[EN] Short harsh noise EP by our founder member ps. This album is made from accumulated disappointment in humanity. "Lixívia pró Caruncho" translates into "bleach for removing wormwood", which according to the wisdom of the older Portuguese generation, it's the easiest way to clean your walls and ceilings of all that accumulated rot that has been festering in it. Good riddance to toxic people from my life. Both the cover and audio of this album were mangled together using regurgitated samples from releases of people that betrayed my trust.
[PT] EP de barulho violento pelas mãos do nosso membro fundador ps. Este album é composto de muita desilusão acumulada na humanidade. Ambos a capa e o audio foram criados remisturando violentamente até não serem reconhecivéis diversos excertos de edições criadas por pessoas que trairam a minha confiança.
[EN] Collaboration EP between our staff member ps and the German project OKAM. Four tracks of a journey through time and space. Dark ambient cinematic sounds riddled with field recordings and influences from shoegaze and breakcore.
[PT] EP de colaboração entre o nosso membro de staff ps e o projecto alemão OKAM. Quatro temas de uma viagem que atravesa o tempo e o espaço. Sonoridades dark ambient cinemáticas com captações de campo e influências de shoegaze e breakcore.
[EN] Short cinematic / IDM / mashup / ambient remix album by our staff member ps featuring tracks and samples from the album "Lost Holograms" by Megatone; a bunch of samples taken from freesound.org made by dobroide, flcellogrl, inspectorj, kangaroovindaloo, kvgarlic; and sampling from the movies Zero Theorem, Reservoir Dogs and Dead Pool. Photo by Amiroo Hosseini.
[PT] EP mashup remistura de sonoridades cinemáticas / IDM / ambiental pelas mãos do nosso membro de staff member ps usando temas e samples retiradas do album "Lost Holograms" de Megatone; um punhado de samples do freesound.org gravadas por dobroide, flcellogrl, inspectorj, kangaroovindaloo, kvgarlic; e samplando os filmes Zero Theorem, Reservoir Dogs e Dead Pool. Foto por Amiroo Hosseini.
[EN] Conceptual remix album of experimental ambient sounds by our staff member ps featuring manipulated field recordings captured by Grid Resistor. Photo by edwardhblake.
[PT] Album de remisturas da autoria do nosso membro de staff ps usando captações de campo manipuladas disponibilizadas pelo projecto americano Grid Resistor. Sons ambientais experimentais. Foto de edwardhblake.
[EN] Latest album by our staff member ps, mixing influences from drone, dark ambient, shoegaze, indie folk, psychedelic, noise, experimental, ethereal, celestial ambient, field recordings. A little bit of everything in an album about the hardships of finding your own way back home. Photo by Aleksi Stenberg.
[PT] Mais recente album do nosso membro de staff ps, misturando influencias de drone, dark ambient, shoegaze, indie folk, psychedelic, noise, experimental, ethereal, ambiente celestial e gravações de campo. Um bocado de tudo num album sobre as dificuldades em encontrar o nosso próprio caminho de regresso a casa. Fotografia de Aleksi Stenberg.
[EN] Introspective drone / ambient / noise / shoegaze album. This album is about yearning for the deeper meaning of things, asking yourself if you really want to climb those steep slopes that drive you further and deeper into the mountain range. Why do we crave what is out of reach? Why do we want the unsustainable? What drives some to blindly follow their dream while others settle for the safe obscurity? Photo by Sandra Vallaure.
[EN] An album by our staff member ps about volatile things and moments. Friendships, relationships, life, random situations. It's about the importance of finding yourself, knowing yourself, not losing track of what's important. Getting used to navigate through the acid burns that life flings at you, but also learning to understand others, learning to understand yourself. This album is meant to be listened at home alone at 3 AM. Considering other people don't appreciate loud sounds at 3 AM you might want to use headphones.
Tracks 1 and 2 feature instrument samples by Amir Baghiri and samples from the movie Still Alice. Track 3 features samples from the series Making a Murderer and the movies Reservoir Dogs, Drunken Master and Zero Theorem. Tracks 4, 5, 6, 7 and 8 feature spoken word passages read from the book The Vegetarian. Track 9 features samples from the movie Zero Theorem, Curtis Hoard Videogames, The Straight Road and from a random 80s educational video on Missile Guidance Systems. Tracks 10 and 11 features samples from the series Fargo. Track 11 features sample from the movie Deadpool. All other sounds in conjured by Filipe 'ps' Cruz using Jeskola Buzz. Mixed down using Reaper.
[PT] Um album pelas mãos do nosso membro de staff ps sobre coisas e momentos voláteis. Amizades, relações, vidas, situações aleatórias. É sobre a importância de nos descobrirmos a nós próprios, de nos conhecermos, não perder de vista o que é realmente importante. Habituar-nos a navegar por entre as queimaduras de ácido que a vida nos atira, mas também aprender a compreender os outros e a nós próprios. Este album é para ser ouvido só em casa às 3 da manhã. Considerando que as outras pessoas não costumam apreciar que estejamos a fazer barulho a essa hora sugeria que usassem auscultadores.
Temas 1 e 2 contém samples de instrumentos de Amir Baghiri e samples do filme Still Alice. Tema 3 contém samples do documentário Making a Murderer e dos filmes Reservoir Dogs, Drunken Master e Zero Theorem. Temas 4, 5, 6, 7 e 8 tem passagens lidas do livro The Vegetarian. Tema 9 tem samples dos filmes Zero Theorem, Curtis Hoard Videogames, The Straight Road e dum video educacional dos anos 80 sobre sistemas de navegação dos misseis. Temas 10 e 11 tem samples da série Fargo. Tema 11 tem samples do filme Deadpool. Todos os outros sons foram conjurados por Filipe 'ps' Cruz usando Jeskola Buzz. Misturado usando o Reaper.
[EN] Experimental electronics EP by our staff member ps, exploring dark ambient, glitch, field recordings, noise and industrial sounds to awaken the world to a new tomorrow.
[PT] EP de electronica experimental pelas mãos do nosso membro de staff ps, explorando dark ambient, glitch, field recordings, noise e industrial para acordar o mundo para um novo amanhã.
Encontra-se disponível já, através da histórica netlabel Enough Records, o álbum que reúne remisturas para três dos temas que integram o álbum de estreia dos Waste Disposal Machine, "Interference" [Thisco | thisk.53]. "RECYCLED" está disponível para download legal e gratuito em formato mp3 e inclui remixes de Antalgic, Arritmic, Dream Metaphor, Eden Syntethic Corps, Mikroben Krieg, ps, Sci Fi Industries, Sektor 304, Stereoboy, Tatsumaki e Urb para "Home Sweet Home", "I Sing the Body Electric" e "Girl within a Motorcycle". Integram ainda este álbum os três originais dos Waste Disposal Machine. A partir do próximo dia 20, estará também disponível uma versão em CD-r deste álbum que apenas será distribuída nos concertos que a banda irá realizar ao longo dos próximos meses. O trabalho gráfico é da autoria de André Coelho.
Entrevista originalmente publicada no BrainDance, em 13 de Fevereiro.
Filipe Cruz ou ps é um dos fundadores e o mentor da Enough Records, a netlabel que está em destaque por aqui este mês. É também um activista militante da demoscene e da cultura livre, promotor de eventos, produtor de música electrónica e ainda engenheiro informático de formação e programador de profissão. Acedeu a responder a algumas perguntas que, por certo, darão um outro enquadramento da forma como as netlabels surgiram e se foram impondo, de como funcionam e de qual a filosofia que lhes está inerente.
BrainDance: Tu és um dos ‘veteranos’ do netaudio nacional e portanto vou-me aproveitar desse facto para tentar ter uma percepção mais ou menos cronológica da origem deste “movimento”. Segundo rezam as crónicas tudo começou na demoscene, verdade? O que é a demoscene?
ps: Viva João. A demoscene é uma cultura underground de arte digital. Nasceu da vontade de expressão artística e social dos grupos que pirateavam videojogos durante o seu rapido crescimento no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. A cultura reestruturou-se num formato mais legal que consiste maioritariamente em produzir animações audiovisuais que executam em tempo real (framerate 30fps) num dado computador com determinadas capacidades gráficas. o objectivo é tentar fazer algo que demonstre as capacidades da máquina e a habilidade de quem programa as ditas demos. Estas chamadas demos são desenvolvidas sem fins lucrativos e distribuídas gratuitamente na net.
BD: Como é que da demoscene se passou para as netlabels?
ps: A demoscene é tipicamente constituída por grupos de amigos. Alguns destes grupos focavam-se mais na produção musical, designando-se na demoscene como music groups, e utilizavam formatos de composição musical abertos (ver música tracker), a distribuição dos temas soltos era feita por BBSs, colecções de vários temas chamavam-se de musicdisks e normalmente tinham um interface gráfico próprio. Ainda se fazem algumas de vez em quando hoje em dia.
Nos finais dos anos noventa havia bastantes destes grupos de música a começar a distribuir as suas edições também em mp3, algures durante esta transição alguém começou a utilizar o termo netlabel, não faço a mínima ideia quem terá sido nem tenho grande curiosidade em saber. Suponho que o genérico termo "online music release group" já tinha demasiada conotação com os grupos de pirataria musical, um certo distanciamento para separar as águas também é importante.
ps - From My Own Little Corner [enrmp001]
BD: Apesar de as netlabels começarem, cada vez mais, a ter projecção e audiências e demoscene ainda existe e continua com a ser algo com uma aura underground apesar de, se não estou em erro, ser um verdadeira incubadora de génios informáticos que mais cedo ou mais tarde acabam nas grandes empresas de software, não é assim?
ps: Sim, a maior parte do pessoal de todo na demoscene trabalha para empresas de videojogos como programador, grafista ou compositor de bandas sonoras. Mas continua a ser uma cultura com pouca atenção mediática. Uns anos atrás era uma boa incubadora de talento porque não havia universidades especializadas em artes digitais, então quem era realmente muito interessado nestas coisas inevitavelmente dava de caras com a demoscene e tinha de lidar com os seus deuses. Hoje em dia já entramos numa comercialização do talento de criação digital portanto as universidades tratam de mostrar aos putos como se mete um cubo em opengl a rodar ou a usar o flash para fazer websites ou cursos de produção musical, a malta nova faz o trabalho de casa em casa e não chega a dar de caras com a demoscene. Tornou-se um bocado um sistema de palas nos olhos a preparar para o mercado de trabalho mas enfim, ao menos há mais gente a ser formada nestas lides com o apoio devido.
BD: Como funciona hoje em dia a demoscene e quais as grandes diferenças em relação há 10 anos atrás?
ps: A média de idades costumava ser mais nova, de resto mudou a tecnologia bastante mas o interesse continua a gerar eventos regulares com competições. Talvez seja mais complicado chegar-se ao topo. Costumava ser que a demoscene andava à frente da industria de videojogos em termos de qualidade de gráficos a puxar pela capacidade da máquina, mas hoje em dia a industria de videojogos cresceu exponencialmente e equipas de 20 ou 30 pessoas num escritório das 9 às 18 não dão muita hipótese a 3 putos com uns fins de semana livres. Mesmo assim ainda se vão fazendo umas coisas interessantes. http://pouet.net/sceneorg.php
BD: Em Portugal onde e como se pode ter contacto com a demoscene?
ps: Temos um blog sobre as actividades que vão acontecendo, não são muitas mas dá para matar a fome e estar dentro dos acontecimentos: http://scenept.blogspot.com
BD: Mudando de assunto: quando e como nasce a Enough Records?
ps: Acho que, oficialmente, foi em finais de 2001. Mas para dizer a verdade não tenho a certeza, não anotava as datas das coisas nessa altura. Íamos fazendo as coisas e prontos. A editora em si foi lançada por 3 pessoas, eu de Gaia, o Fred aqui de Coimbra e o harv3st de Lisboa. Originalmente era somente um projecto de webradio pirata para fazermos umas sessões de streaming de coisas que andávamos a ouvir privadamente. Não havia redes sociais nessa altura portanto havia muito mais interesse em partilhar o que íamos descobrindo musicalmente, as listas comercialóides´´ da mtv e da radio não chegavam minimamente, era sempre a mesma coisa, vira o disco e toca o mesmo, Queríamos descobrir coisas novas e pessoal que também produzia musica. Tivemos uns bons meses a puxar pela radio, com artistas convidados e programas regulares, streaming 24h por dia, vários relays. Isto em 2000 e 2001, antes de haver ligação cabo para toda a gente. Hoje em dia qualquer puto monta uma radio online em 2 dias. ‘Anyway’, começamos a publicar edições para o pessoal ouvir offline, quando finalmente nos demos conta do peso que a brincadeira estava a ter na carteira decidimos matar a coisa e lançar uma compilação de encerramento. A radio morreu, a editora que surgiu dela ficou. Ainda tínhamos umas ideias de editar fisicamente mas depois apercebemo-nos que era aturar muita burocracia para perder dinheiro garantidamente. O resto do pessoal fundador foi-se desligando, eu fui ficando e mantendo a netlabel.
BD: Qual o manifesto 'ideológico' que presidiu à criação da Enough? Mantém-se actual?
ps: Partilhar com o mundo gratuitamente os sons que a gente goste de vir a conhecer, desde que quem os fez concorde em nos deixar distribuir livremente. Ao mesmo tempo aproveitar para conhecer pessoal fixe metido na musica. Sim, acho que não mudou.
ps - Everything Is Useless Without You [enrmp029]
BD: Ao longo destes anos a Enough manteve sempre uma actividade editorial mais ou menos constante. Qual o processo que utilizas para seleccionar o que vais editando? Há limitação estílistica? Há preferência de géneros musicais?
ps: Ouço as demos que me vão enviando quando tenho tempo. Se gosto bastante edito, se não gosto digo porquê, e nessa altura ou o artista melhora a coisa até eu passar a gostar ou então temos pena.
Portanto não temos um género ou orientação estilística ‘per se’, ao contrário de muitas editoras de renome que acham isso imperativo para atrair clientes nicho, na enough simplesmente quero dar a conhecer aquilo que eu acho valer a pena ouvir várias vezes.
Tenho gostos bastante 'bipolares': portanto tanto encontram dark ambient tenebroso como idm fofinho, como noise extremo ou indie pop de domingo à tarde. Maioritariamente coisas electrónicas, mas não foi por imposição minha, simplesmente recebo poucas demos de projectos de bandas de sala de ensaio, devem gostar de ser pouco ouvidos por mim e pelo público que segue a Enough… não sei, nem perco muito sono a pensar nisso, promovo quem quer ser promovido, quem não quer: boa sorte para o projecto.
BD: Além de activista da demoscene e de mentor da Enough Records és também produtor, editando sob o peseudónimo de ps. Porquê ps? E já agora define o ps enquanto músico e produtor.
ps: ps é simplesmente a minha alcunha online, é um nome abstracto para representar o Filipe Cruz, interessado em várias coisas, maioria delas relacionadas com arte digital ou inteligência artificial. Enquanto músico e produtor tento transpor as emoções que vou encontrando o mais exacto possível ao que me vai na alma e na cabeça, para mim a produção musical é um processo catártico, serve para libertar ou celebrar certas coisas, não costuma ser nada pré-planeado ou especifico, gosto de improvisar e quando encontro algo que funciona e seja minimamente interessante procura capturar correctamente para poder ouvir novamente depois sobre outra perspectiva. tento mantê-lo puramente um hobby exploratório.
BD: Além da Enough Records quais as tuas netlabels favoritas? Nacionais e Internacionais e porquê?
ps: Nacionais só conheço bem as mais antigas, gosto especialmente da MiMi por não ter medo de noise e drone, sou bastante dessa onda. A Test Tube também faz um bom trabalho de gerência e imagem, e a Merzbau pelo seu espírito indie rock que falta bastante na cena internacional. Quanto a internacionais activas tenho devoção pela Entity (electronica experimental não pretenciosa) e pela Conv (ambientais e field recordings) desde há muito tempo, a Darkwinter também é muito boa para quem gosta de drone e dark ambient, a 8bitpeoples para overdose de chiptunes e 8bit, e mais recentemente andei a descobrir a Zymogen rogando-lhes muitas pragas pela enorme qualidade das suas edições. Paixões antigas nutro ainda pela mono211 e pela falecida Milk - quem não conhece decididamente que descubra o catálogo.
ps vs sektor304 - ps vs sektor304 [enrmp154]
BD: Atendendo à tua condição de veterano do netaudio como analisas o facto de a Thinner (tida para muitos como o exemplo da netlabel de sucesso, tendo em conta a sua longevidade e reconhecimento) ter passado a vender as suas edições e, simultaneamente, ter acabado com a sublabel Autoplate?
ps: Acho muito fraco da parte deles. De certa maneira até é um insulto aos artistas que com eles colaboraram no passado e aos ouvintes que tão fielmente os referenciavam, mas sinceramente não me surpreende muito. já conhecia o senhor que gere a Thinner desde o tempo em que lhes oferecia slots regulares na enough radio e já nessa altura demonstrava ter demasiado interesse egocêntrico e capitalista considerando a posição que tinha.
BD: Algumas das futuras edições pagas da Thinner incluem nomes que desde sempre estiveram ligados As netlabels como os Motionfield ou GastonArévalo. Achas que aquilo que o Sebastian Redenz (responsável pela Thinner) designa de ‘netlabel total’ é o futuro do netaudio ou a negação do conceito de netlabel? Porquê? ps: Para mim é a negação. o conceito netlabel para mim passa por subverter a industria musical não ser subvertido por ela. o importante é fazer a musica nova chegar aos ouvintes, não tentar rentabilizar esse processo. a própria tentativa de rentabilização já corrompe o processo de selecção. para mim uma netlabel não aponta ser famosa, aponta distribuir boa música. o reconhecimento tem de ser algo resultante do trabalho efectuado a longo termo e não uma meta visada em cada edição planeada. BD: Para acabar: fora do netaudio, dás atenção ao que vai sendo editado no circuito comercial? Se sim diz-nos o que costumas ouvir. ps: Algumas coisas, recomendações daqui e dali, mas não sei se a maioria delas poderá ser considerado comercial. costumam ser de editoras que visam distribuir musica diferente, não pop ou comercial. Tenho bastantes CD’s da Kranky e da Type por exemplo. Tenho também o catálogo quase completo da Miasmah e da Thisco (mas os donos destas duas são meus amigos, suponho que não conta tanto), não tenho mais CD´s da Antzen/Hands ou da 12k por exemplo porque são caros demais senão tinha e ouvia muito mais certamente, o que conheço deles tem boa qualidade. Tenho algumas coisas da Planet Mu, e bastantes coisas da Warp antiga (antes de virarem ‘comercialóides’, portanto acho que também nao conta muito :D) Suponho que não ligo muito ao circuito verdadeiramente comercial, mas vou apanhando umas recomendações de vez em quando para cuscar e se for mesmo bom acabo por encomendar quando apanho uma loja online em saldos, mas a maior parte das novidades que ouço costuma soar baço e a mais do mesmo apesar de bem produzido, o que para mim é completamente desinteressante.
Correndo o risco de estar a criar um post demasiado egocêntrico, devo reportar que nas ultimas semanas tive alguma maior interacção com os nossos vizinhos ibéricos. Primeiro com uma entrevista encontrada na edição número 23 da revista Oro Molido, incluido brevemente no seu artigo de 12 páginas "Breve Guia de Netlabels" escrito pelo meu colaborador e amigo Miguel Tolosa (aka ubeboet, patrão da con-v), que irei tentar transcrever para este blog oportunamente. Segundo com outra entrevista, desta feita a um outro amigo meu, mas das lides demoscenófilas, Sergeeo, para um blog comunitário da cena netaudio espanhola entitulado minifú, um blog (e também editora) de resto algo similar ao que temos vindo a levar a cabo com o nome BPF.
Last but not least, edição de um album entitulado 080319, pela netlabel espanhola audiotalaia. Um compêndio de gravações de temas ensaiados aquando da necessidade de apresentar algo no BPF Lisboa decorrido n'O Século, que foram posteriormente re-ordenados e misturados com outros sons. Tudo muito dark glitch ambient com umas luzes melódicas e cortadas ocasionalmente com batidas erráticas e noise industrial: o material que contribuiu substencialmente para nos correrem do BPF Porto no Pitch quando o tentamos apresentar brevemente. :) Donwload (.zip)