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terça-feira, 10 de março de 2015
É tudo uma questão de frequência...
Programa quinzenal, da autoria do operador de cabine polivalente, transmitido pela Rádio Manobras, do Porto para o mundo!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Rejected netlabel
Tem pouco mais de uma semana a mais recente netlabel nacional. A rejected netlabel tem como testa-de-ferro Nuno Maltez (a.k.a Fm-Ra) que já editou em algumas netlabels nacionais (MiMi Records) e estrangeiras (diskette etikette rekords, publicspaces lab e proc records ).
O catálogo já conta com duas edições: a primeira ficou a cargo do projecto outsider - selected raw works vol. 1 e a segunda de minds like variety shows - dbl.
Sem ser constrangida/restringida pelas tecnologias, a rejected netlabel procura projecto interessados a fazer parte do catálogo.
O catálogo já conta com duas edições: a primeira ficou a cargo do projecto outsider - selected raw works vol. 1 e a segunda de minds like variety shows - dbl.
Sem ser constrangida/restringida pelas tecnologias, a rejected netlabel procura projecto interessados a fazer parte do catálogo.
domingo, 5 de setembro de 2010
Roll A Twenty

Roll A Twenty é uma editora recentemente criada dedicada ao nerdcore hiphop. Pelas mãos do pessoal envolvido no rhymetorrents, o melhor portal sobre o género. As duas primeiras edições são de download gratuito.
Sim, nerdcore é um género musical. Conheçam-no.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
ATFG - Awesome Tapes From Granja
Mais uma netlabel a nascer na Lusa-Atenas. Desta vez é a ATFG - Awesome Tapes From Granja, uma netlabel que também irá ter algumas das suas edições em formato cassete. Fica aqui um excerto do manifesto desta nova editora:
"Os estilhaços das cordas desafinadas e as vozes ao fundo de um poço não são mais do que timidez. Timidez de quem abre o peito em 2 minutos de loops ou em 5 minutos de cordas desconexas. A voz, essa vem do fundo de um poço que apenas tem a água suficiente para que na miragem se encontre a vida. A Awesome Tapes From Granja é isto, conduzir um carro numa madrugada de nevoeiro e com as luzes desligadas e acreditar que por instinto as curvas se transformam em rectas. A vida está mesmo ali à distancia de uma curva que não se dobra com palavras, mas com emoções."
Para já, podem visitar o site e fazer download das três primeiras edições disponíveis.
"Os estilhaços das cordas desafinadas e as vozes ao fundo de um poço não são mais do que timidez. Timidez de quem abre o peito em 2 minutos de loops ou em 5 minutos de cordas desconexas. A voz, essa vem do fundo de um poço que apenas tem a água suficiente para que na miragem se encontre a vida. A Awesome Tapes From Granja é isto, conduzir um carro numa madrugada de nevoeiro e com as luzes desligadas e acreditar que por instinto as curvas se transformam em rectas. A vida está mesmo ali à distancia de uma curva que não se dobra com palavras, mas com emoções."
Para já, podem visitar o site e fazer download das três primeiras edições disponíveis.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Mondega Records
O rio Mondego acaba por ser fonte de inspiração para a mais recente netlabel nacional. A MONDEGA RECORDS, pretende ser uma nova editora em formato netaudio creative commons(com planos de fazer edições limitadas em vinil num futuro próximo).
A netlabel vai navegar pelas águas da música ritualista, quer seja ela improvisada, experimental ou aleatória. Numa primeira fase a netlabel estará focalizada na zona centro e com especial destaque para as margens do rio Mondego, que ao longo destes últimos tempos tem servido de retiro espiritual a tantos "estranjas" e místicos ambulantes.
Ficamos à espera que a Mondega Records encoste às margens e nos ofereça o primeiro ritual...
A netlabel vai navegar pelas águas da música ritualista, quer seja ela improvisada, experimental ou aleatória. Numa primeira fase a netlabel estará focalizada na zona centro e com especial destaque para as margens do rio Mondego, que ao longo destes últimos tempos tem servido de retiro espiritual a tantos "estranjas" e místicos ambulantes.
Ficamos à espera que a Mondega Records encoste às margens e nos ofereça o primeiro ritual...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Nova Netlabel portuguesa
Tomei conhecimento hoje que nasceu uma nova netlabel nacional, a Mitra Records.
A Mitra Records não se restringe a si própria com rótulos ou estereótipos, tendo como denominador comum dos projectos que apresenta, além da qualidade dos mesmos, uma linha alternativa, tanto ao "mainstream", como às correntes mais experimentalistas e não comerciais apresentadas pela maioria das netlabels, trazendo para o netaudio nacional projectos mais orgânicos e interventivos, que vão da música popular ao heavy metal, passando pelo rock e punk.
Fica aqui o link para a primeira edição do catálogo da Mitra Records.
A Mitra Records não se restringe a si própria com rótulos ou estereótipos, tendo como denominador comum dos projectos que apresenta, além da qualidade dos mesmos, uma linha alternativa, tanto ao "mainstream", como às correntes mais experimentalistas e não comerciais apresentadas pela maioria das netlabels, trazendo para o netaudio nacional projectos mais orgânicos e interventivos, que vão da música popular ao heavy metal, passando pelo rock e punk.
Fica aqui o link para a primeira edição do catálogo da Mitra Records.
sábado, 4 de abril de 2009
Hard Club de volta

Enquanto o novo espaço (Mercado Ferreira Borges) no Porto não está pronto, a presença é marcada "online".
Com o intuito de todos poderem participar neste Hard Club, a casa criou a sua própria netlabel (em B1HC). Todos podem submeter material e pretende-se que os géneros musicais sejam transversais.
Agora vão ao site dar uma espiadela ao futuro.
Rock on!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Top40... The Final Release
Tem sido mais frequente darmos aconhecer novo projectos na área do netaudio do que anunciar o final de outros, mas no espaço de apenas dois dias é a segunda vez que anunciamos o fim de uma netlabel. Depois da Autoplate, desta feita é a vez da russa Top 40 - que ao longo dos últimos 4 anos disponibilizou 40 edições em áreas musicais tão distintas como "microwave, glitch, dancehall techno, ambient, field recordings, drones, mellow , contemporary jazz, modern classical" - cessar o seu percurso editorial.
Acabam de lançar uma colectânea de 18 temas como "[top00] The Final Release", anunciando simultaneamente o fim de actividade com o texto que a seguir transcrevemos:
Download (.zip)
Acabam de lançar uma colectânea de 18 temas como "[top00] The Final Release", anunciando simultaneamente o fim de actividade com o texto que a seguir transcrevemos:
We were waiting for this moment for a long time and now we're about to close a significant chapter of our life. The following brief story is somehow quite personal, but it's important to share it with you, because your contribution to the success of Top-40 by no means is less than ours! You downloaded our releases, you enjoyed our music, you supported us, you hailed us, you criticized us, you visited our concerts. But you never stayed impartial. You always care. And that makes the whole story true.
Top-40 label was established by Motor in 2002. The same year I bought one of his releases, which impressed me very much («horse traX» album). In August 2004 we met by accident at the videoart festival in Moscow. In December, Motor launched Urban Soundscape audio-visual experimental festival, and in April 2005 released the first online album at Top-40. Then he invited me to join the team.
We explore the realms of many genres — instrumental and electronic, radical and calming, traditional and experimental — from ultra minimalistic ambient, field recordings, cut-up collages, groovy dub-techno, drones or industrial dance music to crunchy melodic glitch-pop, minimal electronica, rhythm'n'noise free improvisations, experimental tribal, noise, dancehall techno, modern classical, avantgarde, contemporary jazz and so on. In December 2005, Quiet Zone was born, which is now an independent project, dedicated to very minimalistic and quiet meditative music.
Humming rises, tremendous throw-downs... We made our way through it all. And now finally we're standing at the terminal point. Almost four years. Forty releases. More than 28 hours of weird music. It was always about bringing your life with joy. And we believe we succeeded. Eighteen wonderful songs from outstanding artists — old-timers, newcomers and some never-heard-before stuff too. Enjoy, and remember — we can't stop the music!
You may wonder — ok, and what's next? Is it the end of the story? For as long as you need our music, we're not gonna stop. We already have a lot of wonderful material we can't wait to share with you! Upcoming year will bring a new story, new decorations, new surprises and of course tons of new music. Stay with us.
THE END

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terça-feira, 4 de novembro de 2008
[Netlabel] Soft Phase

Soft Phase is a new netlabel, which distribute freely downloadable, Creative Commons licensed music on the internet. We aim to seek and provide you with exclusive releases of quality music, from artists who are dedicated and passionate about their work, without staring the genres too much. We try not to retain focus on any specific style of music, whether it’d be electronic or acoustic. Please do not expect us to put out releases too often, artists need their time to sculpt their art. And releases need their space to breathe. We are not lazy thou. :)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O Futuro ? parte 2
O associativismo, nas suas múltiplas expressões, e em especial as colectividades de cultura, desporto e recreio, constituem uma poderosa realidade social e cultural. Para muitas centenas de milhares de portugueses, o associativismo constitui a única forma de acesso a actividades desportivas, culturais, recreativas, ou de acção social. Para além disso, é através do exercício do direito de associação por muitos cidadãos que são asseguradas formas de participação cívica da maior relevância.
É inquestionável que as associações promovem a integração social e assumem um papel determinante na promoção da cultura, do desporto, na área social, substituindo a própria intervenção do Estado. Porém, há cada vez maiores dificuldades para levar as pessoas a participar na vida associativa. Trabalhar por “carolice” não é fácil e muitos não querem assumir responsabilidades.
A verdade é que a prática associativa assenta na vontade dos indivíduos, sendo uma emergência social que não pode ser lida fora do seu contexto – a sociedade em que vivemos – porque não se trata de um fenómeno de geração espontânea, releva da vontade de uns tantos que tenazmente se opõem à corrente. E os exemplos são mais que muitos.
Acontece, porém, que como em tudo na vida, há que vencer a resistência à mudança, logo o associativismo requer aprendizagem, treino, interiorizarão de uma postura de partilha, sendo também entendido como uma questão cultural.
Opção 1
Associativismo Jovem ... devido ao limite de idade dos membros pouco viável no que se pretende
http://www.juventude.gov.pt/Portal/Associativismo/RNAJ/
Opção 2
Sociedade http://www.portaldaempresa.pt/CVE/pt/Criacao/FormasJuridicas/Sociedades/
http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/Dossiers/DOS_como+criar+uma+associa++231+++227+o.htm
Creio que antes da tal reunião deveriamos todos os interessados consultar os links citados acima de forma a reunião ser o mais esclarecedora possivel para todos os intervenientes.
:)
É inquestionável que as associações promovem a integração social e assumem um papel determinante na promoção da cultura, do desporto, na área social, substituindo a própria intervenção do Estado. Porém, há cada vez maiores dificuldades para levar as pessoas a participar na vida associativa. Trabalhar por “carolice” não é fácil e muitos não querem assumir responsabilidades.
A verdade é que a prática associativa assenta na vontade dos indivíduos, sendo uma emergência social que não pode ser lida fora do seu contexto – a sociedade em que vivemos – porque não se trata de um fenómeno de geração espontânea, releva da vontade de uns tantos que tenazmente se opõem à corrente. E os exemplos são mais que muitos.
Acontece, porém, que como em tudo na vida, há que vencer a resistência à mudança, logo o associativismo requer aprendizagem, treino, interiorizarão de uma postura de partilha, sendo também entendido como uma questão cultural.
Opção 1
Associativismo Jovem ... devido ao limite de idade dos membros pouco viável no que se pretende
http://www.juventude.gov.pt/Portal/Associativismo/RNAJ/
Opção 2
Sociedade http://www.portaldaempresa.pt/CVE/pt/Criacao/FormasJuridicas/Sociedades/
http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/Dossiers/DOS_como+criar+uma+associa++231+++227+o.htm
Creio que antes da tal reunião deveriamos todos os interessados consultar os links citados acima de forma a reunião ser o mais esclarecedora possivel para todos os intervenientes.
:)
domingo, 2 de novembro de 2008
Nova netlabel portuguesa
Cheguei agora a casa e tinha isto no meu email:

Este é o manifesto da netlabel Abutre, e esta é a primeira edição da nova netlabel nacional:
O primeiro lançamento já se encontra disponível para download gratuito. “The universe is just part of the labyrinth” é o primeiro e único registo do projecto Universe Denied, uma manta de retalhos totalmente programada em MIDI – há dez anos atrás – que assenta numa base sólida de Prog Metal(!) com incursões improváveis e psicadélicas através de batidas electrónicas, ambientes chill out/ jazzísticos e melodias e sonoridades infantis. Uma viagem surreal e sintética a um mundo único onde a máquina também perde a cabeça. É também um testemunho da evolução da tecnologia áudio na última década e do poder da imaginação.

Download (.zip)

O abutre é um plano de intervenção artística cujo objectivo é fornecer uma plataforma sólida de apoio a edições discográficas que não encaixem nos actuais formatos comerciais da indústria ou que decidam optar por uma alternativa livre e gratuita.
Sem fins lucrativos, as edições serão disponibilizadas em formato digital (com preocupações em relação à qualidade do áudio/ compressão), sendo as músicas acompanhadas pelo artwork em ficheiro, podendo o ouvinte montar o CD em casa – consumando assim a materialização do lançamento – ou manter a formatação digital. O download livre democratiza e estimula o acesso – de forma legal – da comunidade à arte contemporânea e alternativa mas não destitui os criadores do seu direito a serem recompensados pelo seu trabalho, uma vez que toda esta promoção e exposição darão frutos noutros sentidos.
O abutre voa voraz e selecciona cuidadosamente cada lançamento, tendo – também – como objectivo complementar a fracção musical com um design gráfico inventivo e criativo que transmute cada disco numa peça artística única. Enquanto comunidade, a netlabel usará todos os mecanismos possíveis para promover os seus artistas e discos mas, no final de contas, todos estarão unidos numa promoção conjunta e globalizada, abandonando, muitos músicos, o penoso trilho solitário.
A ausência de compromissos empresariais ou objectivos comerciais liberta os criadores de qualquer tipo de pressão e derruba todas as barreiras criativas ou de fusão/ colaboração. Abutre, porque se alimenta de cadáveres: criações, muitas vezes, consideradas defuntas (muito elogiosamente, paradoxalmente) pela indústria mas que aqui são ressuscitadas e amplificadas para todos que o desejem sentir.
Este é o manifesto da netlabel Abutre, e esta é a primeira edição da nova netlabel nacional:
O primeiro lançamento já se encontra disponível para download gratuito. “The universe is just part of the labyrinth” é o primeiro e único registo do projecto Universe Denied, uma manta de retalhos totalmente programada em MIDI – há dez anos atrás – que assenta numa base sólida de Prog Metal(!) com incursões improváveis e psicadélicas através de batidas electrónicas, ambientes chill out/ jazzísticos e melodias e sonoridades infantis. Uma viagem surreal e sintética a um mundo único onde a máquina também perde a cabeça. É também um testemunho da evolução da tecnologia áudio na última década e do poder da imaginação.

Download (.zip)
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Perdido no labiríntico mundo das netlabels
Num mundo onde as televisões se gabam por ter maior quota de audiências, em que os programas mais vistos são telenovelas, galas de famosos e outros semelhantes no conteúdo, que esperar de um fenómeno como o das netlabels?
Primeiro que tudo, não o posso considerar um “fenómeno”, antes um mote de união de várias pessoas que, por todo o lado, apregoam a mobilidade da música independente, daquela que não tem espaço nos canais vulgares de divulgação. Se fosse um fenómeno, estaríamos – todos os relacionados com o movimento – empregados, a receber o equivalente monetário ao trabalho que desenvolvemos, apesar de toda a gratuitidade do processo.
Provavelmente muitos não concordam com esta minha opinião, mas a verdade é que da composição à gravação, da edição à divulgação, da construção e manutenção de sites ao design de capas, logos, posters, há muito trabalho envolvido, que acaba por ser pouco ou nada recompensado, seja monetariamente ou no número de interessados (que ainda assim cresce exponencialmente). Não sou um estudioso do “fenómeno”, sou mais um “aproveitador”. Muitos como eu fazem música que não me parece superior ou inferior à maioria dos que ganham dinheiro com a sua edição, e das capas aos posters, das críticas aos sites, não consigo vislumbrar grandes diferenças de qualidade. Já existem inclusive álbuns gratuitos com melhor qualidade de som que álbuns que vendem milhares no formato cd (não é o meu caso, obviamente).
Num sistema – alias, num mundo (deixemos estas teorias da conspiração para os filósofos futebolísticos) que fosse justo, o trabalho de todas estas pessoas seria devidamente recompensado. Seja em dinheiro, reconhecimento da sua qualidade ou interesse das pessoas. Porque me parece justo que a música seja gratuita para os consumidores, mas ao mesmo tempo não me parece justo que estes não recompensem aqueles que lhes estão a oferecer um produto de sua livre vontade. E quanto ao interesse, sabemos bem que o entretenimento fácil, aquele que é produzido com mera intenção comercial e nula visão artística, sempre será mais apelativo que qualquer forma de arte que pressuponha um qualquer envolvimento cerebral do consumidor final.
As netlabels podem ser vistas, na minha opinião, como um novo artista que recebe repentinamente algum sucesso com um álbum de estreia e fica na indecisão de que via a tomar: continuar pobre mas a fazer a música que gosta, ou agarrar-se a estereótipos comerciais e musicais que lhe permitam maior visibilidade e encaixe financeiro? Se a primeira opção não lhe fornecer qualquer tipo de recompensa, acabará por morrer à fome, e aí certamente que nem música fará. Por outro lado, a segunda opção leva a um abismo musical ainda maior, triturando lentamente o lado criativo e artístico, escrevendo canções em cartões Multibanco, em vez do piano ou da guitarra.
Primeiro que tudo, não o posso considerar um “fenómeno”, antes um mote de união de várias pessoas que, por todo o lado, apregoam a mobilidade da música independente, daquela que não tem espaço nos canais vulgares de divulgação. Se fosse um fenómeno, estaríamos – todos os relacionados com o movimento – empregados, a receber o equivalente monetário ao trabalho que desenvolvemos, apesar de toda a gratuitidade do processo.
Provavelmente muitos não concordam com esta minha opinião, mas a verdade é que da composição à gravação, da edição à divulgação, da construção e manutenção de sites ao design de capas, logos, posters, há muito trabalho envolvido, que acaba por ser pouco ou nada recompensado, seja monetariamente ou no número de interessados (que ainda assim cresce exponencialmente). Não sou um estudioso do “fenómeno”, sou mais um “aproveitador”. Muitos como eu fazem música que não me parece superior ou inferior à maioria dos que ganham dinheiro com a sua edição, e das capas aos posters, das críticas aos sites, não consigo vislumbrar grandes diferenças de qualidade. Já existem inclusive álbuns gratuitos com melhor qualidade de som que álbuns que vendem milhares no formato cd (não é o meu caso, obviamente).
Num sistema – alias, num mundo (deixemos estas teorias da conspiração para os filósofos futebolísticos) que fosse justo, o trabalho de todas estas pessoas seria devidamente recompensado. Seja em dinheiro, reconhecimento da sua qualidade ou interesse das pessoas. Porque me parece justo que a música seja gratuita para os consumidores, mas ao mesmo tempo não me parece justo que estes não recompensem aqueles que lhes estão a oferecer um produto de sua livre vontade. E quanto ao interesse, sabemos bem que o entretenimento fácil, aquele que é produzido com mera intenção comercial e nula visão artística, sempre será mais apelativo que qualquer forma de arte que pressuponha um qualquer envolvimento cerebral do consumidor final.
As netlabels podem ser vistas, na minha opinião, como um novo artista que recebe repentinamente algum sucesso com um álbum de estreia e fica na indecisão de que via a tomar: continuar pobre mas a fazer a música que gosta, ou agarrar-se a estereótipos comerciais e musicais que lhe permitam maior visibilidade e encaixe financeiro? Se a primeira opção não lhe fornecer qualquer tipo de recompensa, acabará por morrer à fome, e aí certamente que nem música fará. Por outro lado, a segunda opção leva a um abismo musical ainda maior, triturando lentamente o lado criativo e artístico, escrevendo canções em cartões Multibanco, em vez do piano ou da guitarra.
Sim, a música deve ser gratuita. Mas também deve ser valorizada como música pelo consumidor, e não ser considerada inferior àquela que pela qual paga.
Mas as netlabels deviam ser auto-suficientes, assim como os músicos e todos os outros que já referi. As cordas da guitarra com que alguém que oferece música irá gravar um novo álbum deveriam ser compradas com incentivos dados por aqueles que gostaram do anterior, parece-me. Este universo labiríntico das netlabels e afins é confuso, e vive – por enquanto – apenas da boa vontade de alguns indivíduos que as sustentam do seu bolso. Se se tornar um fenómeno, talvez aí as coisas mudem. Resta lutar para que isso aconteça.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
[Netlabel] Gianko's Kitchen

O aparecimento de novas netlabels praticamente deixou de ser novidade, dada a frequência com que elas vão surgindo. Hoje, deixo a nota sobre mais uma, sediada em Itália: a Gianko's Kitchen. Surgiu por estes dias, tem apenas uma edição e apresenta o seguinte manifesto:
Copyright regulations are the instruments through which monopoly privileges are guaranteed to small groups at everybody's expense. Because of these laws, each opportunity of competitiveness for emerging artists is nipped in the bud. Just a chosen few are passed off as the best artists of the world and are placed at the top of the trade pyramid. Art is produced only for utilitarian aims and is studied for the target.
Gianko's kitchen has its own recipe: music is the main ingredient; our taste, result of years of study, research and passion for electronic music, is its dressing; cooking is homogeneous and on a low heat, and is the desire
of sharing these free works on internet for a free access to the art for everybody.
Expression dignity and freedom are our target.
It's not the means which stimulate the creation of a product but the product which exploits the means.
Serein pede ajuda

A Serein, netlabel que já editou nomes como o OCP, Muhr, Nest e, mais recentemente, The Inventors of Aircraft está a pedir a colaboração de um designer para reformular a sua imagem. Como sempre, e por não ter fins lucrativos, o trabalho é não remunerado:
"Calling all designers!
I'm on the look out for a talented designer to hep me push Serein forward into the next stage. This would mean helping me to develop a house style, and thereafter working with me to produce graphics for releases, as well as the possibility of producing designs for tangible goods. While I wouldn't be able to offer any pay at this stage (as you're all probably well aware, Serein is a non-commercial venture), it could be a good opportunity for the right person to expand his/her portfolio whilst also working in conjunction with a team of creative people. Exposure would be an extra incentive here, with Serein receiving in excess of 100 visitors a day at this time.
I would ask that anyone interested send an e-mail to contact@serein.co.uk with a link to their portfolio, attachments are also welcome as long as filesizes are sensible.
We should have a new release up shortly, I actually made the announcement some time ago that Michael Trommer (Autoplate/Thinner) would be releasing with us, and now the release is (almost) ready!
Huw"
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Suhov - Symphaty Modul
Suhov the newest Budabeats artist is a producer and dj from Szeged/Kecel. He spends his days with beat making in 24 hours, so not surprising he has huge and great music substance. Budabeats proudly presents his EP "Symphaty Modul" including "Exx Fuck" with Bollywood samples, stony instrumental hip hop "Different", "Funny" with sweet beats, "Moonhill" with folk elements, the mambo song "Skunn", and not to mention the other great tunes.

Download: ZIP
NetLabel: Buda Beats
MySpace: Suhov
terça-feira, 16 de setembro de 2008
[Netlabel] Public Spaces

O seu último trabalho [PS004] QuarterBit "Kyoto Series" é mais um passo na exploração de uma determinada linguagem experimental e tem tido uma óptima recepção. "Kyoto Series" vai estar presente no Festival Digital Fringe, foi escolhido como uma das "Netaudio Picks" de Agosto do site MinimalMusic e originou convites para QuarterBit realizar peças sonoras para dois eventos: Radio Nomade e Exchangerate2008.
A Public Space será (é) a próxima 'aquisição' para o Beats Play Free. Da minha/nossa parte: sejam bem-vindos!
Links:
Site provisório
@ archive.org
MySpace
NdR: Este pequeno texto foi escrito com base numa troca de e-mails entre mim e um dos mentores desta netlabel.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
[Netlabel] Afterbeat

A Afterbeat é uma netlabel da fria Polónia que se dedica aos sons quentes do dub nas suas mais variadas facetas: desde as raízes dancehall, ao clássico reggae, passando pelos dub manipulado electronicamente. Conta já com 10 edições e para quem gosta deste tipo de sonoridades o catálogo está muito interessante e é digno de ser explorado.
sábado, 9 de agosto de 2008
[Netlabel] Sublime Porte

É caso para dizer que se multiplicam como cogumelos. Mais uma nova netlabel a fazer a sua apresentação: Sublime Porte.
É turca, sediada em Istambul e estreia-se com a edição do EP "Windless Dub" num registo dub-tech de Cold Form - produtor turco.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
[Netlabel] OFF - BRUMA

Alguém que me corrija se estiver enganado, mas parece que temos uma nova netlabel portuguesa: Off - Bruma. Pelo menos a primeira edição é de origem nacional - intitula-se "Digital" e é atribuído a um projecto/produtor(?) de nome Plasma - e o texto (curto) com que se apresentam escrito em português sem pronúncia:
A OFF/BRUMA é uma emissora de frequências estranhas.
As ondas sonoras contraem-se num misto de distúrbio e desejo do branco para assim contorcerem-se de torso despido.
Frequências totais do espectro sonoro e além.
OFF - Branco
BRUMA - Negro
domingo, 3 de agosto de 2008
[Netlabel] : Kazoomzoom

Cada vez mais as netlabels vão-se especializando nos mais variados estilos, estéticas ou públicos.
A Kazoomzoom é um exemplo disso, e criou a primeira netlabel dedicada ao público infantil e juvenil. Além das tradicionais edições musicais, este projecto quer ir mais além e por isso também vai ter histórias em formato audio (audiobooks), livros ilustrados e outros projectos que de certeza irão fazer as delícias da pequenada e dos "mais grandes".
Foi inaugurada no dia 1 de Agosto deste ano (2008) e abriu as hostilidades com 4 edições (2 compilações e 2 albums). Destacamos "Silly Songs", uma compilação de 14 temas com os seguintes artistas: A Smile for Timbuctu, The Bran Flakes, Brody and the Booger Brigade, Dave Girtsman, The Kazoo Funk Orchestra, Lee and Sheep, Mister Jan and His Singing Little Spiders, Pastor McPurvis, Rufus Hofbagger, The Tryg Identity, Uncle Neptune e El Zoológico.
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