvinte a encontrar suas próprias histórias dentro do som.
Um disco para se ouvir em loop e de headphones.
[UK]
It is another beautiful debut in the MiMi Records catalogue.
This time, the project Câmera Analógica presents even the softest hearts need somewhere to rest, an EP built as a collection of small scenes, inspired by the aesthetics of visual novels and the soundtracks of the 2000s. Each track is presented with beautiful lo-fi beats that capture an intimate, quiet moment, where comfort, nostalgia, and emotional pause meet.
The record moves through urban landscapes, lighter weekends, and moments of contemplation, creating a safe space for feelings that don’t need to be explained. The track titles carry personal meanings, yet remain open to interpretation, inviting the listener to find their own stories within the sound.
An EP to listen to on repeat with headphones.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
[mi352] : Falésia - Música Pobre
[PT]
É mais um novo artista a entrar na família da MiMi Records.
Nesta estranha condição espaço-temporal saturada de informação, em que o excesso de dados se sobrepõe à experiência sensível, o Antropoceno já não se anuncia como hipótese futura, mas como presença imediata, quase física, a respirar-nos sobre os ombros.
É neste horizonte de colapso lento — ecológico, tecnológico e simbólico — que, ao longo da última década, Nuno Afonso, sob o heterónimo Falésia, tem procurado territórios sonoros limítrofes: paisagens ora vulcânicas, ora estratosféricas, onde a beleza ainda se recompõe a partir da estranheza e do desvio.
Música Pobre surge como um desses microcosmos singulares: uma realidade tecnológica que insiste em permanecer primitiva, quase arcaica, como se a eletrónica fosse aqui menos um instrumento de progresso e mais um vestígio — um resto, uma ruína ativa.
Entre ecos das congeminações teóricas de Mark Fisher, emissões de rádios distantes e exóticas, e uma panóplia de dispositivos eletroacústicos, constrói-se uma peça dividida em dois lados que são também duas visões do mesmo mundo: uma fratura, mais do que uma oposição.
[UK]
It is yet another new artist joining the MiMi Records family.
In this strange space–time condition saturated with information, where the excess of data overrides sensory experience, the Anthropocene no longer presents itself as a future hypothesis but as an immediate, almost physical presence, breathing down our necks.
It is within this horizon of slow collapse — ecological, technological, and symbolic — that over the past decade Nuno Afonso, under the heteronym Falésia, has been searching for liminal sonic territories: landscapes at times volcanic, at times stratospheric, where beauty is still reassembled out of strangeness and deviation.
Música Pobre emerges as one of these singular microcosms: a technological reality that insists on remaining primitive, almost archaic, as if electronics were here less an instrument of progress and more a trace — a remainder, an active ruin.
Between echoes of Mark Fisher’s theoretical formulations, broadcasts from distant and exotic radios, and a panoply of electroacoustic devices, a piece takes shape, divided into two sides that are also two visions of the same world: a fracture, rather than an opposition.
É mais um novo artista a entrar na família da MiMi Records.
Nesta estranha condição espaço-temporal saturada de informação, em que o excesso de dados se sobrepõe à experiência sensível, o Antropoceno já não se anuncia como hipótese futura, mas como presença imediata, quase física, a respirar-nos sobre os ombros.
É neste horizonte de colapso lento — ecológico, tecnológico e simbólico — que, ao longo da última década, Nuno Afonso, sob o heterónimo Falésia, tem procurado territórios sonoros limítrofes: paisagens ora vulcânicas, ora estratosféricas, onde a beleza ainda se recompõe a partir da estranheza e do desvio.
Música Pobre surge como um desses microcosmos singulares: uma realidade tecnológica que insiste em permanecer primitiva, quase arcaica, como se a eletrónica fosse aqui menos um instrumento de progresso e mais um vestígio — um resto, uma ruína ativa.
Entre ecos das congeminações teóricas de Mark Fisher, emissões de rádios distantes e exóticas, e uma panóplia de dispositivos eletroacústicos, constrói-se uma peça dividida em dois lados que são também duas visões do mesmo mundo: uma fratura, mais do que uma oposição.
[UK]
It is yet another new artist joining the MiMi Records family.
In this strange space–time condition saturated with information, where the excess of data overrides sensory experience, the Anthropocene no longer presents itself as a future hypothesis but as an immediate, almost physical presence, breathing down our necks.
It is within this horizon of slow collapse — ecological, technological, and symbolic — that over the past decade Nuno Afonso, under the heteronym Falésia, has been searching for liminal sonic territories: landscapes at times volcanic, at times stratospheric, where beauty is still reassembled out of strangeness and deviation.
Música Pobre emerges as one of these singular microcosms: a technological reality that insists on remaining primitive, almost archaic, as if electronics were here less an instrument of progress and more a trace — a remainder, an active ruin.
Between echoes of Mark Fisher’s theoretical formulations, broadcasts from distant and exotic radios, and a panoply of electroacoustic devices, a piece takes shape, divided into two sides that are also two visions of the same world: a fracture, rather than an opposition.
Labels:
drone,
experimental,
field recordings,
MiMi Records
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
[mi351] : Koen Daigaku - Eureka
[PT]
Koen Daigaku abre o catálogo de 2026 da MiMi Records com este EP que explora a atmosfera, a paciência e a escala emocional.
Ao longo de composições expansivas, Daigaku combina tons sustentados, harmónicos suaves e melodias de evolução lenta em paisagens sonoras imersivas que se sentem simultaneamente íntimas e vastas.
Eureka convida os ouvintes a parar, respirar e flutuar, captando uma sensação de elevação e calma que ressoa muito depois de a nota final se desvanecer, com uma confiança discreta e uma contenção composicional refinada em toda a obra.
Imperdível!!!
[UK]
Koen Daigaku opens MiMi Records’ 2026 catalog with this EP that explores atmosphere, patience, and emotional scale.
Across expansive compositions, Daigaku blends sustained tones, gentle harmonics, and slow-moving melodies into immersive soundscapes that feel both intimate and vast.
Eureka invites listeners to pause, breathe, and drift, capturing a sense of elevation and calm that resonates long after the final note fades, with quiet confidence and refined compositional restraint throughout.
A must listen!!!
Koen Daigaku abre o catálogo de 2026 da MiMi Records com este EP que explora a atmosfera, a paciência e a escala emocional.
Ao longo de composições expansivas, Daigaku combina tons sustentados, harmónicos suaves e melodias de evolução lenta em paisagens sonoras imersivas que se sentem simultaneamente íntimas e vastas.
Eureka convida os ouvintes a parar, respirar e flutuar, captando uma sensação de elevação e calma que ressoa muito depois de a nota final se desvanecer, com uma confiança discreta e uma contenção composicional refinada em toda a obra.
Imperdível!!!
[UK]
Koen Daigaku opens MiMi Records’ 2026 catalog with this EP that explores atmosphere, patience, and emotional scale.
Across expansive compositions, Daigaku blends sustained tones, gentle harmonics, and slow-moving melodies into immersive soundscapes that feel both intimate and vast.
Eureka invites listeners to pause, breathe, and drift, capturing a sense of elevation and calm that resonates long after the final note fades, with quiet confidence and refined compositional restraint throughout.
A must listen!!!
Labels:
ambient,
drone,
Koen Daigaku,
MiMi Records,
modern classical
domingo, 21 de dezembro de 2025
[mi350] : Koichiro Okada - Inner Space
[PT]
É mais uma estreia no catálogo da MiMi Records, oriundo da cidade de Quioto, Koichiro Okada oferece-nos um disco completo de várias latitudes da música electrónica e com bons temas "banger".
Do techno ao house e dando uma piscadela de olho ao minimal dub, Okada atira-nos para uma viagem groovy e envolvente, mas que ao mesmo tempo também é sombrio e hipnótico como podemos ouvir na faixa "Resolution" que encerra o disco.
Inner Space é um EP para as pista de dança, mas também para momentos mais "chill". Altamente recomendado a sua audição!!!
[UK]
This is another debut in the MiMi Records catalogue. Hailing from Kyoto city, Koichiro Okada delivers a complete record that explores several latitudes of electronic music, featuring strong “banger” tracks.
From techno to house, with a nod to minimal dub, Okada takes us on a groovy and immersive journey that is also dark and hypnotic at times, as heard on the closing track “Resolution.”
Inner Space is an EP made for the dance floor, but also for more chill moments. Highly recommended listening!!!
É mais uma estreia no catálogo da MiMi Records, oriundo da cidade de Quioto, Koichiro Okada oferece-nos um disco completo de várias latitudes da música electrónica e com bons temas "banger".
Do techno ao house e dando uma piscadela de olho ao minimal dub, Okada atira-nos para uma viagem groovy e envolvente, mas que ao mesmo tempo também é sombrio e hipnótico como podemos ouvir na faixa "Resolution" que encerra o disco.
Inner Space é um EP para as pista de dança, mas também para momentos mais "chill". Altamente recomendado a sua audição!!!
[UK]
This is another debut in the MiMi Records catalogue. Hailing from Kyoto city, Koichiro Okada delivers a complete record that explores several latitudes of electronic music, featuring strong “banger” tracks.
From techno to house, with a nod to minimal dub, Okada takes us on a groovy and immersive journey that is also dark and hypnotic at times, as heard on the closing track “Resolution.”
Inner Space is an EP made for the dance floor, but also for more chill moments. Highly recommended listening!!!
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
[mi349] : CaӤdy🍬Syлc - recess EP
[PT]
Depois de quatro anos de "silêncio" os CaӤdy🍬Syлc voltaram à MiMi Records com um novo EP.
recess EP é uma explosão lolicore que mistura breakcore, speedcore, drum’n’bass e noise. Vozes lolita agudas e finais abruptos marcam cada faixa com intensidade e irreverência. Se és um verdadeiro otaku e vibra com o espírito de Akihabara, este disco é feito para ti.
Prepare-te para uma overdose sonora de energia pura e estética otaku.
[UK]
After four years of “silence,” CaӤdy🍬Syлc return to MiMi Records with a new EP.
recess EP is a lolicore explosion blending breakcore, speedcore, drum’n’bass, and noise. Sharp, high-pitched lolita vocals and abrupt endings mark each track with intensity and irreverence. If you’re a true otaku who vibes with the spirit of Akihabara, this record is made for you.
Get ready for a sonic overdose of pure energy and otaku aesthetics.
Depois de quatro anos de "silêncio" os CaӤdy🍬Syлc voltaram à MiMi Records com um novo EP.
recess EP é uma explosão lolicore que mistura breakcore, speedcore, drum’n’bass e noise. Vozes lolita agudas e finais abruptos marcam cada faixa com intensidade e irreverência. Se és um verdadeiro otaku e vibra com o espírito de Akihabara, este disco é feito para ti.
Prepare-te para uma overdose sonora de energia pura e estética otaku.
[UK]
After four years of “silence,” CaӤdy🍬Syлc return to MiMi Records with a new EP.
recess EP is a lolicore explosion blending breakcore, speedcore, drum’n’bass, and noise. Sharp, high-pitched lolita vocals and abrupt endings mark each track with intensity and irreverence. If you’re a true otaku who vibes with the spirit of Akihabara, this record is made for you.
Get ready for a sonic overdose of pure energy and otaku aesthetics.
Labels:
breakcore,
CaӤdy🍬Syлc,
Chiptune,
MiMi Records
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
[mi348] : ryohei kurihara - Afterimage of words, a place beyond return
[PT]
Mais uma estreia no catálogo da editora. Ryohei Kurihara lança o seu mini EP de duas faixas intitulado “Afterimage of Words, a Place Beyond Return”, e traz-nos o seu drone ambiental, evocando ecos dos trabalhos anteriores.
O disco soa como sombras sonoras que persistem na memória, guiando-nos para um território onde retorno é impossível, apenas contemplação lenta e radiante, em suaves ondas de som.
São quase 20 minutos de camadas sonoras que revelam um espaço emocional onde o silêncio respira entre texturas granuladas. Kurihara molda frequências com precisão meditativa, permitindo que cada drone se desdobre como uma lembrança desfocada.
O resultado é uma travessia sensorial que amplia o sentido do título, onde palavras desaparecem, mas sensações permanecem até agora.
[UK]
Another debut in the label’s catalog. Ryohei Kurihara releases his two-track mini EP titled “Afterimage of Words, a Place Beyond Return”, bringing us his ambient drone, echoing traces of his previous works.
The record sounds like sonic shadows that linger in memory, guiding us toward a territory where return is impossible—only slow, radiant contemplation in gentle waves of sound.
It offers nearly 20 minutes of layered sonorities that reveal an emotional space where silence breathes between grainy textures. Kurihara shapes frequencies with meditative precision, allowing each drone to unfold like a blurred memory.
The result is a sensorial crossing that deepens the meaning of the title, where words disappear but sensations remain to this day.
Mais uma estreia no catálogo da editora. Ryohei Kurihara lança o seu mini EP de duas faixas intitulado “Afterimage of Words, a Place Beyond Return”, e traz-nos o seu drone ambiental, evocando ecos dos trabalhos anteriores.
O disco soa como sombras sonoras que persistem na memória, guiando-nos para um território onde retorno é impossível, apenas contemplação lenta e radiante, em suaves ondas de som.
São quase 20 minutos de camadas sonoras que revelam um espaço emocional onde o silêncio respira entre texturas granuladas. Kurihara molda frequências com precisão meditativa, permitindo que cada drone se desdobre como uma lembrança desfocada.
O resultado é uma travessia sensorial que amplia o sentido do título, onde palavras desaparecem, mas sensações permanecem até agora.
[UK]
Another debut in the label’s catalog. Ryohei Kurihara releases his two-track mini EP titled “Afterimage of Words, a Place Beyond Return”, bringing us his ambient drone, echoing traces of his previous works.
The record sounds like sonic shadows that linger in memory, guiding us toward a territory where return is impossible—only slow, radiant contemplation in gentle waves of sound.
It offers nearly 20 minutes of layered sonorities that reveal an emotional space where silence breathes between grainy textures. Kurihara shapes frequencies with meditative precision, allowing each drone to unfold like a blurred memory.
The result is a sensorial crossing that deepens the meaning of the title, where words disappear but sensations remain to this day.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
[mi347] : Nuno Pires - Animal Sintético
[PT]
Gravado durante o período de confinamento, Animal Sintético resulta de uma exploração intensiva de um sintetizador Novation Peak, emprestado por um amigo.
O trabalho desenvolve-se através de gravações e modulações em tempo real, ao longo de uma semana, com composições construídas pista a pista e captadas em takes únicos.
Este trabalho explora territórios de ambient e drone, progredindo para faixas mais rítmicas e percussivas no final.
Cada faixa corresponde a um material têxtil sintético distinto, evocando a ideia de que os filamentos sonoros ganham sentido na sua interligação.
O título — nascido de uma piada espontânea sobre um casaco de pelo sintético — projeta a estética do EP: artificial, texturada, entrelaçada.
Animal Sintético é um exercício de síntese material e conceptual, onde a limitação instrumental se transforma em linguagem.
[UK]
Recorded during the lockdown period, Animal Sintético is the result of an intensive exploration of a Novation Peak synthesizer, temporarily loaned by a friend.
The work unfolds through real-time recordings and modulations over the course of a week, with compositions built track by track and captured in single takes.
This release explores ambient and drone territories, progressing toward more rhythmic and percussive pieces at its conclusion.
Each track corresponds to a distinct synthetic textile material, evoking the idea that sonic filaments gain meaning through interconnection.
The title — born from a spontaneous joke about a faux fur coat — precisely reflects the EP’s aesthetic: artificial, textured, interwoven. Animal Sintético is an exercise in material and conceptual synthesis, where instrumental limitation becomes language.
Gravado durante o período de confinamento, Animal Sintético resulta de uma exploração intensiva de um sintetizador Novation Peak, emprestado por um amigo.
O trabalho desenvolve-se através de gravações e modulações em tempo real, ao longo de uma semana, com composições construídas pista a pista e captadas em takes únicos.
Este trabalho explora territórios de ambient e drone, progredindo para faixas mais rítmicas e percussivas no final.
Cada faixa corresponde a um material têxtil sintético distinto, evocando a ideia de que os filamentos sonoros ganham sentido na sua interligação.
O título — nascido de uma piada espontânea sobre um casaco de pelo sintético — projeta a estética do EP: artificial, texturada, entrelaçada.
Animal Sintético é um exercício de síntese material e conceptual, onde a limitação instrumental se transforma em linguagem.
[UK]
Recorded during the lockdown period, Animal Sintético is the result of an intensive exploration of a Novation Peak synthesizer, temporarily loaned by a friend.
The work unfolds through real-time recordings and modulations over the course of a week, with compositions built track by track and captured in single takes.
This release explores ambient and drone territories, progressing toward more rhythmic and percussive pieces at its conclusion.
Each track corresponds to a distinct synthetic textile material, evoking the idea that sonic filaments gain meaning through interconnection.
The title — born from a spontaneous joke about a faux fur coat — precisely reflects the EP’s aesthetic: artificial, textured, interwoven. Animal Sintético is an exercise in material and conceptual synthesis, where instrumental limitation becomes language.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
[mi346] : VelgeNaturlig - 2500
[PT]
O artista VelgeNaturlig (nome real Ivo São Bento) conjuga ambientes sonoros densos, improvisados e com uso de máquinas analógicas para explorar paisagens audiovisuais introspectivas.
Este seu trabalho para a MiMi Records transporta o ouvinte por paisagens industriais e efémeras, onde drones metálicos e pulsações subtis narram sem palavras. A ambientação íntima e ritualística revela uma estética rara: beleza austera e uma tensão constante.
Uma obra exigente, mas recompensadora — para quem procura imersão profunda e silêncio criativo.
Gravado ao vivo a 22 de Dezembro, 2023, no KIC (Kulturno Informativni Centar) em Zagreb, durante o evento 'Ambientalika'.
Música, Gravação, Mistura e Master por Ivo São Bento
Photografia de Bianca Stanea, tirada ena Ilha de Patmos
Layout de Nanna Cartis
Curadoria do evento Ambientalika por Miljenko Rajakovic
[UK]
The artist VelgeNaturlig (real name Ivo São Bento) combines dense, improvised sound environments and the use of analog machines to explore introspective audiovisual landscapes.
This work, released by MiMi Records, carries the listener through industrial and ephemeral soundscapes, where metallic drones and subtle pulses narrate without words. Its intimate, ritualistic atmosphere reveals a rare aesthetic — austere beauty and constant tension.
A demanding yet rewarding work — for those who seek deep immersion and creative silence.
Recorded live on December 22nd, 2023, at KIC (Kulturno informativni centar) in Zagreb, during 'Ambientalika'.
Music, recording, mixing and mastering by Ivo São Bento
Photography by Bianca Stanea, taken on Patmos Island
Layout by Nanna Cartis
Ambientalika curated by Miljenko Rajakovic
O artista VelgeNaturlig (nome real Ivo São Bento) conjuga ambientes sonoros densos, improvisados e com uso de máquinas analógicas para explorar paisagens audiovisuais introspectivas.
Este seu trabalho para a MiMi Records transporta o ouvinte por paisagens industriais e efémeras, onde drones metálicos e pulsações subtis narram sem palavras. A ambientação íntima e ritualística revela uma estética rara: beleza austera e uma tensão constante.
Uma obra exigente, mas recompensadora — para quem procura imersão profunda e silêncio criativo.
Gravado ao vivo a 22 de Dezembro, 2023, no KIC (Kulturno Informativni Centar) em Zagreb, durante o evento 'Ambientalika'.
Música, Gravação, Mistura e Master por Ivo São Bento
Photografia de Bianca Stanea, tirada ena Ilha de Patmos
Layout de Nanna Cartis
Curadoria do evento Ambientalika por Miljenko Rajakovic
[UK]
The artist VelgeNaturlig (real name Ivo São Bento) combines dense, improvised sound environments and the use of analog machines to explore introspective audiovisual landscapes.
This work, released by MiMi Records, carries the listener through industrial and ephemeral soundscapes, where metallic drones and subtle pulses narrate without words. Its intimate, ritualistic atmosphere reveals a rare aesthetic — austere beauty and constant tension.
A demanding yet rewarding work — for those who seek deep immersion and creative silence.
Recorded live on December 22nd, 2023, at KIC (Kulturno informativni centar) in Zagreb, during 'Ambientalika'.
Music, recording, mixing and mastering by Ivo São Bento
Photography by Bianca Stanea, taken on Patmos Island
Layout by Nanna Cartis
Ambientalika curated by Miljenko Rajakovic
Labels:
ambient,
drone,
MiMi Records,
VelgeNaturlig
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
[mi345] : jofi - ochre walls of helt
[PT]
É mais uma estreia de um artista nacional no catálogo da MiMi Records.
O contorcer do pescoço, o lançar da mão no vazio, o abrir do peito ao silêncio que surge por debaixo da pele e retrai a percepção, a introspecção de não saber ao certo o que se sente na carne.
Numa espécie de retrospectiva, “ochre walls of heft” resulta do descarnar das últimas peles do que tem sido o projeto, a exploração de sonoridades abstratas e livres. Neste disco tudo se encarna e finda na guitarra elétrica e/ou acústica lançada numa viagem por três distintas paisagens inspiradas quer por Tangerine Dream quer por Merzbow.
Quando não está a enervar a vizinhança com as suas gravações, jofi é poeta, pintor e fotógrafo.
[UK]
It is yet another debut by a portuguese artist in the MiMi Records catalog.
The neck’s contortion, the hand flung into the void, the chest opening to a silence that rises from beneath the skin and folds perception inward—the introspection of not quite knowing what the body itself is feeling.
As a kind of retrospective, “ochre walls of heft” strips away the final layers of what this project has been: an exploration of abstract, unbound sonorities. Here, everything takes form and culminates in the electric and/or acoustic guitar, sent on a journey through three distinct soundscapes, equally indebted to Tangerine Dream’s expansive atmospheres and Merzbow’s abrasive intensity.
When he’s not unsettling his neighbors with new recordings, jofi is also a poet, painter, and photographer.
É mais uma estreia de um artista nacional no catálogo da MiMi Records.
O contorcer do pescoço, o lançar da mão no vazio, o abrir do peito ao silêncio que surge por debaixo da pele e retrai a percepção, a introspecção de não saber ao certo o que se sente na carne.
Numa espécie de retrospectiva, “ochre walls of heft” resulta do descarnar das últimas peles do que tem sido o projeto, a exploração de sonoridades abstratas e livres. Neste disco tudo se encarna e finda na guitarra elétrica e/ou acústica lançada numa viagem por três distintas paisagens inspiradas quer por Tangerine Dream quer por Merzbow.
Quando não está a enervar a vizinhança com as suas gravações, jofi é poeta, pintor e fotógrafo.
[UK]
It is yet another debut by a portuguese artist in the MiMi Records catalog.
The neck’s contortion, the hand flung into the void, the chest opening to a silence that rises from beneath the skin and folds perception inward—the introspection of not quite knowing what the body itself is feeling.
As a kind of retrospective, “ochre walls of heft” strips away the final layers of what this project has been: an exploration of abstract, unbound sonorities. Here, everything takes form and culminates in the electric and/or acoustic guitar, sent on a journey through three distinct soundscapes, equally indebted to Tangerine Dream’s expansive atmospheres and Merzbow’s abrasive intensity.
When he’s not unsettling his neighbors with new recordings, jofi is also a poet, painter, and photographer.
Labels:
ambient,
drone,
jof,
MiMi Records,
space rock
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
[mi344] : ish10 yow1r0 - jude EP
[PT]
O projeto japonês ish10 yow1r0 apresenta Jude EP, um lançamento de três faixas que transporta os ouvintes para um mundo de tons sombrios e intensidade silenciosa. Conhecido por cultivar uma atmosfera melancólica reminiscente das bandas sonoras de filmes noir, o projeto oferece uma música simultaneamente inquietante e cinematográfica.
Este EP possui uma distinta qualidade cinematográfica, em que cada peça se desdobra como uma cena de uma história ainda não contada. Camadas subtis de ambiente e textura criam uma experiência imersiva, onde silêncio e som se confundem em momentos de solidão e reflexão.
Com Jude EP, ish10 yow1r0 continua a moldar uma música que ressoa profundamente — evocativa, atmosférica e cinematográfica no seu alcance.
[UK]
Japanese project ish10 yow1r0 presents Jude EP, a three-track release that draws listeners into a world of shadowed tones and quiet intensity. Known for cultivating a melancholic atmosphere reminiscent of film noir soundtracks, the project delivers music that is both haunting and cinematic.
This EP carries a distinct cinematic quality, with each piece unfolding like a scene from an untold story. Subtle layers of mood and texture create an immersive experience, where silence and sound blur into moments of solitude and reflection.
With Jude EP, ish10 yow1r0 continues to shape music that resonates deeply—evocative, atmospheric, and cinematic in scope.
O projeto japonês ish10 yow1r0 apresenta Jude EP, um lançamento de três faixas que transporta os ouvintes para um mundo de tons sombrios e intensidade silenciosa. Conhecido por cultivar uma atmosfera melancólica reminiscente das bandas sonoras de filmes noir, o projeto oferece uma música simultaneamente inquietante e cinematográfica.
Este EP possui uma distinta qualidade cinematográfica, em que cada peça se desdobra como uma cena de uma história ainda não contada. Camadas subtis de ambiente e textura criam uma experiência imersiva, onde silêncio e som se confundem em momentos de solidão e reflexão.
Com Jude EP, ish10 yow1r0 continua a moldar uma música que ressoa profundamente — evocativa, atmosférica e cinematográfica no seu alcance.
[UK]
Japanese project ish10 yow1r0 presents Jude EP, a three-track release that draws listeners into a world of shadowed tones and quiet intensity. Known for cultivating a melancholic atmosphere reminiscent of film noir soundtracks, the project delivers music that is both haunting and cinematic.
This EP carries a distinct cinematic quality, with each piece unfolding like a scene from an untold story. Subtle layers of mood and texture create an immersive experience, where silence and sound blur into moments of solitude and reflection.
With Jude EP, ish10 yow1r0 continues to shape music that resonates deeply—evocative, atmospheric, and cinematic in scope.
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
[mi343] : V.A. - Unsound Sounds Of Porto Vol.1
[PT]
Unsound Sounds of Porto é uma compilação dedicada à música experimental produzida na cidade do Porto, reunindo artistas que trabalham no território do ruído, da improvisação, do minimalismo e de práticas sonoras não convencionais.
Mais do que oferecer uma visão unificada ou institucional, esta coletânea pretende abrir uma janela para uma cena subterrânea que se mantém ativa e em constante mutação, muitas vezes à margem dos circuitos estabelecidos. Abrangendo práticas várias como composições estruturadas e peças de estúdio, colagens digitais, experimentação analógica e híbrida, bem como registos captados em tempo real.
Essa pluralidade traduz-se numa paleta onde convivem gravações lo-fi e produções mais depuradas, explorando tanto a materialidade crua do som quanto as possibilidades de manipulação digital.
Enquanto documento, Unsound Sounds of Porto regista uma comunidade em transformação; enquanto experiência de escuta, propõe ao ouvinte um percurso fragmentado, mas coerente e narrativo, pelas múltiplas formas de inventividade sonora que habitam os interstícios da cidade.
Curadoria: Paulo Couto / ETIKÆTIKETA
[UK]
Unsound Sounds of Porto is a compilation dedicated to experimental music produced in the city of Porto, bringing together artists working in the realms of noise, improvisation, minimalism, and other non-conventional sonic practices. Rather than offering a unified or institutional vision, this collection seeks to open a window onto an underground scene that remains active and constantly shifting, often existing at the margins of established circuits.
It encompasses a wide range of practices — from structured compositions and studio pieces to digital collages, analog and hybrid experimentation, as well as recordings captured in real time. This plurality results in a palette where lo-fi recordings coexist with more refined productions, exploring both the raw materiality of sound and the possibilities of digital manipulation.
As a document, Unsound Sounds of Porto registers a community in transformation; as a listening experience, it proposes a fragmented yet coherent and narrative journey through the many forms of sonic inventiveness inhabiting the city’s interstices.
Curated by: Paulo Couto / ETIKÆTIKETA
Unsound Sounds of Porto é uma compilação dedicada à música experimental produzida na cidade do Porto, reunindo artistas que trabalham no território do ruído, da improvisação, do minimalismo e de práticas sonoras não convencionais.
Mais do que oferecer uma visão unificada ou institucional, esta coletânea pretende abrir uma janela para uma cena subterrânea que se mantém ativa e em constante mutação, muitas vezes à margem dos circuitos estabelecidos. Abrangendo práticas várias como composições estruturadas e peças de estúdio, colagens digitais, experimentação analógica e híbrida, bem como registos captados em tempo real.
Essa pluralidade traduz-se numa paleta onde convivem gravações lo-fi e produções mais depuradas, explorando tanto a materialidade crua do som quanto as possibilidades de manipulação digital.
Enquanto documento, Unsound Sounds of Porto regista uma comunidade em transformação; enquanto experiência de escuta, propõe ao ouvinte um percurso fragmentado, mas coerente e narrativo, pelas múltiplas formas de inventividade sonora que habitam os interstícios da cidade.
Curadoria: Paulo Couto / ETIKÆTIKETA
[UK]
Unsound Sounds of Porto is a compilation dedicated to experimental music produced in the city of Porto, bringing together artists working in the realms of noise, improvisation, minimalism, and other non-conventional sonic practices. Rather than offering a unified or institutional vision, this collection seeks to open a window onto an underground scene that remains active and constantly shifting, often existing at the margins of established circuits.
It encompasses a wide range of practices — from structured compositions and studio pieces to digital collages, analog and hybrid experimentation, as well as recordings captured in real time. This plurality results in a palette where lo-fi recordings coexist with more refined productions, exploring both the raw materiality of sound and the possibilities of digital manipulation.
As a document, Unsound Sounds of Porto registers a community in transformation; as a listening experience, it proposes a fragmented yet coherent and narrative journey through the many forms of sonic inventiveness inhabiting the city’s interstices.
Curated by: Paulo Couto / ETIKÆTIKETA
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