terça-feira, 31 de março de 2009

Banda independente abandona 4AD para oferecer música grátis


Texto da autoria do Miguel Caetano, transcrito do blog Remixtures:
Se acompanham o circuito de música independente desde há algumas décadas, com certeza que o nome 4AD vos será familiar. Afinal de contas, quem é que não se lembra da editora que nos anos 80 ficou famosa por dar a conhecer ao mundo nomes como Cocteau Twins, Dead Can Dance, Throwing Muses e Pixies, que na década de 90 foi responsável por bandas de culto como The Breeders, Red House Painters? Actualmente, a 4AD conta com um leque notável de bandas como Beirut, Bon Iver, TV on the Radio, Stereolab, Scott Walker e The National.

Mas o que vale nos dias de hoje estar associado a uma etiqueta como a 4AD quando os fãs de música já não dão importância ao nome da marca responsável pela edição da rodela de plástico mas sim às bandas? Talvez menos do que se imagina. Foi a esta conclusão a que nos Celebration, uma banda de Baltimore - a mesma cidade dos Beach House e de Dan Deacon - chegaram. Até hoje, eles gravaram dois álbuns com a chancela da prestigiada 4AD: Celebration de 2006 e The Modern Tribe de 2007.

Esta semana eles anunciaram no seu site um plano radical: a partir de agora eles vão deixar de gravar CDs e vão passar a oferecer todos os meses uma música nova sob a forma de download grátis que poderá ser descarregados por toda a gente em qualquer parte do mundo, nos termos de uma licença Creative Commons para uso não comercial e compartilhamento nos mesmos termos. Nada de CDs, nada de downloads caríssimos no iTunes. Quando tiverem um número suficiente de temas para formarem um álbum, aí sim sairá um vinil. Neste momento, já se encontra disponível no site duas músicas novas, [listen] “I Will Not Fall” e [listen] “What’s This Magical”. Quem gostar, poderá esperar pela edição em vinil ou fazer uma doação.

"Isto é a nossa emancipação. Sem precisarmos de fabricar CDs e da dança macabra da máquina de promoção empresarial, podemos lançar livremente a nossa música quando e como quisermos - sem esperas. Não sabemos nada acerca do mundo de marketing e deixámos-nos de preocupar com os vampiros.(…)
Esta experiência é inteiramente financiada por nós e por aqueles de vós que escolherem fazer parte do processo de disponibilização da música. Integrámos uma caixa de doações ao site na esperança de que vocês, a nossa audiência, possam ajudar a apoiar o direito dos artistas à autonomia. Muito obrigado!
"

Mesmo que não apreciem o estilo de música dos Celebration, é preciso reconhecer que eles tiveram um grande arrojo em lançar-se numa aventura destas justamente neste momento, sem qualquer “rede” protectora que ampare uma eventual queda, sem contar com o patrocínio de uma marca comercial e sem sobretudo contar com uma legião de fãs conquistada ao longo de décadas como é o caso dos Nine Inch Nails ou mesmo de Kristen Hersh. Esta última, recorde-se, também abandonou há alguns anos atraś a 4AD para iniciar o seu projecto de música livre intitulado CASH Music sobre o qual eu já escrevi várias vezes e que é também bastante parecido com a iniciativa dos Celebration.
(via The Daily Swarm)

Lackluster EPs

Encontrei no blog The Next Instruments in Musical Harmony uma referência ao novo ep de Lackluster - Cold Trail EP na Acroplane.

Acroplane Recordings Writeup:
"The 1st release on Acroplane by Lackluster. 'One of a kind' is the expression,
which best describes the Finnish electronic music auteur Esa Ruoho, regardless whether we are talking about the organic quality of his music under the artist name Lackluster or just the artist himself in his private life. Esa Ruoho is truly an original; a homegrown and uncompromising composer and an eccentric explorer of science and nature.
The Cold Trail EP is Esa at his melodic best."


Download (.zip)

01. 100102
02. Hundredbars
03. Casiopiukkajatko
04. 021201
05. Defocus
06. 230304

cover artwork by KAVI

p.s. incidentally 23rd of march 2009 (the releasedate of the Cold Trail EP) is the anniversary of the original march 23rd 1989 Fleischmann/Pons Cold Fusion tabletop experiment. isn't that nice?

E para quem gosta de lackluster, aproveite-se para se mencionar outro EP também algo recentemente editado, desta feita na Two Circles

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segunda-feira, 30 de março de 2009

xs 55 e 56

[xs-57] Various Artists XS compilation coming next week

[xs-56] egotron - egotron
Katarina Magalhães is egotron and vice versa. Both share kellogs froot loops fashion design and listening and making music. Has sound artist, she learned by her self to use Ableton Live software for her musical creativity process. In term of influences one can find reminiscences of electro/punk/pop totally electronic, in an almost low fi tronica sense. It can be recognized different sorts of influences from mylo, uclic, stereoboy, metronomy, the faint, cabaret voltaire, goldie or tricky. The symbiosis between music and fashion design is a key element to egotron, and although the world will lose someone with a potential for music maybe someday we can see her in the catwalk.
download
more details and stream
contact: myspace


[xs-55] lotus mecanica - the live sessions and jack d
In the last years in Portugal there has been recurring manifestations of the rockabilly movement, most of them centered on Coimbra. Bands, such as The Legendary Tiger Man, Wraygunn, and later, Nicotine Caffe Orchestra have come to the forefront of the underground Portuguese scene and extrapolating (at least the first two bands mentioned) to the mainstream. Choosing to publish a rockabilly band with a creative commons license is part of the xs premises of breaking all barriers in avoiding the choice to publish specific types of music, such as, electronic projects. Having said this, we present you Lotus Mecanica, a band that we believe has what it takes to be a rockabilly band. This is a live recording act, in which we can listen to Lotus Mecanica style, a kind of rockabilly blues dirty punk. Also to note, is the fact that we are discussing the idea of distributing a limited edition in digipack or cdr of this ep, so if you’re interested, just let us know.

download

quarta-feira, 25 de março de 2009

Open Company

Encontrei este artigo que reflecte de certa maneira o que temos feito com o projecto BPF. Sistema opensource apoiado em objectivos comuns onde quem quer trabalhar trabalha nos pontos onde tem mais interesse trabalhar. Leitura interessante.

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Found this article that in a way reflects well what we've been doing with our BPF project. An opensource system of sorts which is based on shared objectives, where people work in the areas they prefer to work in, whenever they feel like doing it. Interesting reading.

[PS006] Esfera – Fedora

Right after his debut album in 2008, Esfera returns with a release that is totally turned to the most experimental electronic music.
In this release you can find a unique track that extends itself for 20m, in a frenzy of electro noises in a never ending progression, solid rhythmic bases but that never get in the way of the main mood of “Fedora”.

This is a joint release between PublicSpaces and our friends of Gorríon de Miga.

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terça-feira, 24 de março de 2009

Beats Play Free @ Quebra ! Coimbra


Mais uma noite dedicada ao netaudio no Bar Quebra em Coimbra, já considerado o Quartel-General da música livre. Desta vez o warm-up é feito pelo testa de ferro da MiMi Records e a noite promete aquecer e ser bastante animada com o projecto Discorockets.

mp3HD chegou!

O novo formato mp3HD permite compressão de áudio sem perdas, preservando simultaneamente a retrocompatibilidade com o padrão MP3.
Codificador e descodificador em linha de comando disponíveis para Windows e Linux, assim como plugin para Winamp.
Para sacar é aqui.

Eluder - Drift [AH300]

Ao ouvir uma compilação de inverno recentemente editada descobri uma gema pelo artista Electricwest, que aparenta ser um alterego de um outro projecto que recentemente editou na aclamada Archaic Horizon:

Eluder's "Drift" is our latest offering of wavering ambient releases. The EP is comprised of four tracks full of hazy drones, dense textures and milky warmth. "Drift" carries a solemn, and sometimes desolate timbre evoked through its processed and swollen tones. Additionally, a spirituality is evoked through the music's lonely but peaceful sonics and through its inhabitance of a seemingly surreal expansive space. Eluder (aka Electricwest) has crafted this rich depth and antiqued sonic atmosphere in each of the four tracks using a complex but still minimal sound.

Download mp3 (.zip)
Download flac (.zip)

segunda-feira, 23 de março de 2009

The Last Merendina - First Soldino

Da Sicilia chega-nos Barbie Noja Records, uma "nova" netlabel que tem como proposta a divulgação dos artista daquela ilha italiana. A sua mais recente edição é o projecto The Last Merendina que nos trazem "First Soldino" um album folk/pop bem agradável para celebrar a Primavera.

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domingo, 22 de março de 2009

DNA Production

DNA Production é uma netlabel sediada na Russia que se dedica à edição de sons na linha do drone noise experimental e dark ambient.

quinta-feira, 19 de março de 2009

[EdP005] Shane Morris - Ephemeral Live












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Inna Breeze - Stairway to Heaven

È praticamente inexistente edições de música clássica no universo do creative commons e netaudio , contudo amiúde ainda vão aparecendo algumas propostas interessantes.

A top40, netlabel russa sediada em Moscovo dediciu editar este "Stairway to Heaven" gravado ao vivo no Moscow Composers Centre em 2008. Com a «Russian Philharmonia» Symphony Orchestra, conduzida pelo maestro Sergey Kondrashev, e a solista em orgão de tubos - Tatyana Karamysheva.

"Stairway to Heaven" é um EP de 5 temas clássicos com um ambiente bastante cinematográfico.

Inna Breeze de nome verdadeiro Inna Astakhova (1969) é compositora, musicóloga e ensaista. No ano de 2000 graduou-se pela The Gnesins' Academy of Music.

Actualmente é editora-chefe do site composers.ru. No ano de 2005 Inna participou num mini-album «Inna & Vadim: Silver dreams», onde os seus estudos para piano foram transformados para uma versão mais electrónica.

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Entrevista com Filipe Cruz (ps)


Entrevista originalmente publicada no BrainDance, em 13 de Fevereiro.

Filipe Cruz ou ps é um dos fundadores e o mentor da Enough Records, a netlabel que está em destaque por aqui este mês. É também um activista militante da demoscene e da cultura livre, promotor de eventos, produtor de música electrónica e ainda engenheiro informático de formação e programador de profissão. Acedeu a responder a algumas perguntas que, por certo, darão um outro enquadramento da forma como as netlabels surgiram e se foram impondo, de como funcionam e de qual a filosofia que lhes está inerente.

BrainDance: Tu és um dos ‘veteranos’ do netaudio nacional e portanto vou-me aproveitar desse facto para tentar ter uma percepção mais ou menos cronológica da origem deste “movimento”. Segundo rezam as crónicas tudo começou na demoscene, verdade? O que é a demoscene?

ps: Viva João. A demoscene é uma cultura underground de arte digital. Nasceu da vontade de expressão artística e social dos grupos que pirateavam videojogos durante o seu rapido crescimento no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. A cultura reestruturou-se num formato mais legal que consiste maioritariamente em produzir animações audiovisuais que executam em tempo real (framerate 30fps) num dado computador com determinadas capacidades gráficas. o objectivo é tentar fazer algo que demonstre as capacidades da máquina e a habilidade de quem programa as ditas demos. Estas chamadas demos são desenvolvidas sem fins lucrativos e distribuídas gratuitamente na net.

Deixo uns links para quem quiser saber mais sobre a demoscene e a sua ligação à distribuição gratuita de audiovisuais.
http://en.wikipedia.org/wiki/Demoscene
http://en.wikipedia.org/wiki/Tracker

BD: Como é que da demoscene se passou para as netlabels?

ps: A demoscene é tipicamente constituída por grupos de amigos. Alguns destes grupos focavam-se mais na produção musical, designando-se na demoscene como music groups, e utilizavam formatos de composição musical abertos (ver música tracker), a distribuição dos temas soltos era feita por BBSs, colecções de vários temas chamavam-se de musicdisks e normalmente tinham um interface gráfico próprio. Ainda se fazem algumas de vez em quando hoje em dia.

Nos finais dos anos noventa havia bastantes destes grupos de música a começar a distribuir as suas edições também em mp3, algures durante esta transição alguém começou a utilizar o termo netlabel, não faço a mínima ideia quem terá sido nem tenho grande curiosidade em saber. Suponho que o genérico termo "online music release group" já tinha demasiada conotação com os grupos de pirataria musical, um certo distanciamento para separar as águas também é importante.

ps - From My Own Little Corner [enrmp001]



BD: Apesar de as netlabels começarem, cada vez mais, a ter projecção e audiências e demoscene ainda existe e continua com a ser algo com uma aura underground apesar de, se não estou em erro, ser um verdadeira incubadora de génios informáticos que mais cedo ou mais tarde acabam nas grandes empresas de software, não é assim?

ps: Sim, a maior parte do pessoal de todo na demoscene trabalha para empresas de videojogos como programador, grafista ou compositor de bandas sonoras. Mas continua a ser uma cultura com pouca atenção mediática. Uns anos atrás era uma boa incubadora de talento porque não havia universidades especializadas em artes digitais, então quem era realmente muito interessado nestas coisas inevitavelmente dava de caras com a demoscene e tinha de lidar com os seus deuses. Hoje em dia já entramos numa comercialização do talento de criação digital portanto as universidades tratam de mostrar aos putos como se mete um cubo em opengl a rodar ou a usar o flash para fazer websites ou cursos de produção musical, a malta nova faz o trabalho de casa em casa e não chega a dar de caras com a demoscene. Tornou-se um bocado um sistema de palas nos olhos a preparar para o mercado de trabalho mas enfim, ao menos há mais gente a ser formada nestas lides com o apoio devido.

BD: Como funciona hoje em dia a demoscene e quais as grandes diferenças em
relação há 10 anos atrás?

ps: A média de idades costumava ser mais nova, de resto mudou a tecnologia bastante mas o interesse continua a gerar eventos regulares com competições. Talvez seja mais complicado chegar-se ao topo. Costumava ser que a demoscene andava à frente da industria de videojogos em termos de qualidade de gráficos a puxar pela capacidade da máquina, mas hoje em dia a industria de videojogos cresceu exponencialmente e equipas de 20 ou 30 pessoas num escritório das 9 às 18 não dão muita hipótese a 3 putos com uns fins de semana livres. Mesmo assim ainda se vão fazendo umas coisas interessantes.
http://pouet.net/sceneorg.php

BD: Em Portugal onde e como se pode ter contacto com a demoscene?

ps: Temos um blog sobre as actividades que vão acontecendo, não são muitas mas dá para matar a fome e estar dentro dos acontecimentos: http://scenept.blogspot.com

BD: Mudando de assunto: quando e como nasce a Enough Records?

ps: Acho que, oficialmente, foi em finais de 2001. Mas para dizer a verdade não tenho a certeza, não anotava as datas das coisas nessa altura. Íamos fazendo as coisas e prontos. A editora em si foi lançada por 3 pessoas, eu de Gaia, o Fred aqui de Coimbra e o harv3st de Lisboa. Originalmente era somente um projecto de webradio pirata para fazermos umas sessões de streaming de coisas que andávamos a ouvir privadamente. Não havia redes sociais nessa altura portanto havia muito mais interesse em partilhar o que íamos descobrindo musicalmente, as listas comercialóides´´ da mtv e da radio não chegavam minimamente, era sempre a mesma coisa, vira o disco e toca o mesmo, Queríamos descobrir coisas novas e pessoal que também produzia musica. Tivemos uns bons meses a puxar pela radio, com artistas convidados e programas regulares, streaming 24h por dia, vários relays. Isto em 2000 e 2001, antes de haver ligação cabo para toda a gente. Hoje em dia qualquer puto monta uma radio online em 2 dias. ‘Anyway’, começamos a publicar edições para o pessoal ouvir offline, quando finalmente nos demos conta do peso que a brincadeira estava a ter na carteira decidimos matar a coisa e lançar uma compilação de encerramento. A radio morreu, a editora que surgiu dela ficou. Ainda tínhamos umas ideias de editar fisicamente mas depois apercebemo-nos que era aturar muita burocracia para perder dinheiro garantidamente. O resto do pessoal fundador foi-se desligando, eu fui ficando e mantendo a netlabel.

BD: Qual o manifesto 'ideológico' que presidiu à criação da Enough? Mantém-se actual?

ps: Partilhar com o mundo gratuitamente os sons que a gente goste de vir a conhecer, desde que quem os fez concorde em nos deixar distribuir livremente. Ao mesmo tempo aproveitar para conhecer pessoal fixe metido na musica. Sim, acho que não mudou.

ps - Everything Is Useless Without You [enrmp029]



BD: Ao longo destes anos a Enough manteve sempre uma actividade editorial mais ou menos constante. Qual o processo que utilizas para seleccionar o que vais editando? Há limitação estílistica? Há preferência de géneros musicais?

ps: Ouço as demos que me vão enviando quando tenho tempo. Se gosto bastante edito, se não gosto digo porquê, e nessa altura ou o artista melhora a coisa até eu passar a gostar ou então temos pena.

Portanto não temos um género ou orientação estilística ‘per se’, ao contrário de muitas editoras de renome que acham isso imperativo para atrair clientes nicho, na enough simplesmente quero dar a conhecer aquilo que eu acho valer a pena ouvir várias vezes.

Tenho gostos bastante 'bipolares': portanto tanto encontram dark ambient tenebroso como idm fofinho, como noise extremo ou indie pop de domingo à tarde. Maioritariamente coisas electrónicas, mas não foi por imposição minha, simplesmente recebo poucas demos de projectos de bandas de sala de ensaio, devem gostar de ser pouco ouvidos por mim e pelo público que segue a Enough… não sei, nem perco muito sono a pensar nisso, promovo quem quer ser promovido, quem não quer: boa sorte para o projecto.

BD: Além de activista da demoscene e de mentor da Enough Records és também produtor, editando sob o peseudónimo de ps. Porquê ps? E já agora define o ps enquanto músico e produtor.

ps: ps é simplesmente a minha alcunha online, é um nome abstracto para representar o Filipe Cruz, interessado em várias coisas, maioria delas relacionadas com arte digital ou inteligência artificial. Enquanto músico e produtor tento transpor as emoções que vou encontrando o mais exacto possível ao que me vai na alma e na cabeça, para mim a produção musical é um processo catártico, serve para libertar ou celebrar certas coisas, não costuma ser nada pré-planeado ou especifico, gosto de improvisar e quando encontro algo que funciona e seja minimamente interessante procura capturar correctamente para poder ouvir novamente depois sobre outra perspectiva. tento mantê-lo puramente um hobby exploratório.

BD: Além da Enough Records quais as tuas netlabels favoritas? Nacionais e Internacionais e porquê?

ps: Nacionais só conheço bem as mais antigas, gosto especialmente da MiMi por não ter medo de noise e drone, sou bastante dessa onda. A Test Tube também faz um bom trabalho de gerência e imagem, e a Merzbau pelo seu espírito indie rock que falta bastante na cena internacional. Quanto a internacionais activas tenho devoção pela Entity (electronica experimental não pretenciosa) e pela Conv (ambientais e field recordings) desde há muito tempo, a Darkwinter também é muito boa para quem gosta de drone e dark ambient, a 8bitpeoples para overdose de chiptunes e 8bit, e mais recentemente andei a descobrir a Zymogen rogando-lhes muitas pragas pela enorme qualidade das suas edições. Paixões antigas nutro ainda pela mono211 e pela falecida Milk - quem não conhece decididamente que descubra o catálogo.

ps vs sektor304 - ps vs sektor304 [enrmp154]



BD: Atendendo à tua condição de veterano do netaudio como analisas o facto de a Thinner (tida para muitos como o exemplo da netlabel de sucesso, tendo em conta a sua longevidade e reconhecimento) ter passado a vender as suas edições e, simultaneamente, ter acabado com a sublabel Autoplate?

ps: Acho muito fraco da parte deles. De certa maneira até é um insulto aos artistas que com eles colaboraram no passado e aos ouvintes que tão fielmente os referenciavam, mas sinceramente não me surpreende muito. já conhecia o senhor que gere a Thinner desde o tempo em que lhes oferecia slots regulares na enough radio e já nessa altura demonstrava ter demasiado interesse egocêntrico e capitalista considerando a posição que tinha.

BD: Algumas das futuras edições pagas da Thinner incluem nomes que desde sempre estiveram ligados As netlabels como os Motionfield ou GastonArévalo. Achas que aquilo que o Sebastian Redenz (responsável pela Thinner) designa de ‘netlabel total’ é o futuro do netaudio ou a negação do conceito de netlabel? Porquê?

ps: Para mim é a negação. o conceito netlabel para mim passa por subverter a industria musical não ser subvertido por ela. o importante é fazer a musica nova chegar aos ouvintes, não tentar rentabilizar esse processo. a própria tentativa de rentabilização já corrompe o processo de selecção. para mim uma netlabel não aponta ser famosa, aponta distribuir boa música. o reconhecimento tem de ser algo resultante do trabalho efectuado a longo termo e não uma meta visada em cada edição planeada.

BD: Para acabar: fora do netaudio, dás atenção ao que vai sendo editado no
circuito comercial? Se sim diz-nos o que costumas ouvir.

ps: Algumas coisas, recomendações daqui e dali, mas não sei se a maioria delas poderá ser considerado comercial. costumam ser de editoras que visam distribuir musica diferente, não pop ou comercial. Tenho bastantes CD’s da Kranky e da Type por exemplo. Tenho também o catálogo quase completo da Miasmah e da Thisco (mas os donos destas duas são meus amigos, suponho que não conta tanto), não tenho mais CD´s da Antzen/Hands ou da 12k por exemplo porque são caros demais senão tinha e ouvia muito mais certamente, o que conheço deles tem boa qualidade. Tenho algumas coisas da Planet Mu, e bastantes coisas da Warp antiga (antes de virarem ‘comercialóides’, portanto acho que também nao conta muito :D)

Suponho que não ligo muito ao circuito verdadeiramente comercial, mas vou apanhando umas recomendações de vez em quando para cuscar e se for mesmo bom acabo por encomendar quando apanho uma loja online em saldos, mas a maior parte das novidades que ouço costuma soar baço e a mais do mesmo apesar de bem produzido, o que para mim é completamente desinteressante.

segunda-feira, 16 de março de 2009

[EdP004] Les Hall - Boolean Sequencing

"Boolean Sequencing" é um (mini) álbum de temas inteiramente criados com ChucK (linguagem de programação livre).
Les Hall, artista norte-americano, desenvolveu a técnica de sequenciação booleana, que é tão somente um embelezamento do velho método de usar lógica digital para decidir quando e que notas tocam no decurso do tempo.

Boolean Sequencing is an album of songs entirely created using the ChucK freeware music programming language.
The artist, Les Hall, developed the boolean sequencing technique which is really just an embellishment of the age-old method of using digital logic to decide when and what notes to play over time.

Download (.zip)

[VPF - Video Play Free #23] Bangguru "Target Love (Mushroom Remix by Authist & Dub One!)"



Artist: Bangguru
Title: Target Love (Mushroom Remix by Authist & Dub One!)
Netlabel: iD.EOLOGY
Release: [iD.039] iD.Allstars "re-iD.d"

domingo, 15 de março de 2009

n0theen

n0theen - 24/7 opensource / netaudio stream

"n0theen is an non-profit / commercial free internet radio station (24/7 audio stream) which webcasts Copyleft, Public Domain and Creative Commons music only. n0theen is dedicated in bringing you all kind of music from new, independent and unsigned artists. Our server based in Budapest / Hungary / Central Europe."

sábado, 14 de março de 2009

Dia do Pi



Este projecto é dedicado ao número transcendental Pi.
Alguns membros da lista .microsound compuseram peças em que o número/conceito foi usado de alguma forma directa.
As peças tiveram de ter exactamente 3:14 min, e usar Pi como fórmula para o seu título.
Os resultados foram lançados a 03.14.2009 (no dia do Pi) e podem ser ouvidos aqui.
Não deixem de visitar o sítio .microsound.

This project is dedicated to the transcendental number pi.
The .microsound list members composed pieces that used the number/concept in some direct way.
Pieces needed to be exactly 3:14 min, and use pi as a formula for their title.
These are the results, released 03.14.2009 (Pi Day).
Visit .microsound.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Azevedo Silva - Ao vivo na Sociedade

A netlabel Lástima, acaba de disponibilizar para download a sua mais recente edição "Ao vivo na Sociedade", um concerto de Azevedo Silva gravado na Sociedade Harmonia Eborense a 13 de Dezembro de 2008. Aqui ficam as palavras do músico relativamente a este disco:
I)Até Dezembro tivemos a honra e felicidade de tocar em alguns pontos do Mundo. Foi um ano cheio de viagens, pessoas novas, concertos e contactos que poderão ser proveitosos no futuro. O Inverno brindou-nos com temperaturas rigorosas e esta "ajuda" meteorológica foi importante para que recolhêssemos à nossa toca. Assim pudemos reflectir sobre a experiência passada e ler mais sobre os assuntos que nos incomodarão ao longo da nossa vida. Infelizmente, uma conclusão recorrente das conversas que tivemos foi a de que será cada vez mais difícil, no nosso tempo de vida, assistir às mudanças que ambicionamos para hoje. No entanto, continuamos a acreditar que pequenos passos são determinantes para essa mudança. Este é um dos pequenos passos.

Decidimos lançar este disco agora por três motivos:

I) Queremos oferece-lo aos fãs que nos têm acompanhado. Já mereciam uma gravação decente das músicas ao vivo. Força. Estejam à vontade para passar a palavra aos amigos e para espalharem o disco. Com alguma sorte, alguns dos vossos temas preferidos podem ser ouvidos neste concerto. Poderão perceber que não houve edição dos erros. Se somos fado indie, não podemos preocupar-nos com muitas regras.

II) O disco "Autista" atingiu os 10,000 downloads através do site da Lástima. Isso é, pelo menos para nós, um motivo mais que suficiente para vos darmos algo em troca. Obrigado por isso.

III) Durante a promoção do disco, para além dos muitos concertos que tivemos, ficámos surpreendidos com os relatos do que se estava a passar na Sociedade Harmonia Eborense (SHE). O que pretendemos agora é deixar um alerta para que se saiba que esta, uma das casas mais interessantes do país, esteve a um passo de encerrar. Isso significaria menos cultura, menos alternativas, menos pensamento, menos debate.

Em cinco anos a SHE apresentou à população eborense cerca de 220 concertos, fez imensas exposições e formação com miúdos e graúdos, fez um sem número de coisas em prol da cultura e desenvolvimento educacional das futuras gerações. Mais do que as aparentes “festas jovens”, poderá ter modificado opiniões e mentalidades. Pelo menos deu espaço aos putos de Évora, para que eles pudessem absorver um pouco mais do que lhes é oferecido por televisões e rádios. Fez aquele trabalho que custa fazer: o de agitação das massas cinzentas. Provavelmente o que poucas autarquias e serviços camarários conseguem fazer com tanta precisão e conhecimento real do mundo actual. Creio que poderei dizer que os membros da direcção não o terão feito por proveito pessoal mas antes pela promoção dos artistas nacionais que precisam de espaços como estes para continuarem a sonhar.

O que para mim é lamentável é que ninguém se manifestou ou organizou para ajudar a SHE. Ninguém reagiu. Onde estavam os músicos que por lá passaram? Onde estavam as gentes de Évora na altura de agradecer a este espaço?

O ano de 2009 começou, para nós, com o site Epilespia Social (www.epilepsiasocial.net). Não queremos moldar-vos o pensamento nem queremos educar ninguém. O que propomos é, simplesmente, que cada um de vocês crie a sua própria opinião. Nós não sabemos "a verdade" mas se cada um de nós, de uma maneira independente, for chegando a conclusões, seremos todos mais livres.

Aos poucos, vamos voltar aos concertos, por um curto período de tempo. Vamos voltar ao Norte do país e também a Lisboa. Poderão seguir as datas no nosso myspace. Brevemente também devemos ter um site para facilitar a comunicação com as pessoas que se querem dirigir a nós.

Voltar a tocar vai ser estranho mas bom. Vamos rever algumas das pessoas das quais gostamos. Uma das mais talentosas que encontrámos é de Viseu: Luís Belo (www.luisbelo.com), autor do desenho que agora serve para ilustrar o disco. Servimo-nos assim deste lançamento para, também, agradecer-lhe a disponibilidade e encorajá-lo a continuar a desenhar. A ele e a todos os putos de Viseu, Fundão, Braga, Lisboa, Porto, Vila Real, Aldeia das Amoreiras, Faro, Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e todos os outros locais por onde passámos."


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NTNS radioshow 14th March

Just to remind you that NTNS Radio will showcase this upcoming Saturday 14th at 8 am Portuguese time, some artists connected to BPF, namely OCP and Subterminal.

More info can be found here. If you miss the livestream but still want to listen to the weekly showcases, get the podcasts

Some detailed info below:

Focussing on independant global experimentalism, NTNS radio has slightly shifted after its first anniversary. In the huge forrest of netlabels and artists that share their sounds for free NTNS tries to showcase these artists and netlabels into a weekly 3 hour mixture of experimental electronica, improv, free jazz, noise, dark ambient, turntabalism, circuitbending, plunderphonics and more. 

This weeks featured albums:

Anton Mobin - Paris plage
C.
Reider - Electret Quintet 2
Madame Cell - OFF Opera Forte Fonetica
Nina Baku - Pure
OCP - Just
Planet Zoo - Life, this strange discharge
Subterminal - Alumina
Theta - April works
Torben Nop - 1c

NTNS Blog

VVAA - Before We Melt [mp3070]

Artist: Various Artists
Title: Before We Melt
Release Number: mp3.070
Duration: 45 minutes 45 seconds

01. Bitcrush - Glacial (3:35)
02. Electricwest - Crystalline (5:20)
03. Lackluster - Kontulalibrarytrak (6:29)
04. Phortran - First Snow (4:43)
05. Nik Jade - Until December (4:21)
06. Edison - Isis and Eve (3:36)
07. Qu.one - The Best July (4:16)
08. Phylum Sinter - Windshelter Skelter (3:54)
09. Headphone Science - Snefnug (5:02)
10. Set In Sand - Snowflakes Climbing A Mountain (4:11)

Get entire relese in a .zip here >> MP3 or FLAC

01. written & produced by Mike Cadoo (www.bitcrush.net)
02. written & produced by Patrick Benolkin (myspace.com/electricwest)
03. written & produced by Esa Juhani Ruoho (www.lackluster.org)
04. written & produced by Tom Dinchak (myspace.com/phortran)
05. written & produced by Nikolas Jade (nikjade.postunder.net)
06. written & produced by Nic Dematteo (myspace.com/bearless)
07. written & produced by Stephen Kwartler (www.qu-one.com)
08. written & produced by Christopher Todd (myspace.com/phylumsinter)
09. written & produced by Dustin Craig (headphonescience.ivdt.net)
10. written & produced by Lendin Hopes (www.abandonbuilding.com/SIS/sis.php)

mastered by Twerk at Audibleoddities (www.audibleoddities.com)

photography by Christopher Todd
design & layout by Kathy & Her She-Wolves

quarta-feira, 11 de março de 2009

Solar Fiels - Cocoon Moon


Se soubermos que Magnus Birgersson (ou Solar Fields) compoe bandas sonoras para jogos e documentários ficamos com a sensação que algumas dúvidas de dissipam e o puzzle se vai resolvendo. Movendo-se entre o visto e revisto chillout psicadélico que alimenta toneladas de compilações, Solar Fields, esta edição da Kahvi é composta por 4 temas de diferentes discos de Magnus Birgersson, todos eles lançados pela Ultimae Records. De facto, este “Cocoon Moon” foi uma “prendinha” de natal e ano novo da Ultimae à Kahvi aquando da edição de “Movements” (edição física) vendo, portanto, a luz do dia ao mesmo tempo.

“Cocoon Moon” toca na música electrónica ambiental, no trance e vai ao chillout, sempre mais com um olho no cérebro que nos pés impondo-se uma paisagem (praia, campo, floresta...) para completar esta banda sonora de pouco menos de meia-hora. Mais emocional que épica, “Feelings (Album Mix) (Radio Edit)” acenta o arraial no IDM e “Infection 268-7” mostra o outro lado da moeda (ou da arte), dançável e concentrado.

Coexistindo entre o netaudio (em menor proporção) e as edições comerciais, Solar Fields pode ser visto/ouvido em Portugal no próximo mês de Agosto (dia 7) no Freedom Festival (http://palcoprincipal.sapo.pt/eventos/festival/freedom_festival).

Tracklist
Infection 268-7 (9:05)
Cocoon Moon (Glastonbury Festival Edit) (10:37)
Inherit Velocity (2:40)
Feelings (Album Mix) (Radio Edit) (5:32)

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"Stall" Luís Antero + Marcus Kuerten

Stall é a primeira colaboração entre Luís Antero e Marcus Kuerten pouco depois da edição de "Sound Narratives, Vol.5", pela Portuguesa Enough Records, que espelha certas identidades sonoras citadinas com gravações ocorridas na baixa de Coimbra e em dois diferentes pontos de Oliveira do Hospital; Luís Antero transporta-nos novamente ao ambiente rural, com gravações de animais, nesta colaboração com Marcus Kuerten que gravou os bovinos na Alemanha, as ovelhas foram gravadas por Antero em Portugal. A edição é da Chinesa Bypass Netlabel e apresenta uma remistura pelo produtor e curador da Bypass, Zhang JW.
Para ouvir com atenção.

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terça-feira, 10 de março de 2009

Notícias de Electro Rucini: PrEgUizZa

Xarope, Out Level e Alrucini anunciam colaboração:
melodica, guitarra, percussão, spoken words... brevemente.

Mas entretanto, a última colaboração entre Xarope e Out Level:

- Site no Archive: PrEgUizZa
- Site no MySpace: www.myspace.com/preguiaatomica

É já um ritual ou uma rota para a transgressão, num assalto ao existencialismo contemporâneo.

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Ray Garrido - Tropicotrip

Ray Garrido é um artista multimedia mexicano que que apresenta aqui a sua segunda aventura no mundo da produção musical. 8 magníficos temas instrumentais onde os registos electrónicos ambientais e atmosféricos se cruzam com guitarras surf. Segundo a breve nota que acompanha a edição "Tropicotrip", esta 'é uma viagem pelas vagas do oceano, noites de lua cheia tropicais, e paisagens sonoras inspiradas nas praias mexicanas, obtendo-se cadência e ritmos lentos onde se podem ouvir em simultâneo ligeiras influências da música latina, sintetizadores analógicos e sons electrónicos'.

É uma edição da netlabel mexicana Breathe.

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domingo, 8 de março de 2009

enoughrecords newsletter 7 march 2009

Some new releases are available for download:

Small ep of field recordings by Portuguese Luís Antero which previously released on other netlabels such as the Chinese Bypass and the Portuguese Electro Rucini, with photograph artwork by João Nora.

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Proyecto de Prueba is an ambient project, with some elements taken from drone and concrete music. Goat and Raven had their own thoughts about antimatter while praising the dronelords in the city of Córdoba, Argentina, when in some obscure night of the year 2008 AD, they decided to release their first demo. It was untitled, but the fanbase call it "7", because of a strange stain on the upper right corner of the cover art. A split with Void>Null was released on February, 2009. In this album, we can feel how they have moved to a more traditional ambient sound, but keeping some sources from concrete music.
Void>Null was a drone doom tribute band. Their main and only influences were Sunn O))) and Stephen O'Malley. On 2007, they released a 3-tracks album, Alžbeta Bátoriová-Nádasdy. Later, in 2008, the vocalist of the band, Lambda Nulli, passed away, so Corvus Mellori, the other member, decided that Void>Null shouldn't exist any more as an active music entity. Anyways, he had a couple of unreleased tracks, so here we have some of them: another version of Bathory Erzsebet and Striborgian, a totally unheard song.

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alterior is an experimental idm project with some influences by videogame music and breakcore from New Jersey in the United States. Here with a special version for enoughrecords of his no reason to be ashamed album available at cdbaby.

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sábado, 7 de março de 2009

Videogame Orchestra - Riot [II26]

8 tracks of glitchy horror breakcore - made with a set of gameboys, an atari2600, as well as some additional processing through a modern computer. Also featuring two collaborations with fellow noise-groovers Bunbleman.

PLAYLIST:
01 ais bunblemos (vs bunbleman)
02 watch you die
03 give death a bit
04 nooze on creepy me
05 yourneet (vs bunbleman)
06 mk ultra
07 h8 heaven
08 the riot

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Subterminal - Alumina [xs51]

Desta vez apresento o meu primeiro álbum ALUMINA, publicado pela xs-records.

Sempre tive uma admiração especial por música que combina a palavra falada com paisagens sonoras. Nesse sentido é sem surpresa que considero algumas coisa da Laurie Anderson, Golden Palominos, John Cale & Lou Reed, Winter Family, Patti Smith como lugares onde me sinto muito bem. Numa primeira análise este trabalho é uma HOMENAGEM a esses artistas não gratuitos.

Por outro lado, ALUMINA carrega em si contextos, poéticos, ciêntíficos, musicais que o tornam uma composição única, obcecada em traçar um paralelo entre o ciclo de vida de um metal (e os seus processos) extracção, transformação, uso e descarte no lixo, como metáfora para a nossa própria vivência, nascimento, crescimento e morte. Quanto à sonoridade essa acompanha as mudanças, empurra os sentidos e desliza sobre as emoções.

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Mais detalhes no meu blog pessoal SBTRMNL.

quarta-feira, 4 de março de 2009

28 seconds later

No ano 2009, durante os 28 dias de Fevereiro, a godxiliary recolheu 28 segundos de som de toda uma variedade de indivíduos ligados à música por toda a internet.
"28 seconds later" conta com a participação de 67 músicos durante 47 minutos ou 2830 segundos...
Para sacar é aqui.

In the year 2009 throughout the 28 days of February godxiliary collected 28 seconds of sound from all variety of sound individuals the world over wide internets.
28 seconds later, 67 musicians for 47 minutes, or 2830 seconds...
To download go here.