segunda-feira, 28 de abril de 2008

BPFcast #02

Está desde este momento disponivel a segunda fornada de recomendações cozidas em mp3 pronto a consumir. Originalmente cozinhada por mim próprio para o webcast semanal da connexion bizarre como uma amostra generalista do que se faz no mundo da música estritamente "má", o fio condutor salteia bastante nos estilos mas nada que uma mente aberta à variedade não consiga digerir.

PLAYLIST:
Hakoneko - Plankton (7:48)
[Umi no drone - MiMi]
Comfort Fit - True Form (3:12)
[Forget and Remember - Tokyo Dawn Records]
Gilo - Unity (3:25)
[Studio 6 - Enough Records]
tori amos - slinkyredthing (gun purist rmx) (4:28)
[no'mo no'mo no'mo no'mo - Monotonik]
esem - microessen (4:12)
[scateren - Kahvi]
Letna - Tisza meets Dunav (3:12)
[Tisza meets Dunav - Zymogen]
Shelter - The swamp (2:24)
[Sleepyhead falls off the edge of the world - Test Tube]
Fun Tourist - Who Needs Alice Anyway? (8:44)
[Who Needs Alice Anyway? - Milk]
c6 - dusty link (6:44)
[first - Minusn]
frank bretschneider - pneumatic/airless (5:05)
[fabelbuch - Nexsound]
Idle Sunder vs Dotkràz - Shedding Memory (3:30)
[Rust - Entity]
Velvet Narcosis - DIKTAT (4:10)
[Neu[t]ral - Enough Records]

Download (.mp3)

sábado, 26 de abril de 2008

Beats Play Free - Part III

Sáb 10 Maio | 15h00-19h00 e 22h30-04h00
QUEBRA | Rua de Quebra Costas - Coimbra

Música livre! Música grátis!

Beats Play Free - Part III
"Netlabels: editoras de música cujas edições são gratuitamente distribuídas através da internet em formatos digitais de audio. A maioria das netlabels funciona ao abrigo das licenças Creative Commons."

É legal, é livre, é grátis - e é descarregada da internet toda a música que se vai poder ouvir no próximo sábado 10 de Maio no Quebra, em Coimbra.

Esta edição vai decorrer em simultâneo com o Mercado de Quebra-Costas e começa durante a tarde de sábado a partir das 15h e irá até às 19h. Depois das baterias carregadas o BPF volta às 22h30 no Bar Quebra-Costas para mais música gratuira. Ao longo desta noite será possível ouvir as mais estimulantes novidades em distintas áreas musicais das mais importantes e inovadoras netlabels actualmente em actividade.

A selecção musical estará a cargo de Ogata T3tsuo - representante da netlabel portuguesa MiMi Records - e de um entusiasta do netaudio: Braindance.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mescla Sonora Sampler # 1

O site português Mescla Sonora também decidiu aderir ao fenómeno da música livre e editou passado mês de Maio (2008) uma compilação de artistas nacionais intitulada Mescla Sonora Sampler #1.

A compilação procura dar a conhecer os novos nomes da música feita em terras lusas. Eclética é a palavra melhor que define esta registo em formato digital. São nove temas que abrangem diversas áreas da musicais, da electrónica ao hip-hop, do rock vanguardista à indie-pop. Talvez o nome mais sonante desta lista de artistas seja o de The Boy With A Broken Leg que editou pela netlabel japonesa BumpFoot e edição essa que já foi destacada aqui no BPF. Esperamos que mais colectâneas apareçam pois estaremos aqui para as divulgar.

Fica a playlist da compilação:

01. Devhour: Arritmia
02. AbztraQt Sir Q: Sorry O
03. Fadigaz: Peter & Paul
04. Sickonce: Mind Sample
05. Hangin Freud: Monday
06. Hell Hound: Son House´s Backyard
07. Eva-Borg: While She Sleeps
08. Katabatic: 03:17:00
09. The Boy With A Broken Leg: Special Place

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

[Netlabel] Petite&Jolie

Petite&Jolie é uma netlabel dedicada a música electrónica amorosa tenra e suave: pó de talco num quarto cor de rosa, estrelas do mar a cintilar no por do sol, balões vermelhos a tentar fugir pelo céu azul do parque, cheiro de croissants de chila em noites de verão. fácil de se ouvir e simples de se amar sem no entanto deixar de ser intricada (esta palavra existe em português?!) e desafiante.

Por enquanto conta somente com três edições, e puxando pelo espirito luso devo revelar que a primeira é uma compilação com presença de um projecto português. A terceira e mais recente é do próprio dono da editora, um jovem Francês de seu nome artistico kaneel, que recentemente editou um album fisico pela editora canadiana Apegnine Recordings.

Fica a informação oficial:
F i n a l l y, after nearly two months of silence, we are back with a new release and as usual, it's with a certain excitement.
Not only because it's been said months ago kaneel would come up with a release for petite&jolie, nor because this release is mixing two years old tracks from his grenier with fresh new materials but for the reason an album of kaneel has been released by Apegenine Recordings and at petite&jolie, we love it when our boys (and girls :p) are just collaborating with various people, on various projects, for the sake of making this world a cuter place!

So here we are, presenting to you this release of Guillaume Richard, dealing with nostalgy driven melodies and playfull clickbeats, soften by naivety and harden by the usual angst which define quite well Guillaume's usual style.
Going from blues to ambient, new folk to glitchtronica, mixing all of this with a twist and a tint of pop, kaneel tries his best to prove music is only a matter of sounds and not of genres, even a matter of emotions and damn, it's all about a final result than a particular recipe to apply.

Once playing with knobs, then playing live his melodica, he's been cooking this romantic and nostalgic release for your only pleisure, bringing new definitions to the sound of petite&jolie and we can't do anything else than simply enjoy this.
Download: (.zip)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Música absoluta da floresta


O lançamento (ou lançamentos, na realidade) a que este texto reporta, é já de Agosto de 2007, mas recebi hoje do Thelmo uma cópia dum artigo saído no início deste mês lá no Brasil e achei que valia a pena todos lermos. Quem sabe depois não terão curiosidade de ir ouvir a obra deste Pernambucano sui generis. O texto vai mesmo em português do Brasil... façam de conta que o acordo ortográfico já entrou em vigor...

«Terça-feira, 1 de Abril de 2008



Música absoluta da Floresta

"Pernambucano Thelmo Cristovam gravou sons da Amazônia que ouvidos humanos não conseguem captar sem o auxílio de equipamentos"

Júlio Cavani, Da equipe do Diário

Pássaros, mamíferos, insetos, plantas, árvores e vento é tudo o que se ouve nos discos da série Field recordings, gravados pelo pernambucano Thelmo Cristovam no meio da Floresta Amazônica, em volta do lago Mamori, localizado a quilômetros de distância de qualquer sinal de civilização. Quatro dos seis álbuns do projeto já foram lançados na internet e os próximos dois estão em finalização. Na página do selo musical Test Tube, de Portugal, ele foi escutado por mais de mil pessoas em menos de um mês. O artista tem certeza que faz música, apesar de poder ser questionado quanto a isso, mas também não está muito preocupado com esse tipo de classificação ou julgamento. "Sou músico, mas nunca conseguiria fazer uma canção", exemplifica.

O trabalho de Thelmo Cristovam raramente é divulgado na mídia no Brasil, a não ser em publicações alternativas especializadas. Seus discos, contudo, já foram lançados por selos de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Grécia, Portugal, Suécia, Argentina, Holanda e Austrália. No Recife, ele já foi DJ de jazz nas quintas-feiras do bar Garagem (há mais de quatro anos), colaborou com os artistas dos grupos Moluscos Lama, Re:Combo e Telephone Colorido, entre outros, e participa de bandas como Hrönir e Nuclear Extreme.

Em Field recordings, Thelmo deixava os microfones sozinhos no meio da floresta e depois tentava se distanciar o máximo possível, pois a presença do homem pode ser sentida por determinados animais (e pelos gravadores) a uma distância de mais de um quilômetro. Com o projeto, portanto, ele capta aquilo que nenhum ser humano é capaz de escutar ao vivo.
As gravações ocorreram quando Thelmo foi selecionado como bolsista de uma oficina com o músico basco Francisco López, que trabalha com música concreta absoluta. Os alunos passaram dez dias na floresta, em uma casa de madeira que funciona como laboratório de arte do grupo europeu Malab. Ao todo, ele registrou mais de dez horas de sons da natureza. Para cada disco, seleciona trechos contínuos dessas sessões.
Se alguém ouvir Field recordings com um fone de ouvido, portanto, pode fechar os olhos e dormir com a impressão de estar em plena selva. Em alto volume, a complexidade desses conjuntos de sons é amplificada, com momentos de harmonia absoluta ou de ruído caótico estridente. A quantidade de aves que tiveram seu canto registrado simultaneamente, por exemplo, é praticamente incalculável. Nenhum trecho se repete. Cada novo minuto é diferente do anterior. O resultado se modifica completamente de acordo com o horário e o local onde foram feitas as gravações.

"Qualquer imbecil faz isso", comentou um internauta na página do Test Tube após ouvir o trabalho de Thelmo. Em um projeto como esse, no entanto, o papel do artista não é tocar um instrumento ou escrever uma composição. O gesto criativo está em tomar decisões sobre onde e como gravar e editar o material depois de ouvir tudo com calma para selecionar o que entra no disco. Ao ser transportado para o contexto da arte, esse conteúdo sonoro (nunca uma tentativa de reprodução da realidade natural) é absorvido pelos ouvidos com novos significados, surgidos a partir das interpretações espontâneas de quem ouve.

Nada é o que parece ser

"Não trabalho com notas musicais", explica Thelmo Cristovam. Seu trabalho não é pautado pelas convenções do que costuma ser entendido como música. Os conceitos a que todos estão acostumados, afinal, nasceram de contextos sócio-culturais e hegemonias artísticas. Se a história recente da humanidade fosse menos influenciada por padrões hierárquicos europeus, noções de "erudição" ou "melodia", por exemplo, seria completamente diferente.
Thelmo tem um disco chamado Trombone. A maneira como ele extrai sons desse instrumento de sopro, no entanto, não tem nada a ver com a forma como ele foi feito para ser tocado. Em outros álbuns e apresentações ao vivo, o artista faz o mesmo com um saxofone e com um trompete, pois está mais interessado em testar as possibilidades da interação entre os microfones e a estrutura física desses metais. A sonoridade resultante é irreconhecível.

Sua formação universitária não é em música, mas em física e matemática. No disco Mercado de São José, ele simplesmente gravou o som ambiente do lugar-título enquanto caminhava ao seu redor. Atualmente, Thelmo tem se dedicado a uma peça contínua com mais de seis horas de duração, que não pode ser interrompida ou dividida em discos separados, então precisaria ser executada em algum tipo de audioinstalação. Também estão entre suas atividades a criação de novos tipos de ruídos e o estudo das formas de reverberação e propagação das ondas no espaço.

Ele inventa boa parte de seus processos de criação, mas também se baseia em métodos praticados em diversos países, desenvolvidos em escolas e movimentos estéticos legitimados, como o concretismo, o free jazz e a eletroacústica. Os mais de 50 discos que Thelmo gravou ou em que participou como convidado, inclusive os Field recordings, podem ser baixados em seu blog pessoal (www.vgerme.blogspot.com).»

DP, Viver, 01/04/08.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Recortes de Imprensa: Netlabels no JN (2005)

Andava eu nas minhas pesquisas pela net quando tropecei num artigo do Jornal de Notícias, datada de Dezembro de 2005 onde era abordado o tema netlabels e da qual fazem parte testemunhos de dois dos membros do BPF: O Pedro Leitão (The Caped Crusader) e o Tiago Sousa. Sendo assim decidi transcreve-la até porque continua pertinente e actual:

"Circuito alternativo merece atenção de editoras multinacionais
Distribuidoras gratuitas de música 'on-line' apostam em projectos ousados

Cláudia Luís

"Em Portugal, o fenómeno das 'netlabels' tem ainda pouca expressão. No entanto, 2005 foi um excelente ano para a sua divulgação, sobretudo graças à explosão de serviços como o iTunes". A constatação de Pedro Leitão, responsável pela Test Tube, uma das editoras on-line portuguesas, não é independente da previsão mais provável "Isto vai crescer exponencialmente".

Para já, o universo 'netlabel' "continua a ser familiar entre as pessoas ligadas ao meio musical, sendo ainda desconhecido do grande público", acrescenta Tiago Sousa, da Merzbau.

Esclareça-se 'netlabels', 'on-line labels' ou 'web labels' são distribuidoras de música em formato digital, maioritariamente em mp3, na Internet. A maioria disponibiliza os conteúdos gratuitamente - não há objectos físicos - e aposta em criações alternativas ao circuito discográfico tradicional voltado para o 'mainstream'.

Pode dizer-se que os serviços 'on-line' dedicados à música existem praticamente desde o aparecimento dos computadores pessoais. Contudo, o fenómeno das 'web labels' instalou-se a partir do momento em que o consumo de música em formato mp3 se popularizou, no final da década de 90. Entre os pioneiros, a nível mundial, constam a Kosmic Free Music Foundation, cuja actividade se prolongou entre 1991 e 1999, a Five Musicians, entre 1995 e 2000, e, a funcionar desde 1997, a Tokyo Dawn Records. Em Portugal, coube à Enough Records desbravar caminho.

Multinacionais aderem

"As 'netlabels' são fruto da revolução informática e apresentam-se como mercado alternativo ao da comercialização de mp3, uma vez que fazemos uma distribuição gratuita", afirma Tiago Sousa. "As próprias editoras multinacionais quiseram apostar neste mercado e algumas delas pretendem criar 'sublabels' para o lançamento de EPs e singles promocionais", acrescenta Pedro Leitão.

Recorde-se que o fenómeno advém da alteração da forma de consumo de música "O mercado de 'downloads' legais disparou no primeiro semestre de 2005, sobretudo na Europa", assegurou a International Federation of Phonographic Industry.

No caso da Test Tube, Pedro Leitão traça um balanço muito positivo "Uma média de 3 mil visitantes por dia, sendo a sua maioria estrangeiros".

Os leitores áudio digital vieram para ficar e o próprio director-geral da Associação Fonográfica Portuguesa, Eduardo Simões, declarou recente- mente ao JN que se assiste ao "maior desafio e à maior oportunidade de sempre para a indústria fonográfica, no sentido da transformação de uma indústria de suportes numa indústria de direitos".

Direitos protegidos. As 'netlabels' salvaguardam a propriedade intelectual dos artistas através do serviço 'creativecommons license', fundado em 2001na Internet.

Fenómeno 'underground'

O mercado aponta no sentido do crescimento das 'netlabels', assim como a experiência e as melhores expectativas de alguns dos seus responsáveis, nomeadamente, devido ao facto de serem lojas virtuais gratuitas. Mas Pedro Leitão sublinha que a verdadeira natureza deste projecto não é o da "grande exposição mediática isso seria estranho. Tem tudo para crescer, mas os próprios músicos e intervenientes envolvidos gostariam que se mantivesse enquanto fenómeno 'underground'".

O responsável lembra que "as 'netlabels' nasceram como contracultura, como forma forma de disponibilizar cultura gratuitamente e para todos, contra o mercado 'mainstream'".

Entretanto, vão sucedendo casos de músicos que começam por divulgar o seu trabalho em 'weblabels' e acabam por ser convidados por editoras independentes para editar em suporte físico. Pedro Leitão não tem dúvida quanto ao potencial "efeito trampolim" destas editoras.

Desobrigação financeira

Mercado cresce em Portugal

A maioria destas montras identifica os princípios subjacentes à sua actividade nos 'sites' (ver caixa). No caso da Test Tube, privilegiam-se "novas linguagens, projectos não convencionais e originais com qualidade estilísca e empenho na sua realização", diz Pedro Leitão.

O 'site' da Merbau vai mais longe e apresenta o seu manifesto "Num país como Portugal, em que é muito difícil obter lucro através da venda de discos, a desobrigação financeira que uma 'netlabel' oferece pode ser um bom meio". Este "desprendimento financeiro permite assim fazer apostas mais ousadas", realça Tiago Sousa, consciente, no entanto, da principal desvantagens do serviço. "Além de dependermos da boa vontade das pessoas, o mp3 é um formato mais prático, mas comprime demasiado as músicas, negligenciando a sua qualidade original. Nunca pagaria por um!"

enoughrecords newsletter 21 april 2008

Some new releases are available for download:enrmp163 - BpOlar - The Orange Basement
ambient album by the hands of Belgium project BpOlar.
Download (.zip)

enrmp164 - adamned.age - cendre
Experimental Ambient IDM EP by the hands of Berlin resident Hanne Adam under her solo project adamned.age.
Download (.zip)

enrmp165 - Pupil - A Tangent of Truth
Industrial album by American project Pupil, originally self-released in 2003 in a limited edition.
Download (.zip)

[tube120] Gordon Tebo - Patina Turner

Olá de novo. Não tenho aproveitado para vir aqui promover os lançamentos da test tube mais por falta de tempo do que outra coisa, e prometo que vou tentar corrigir esse facto.
Fica aqui uma chamada de atenção para o novo trabalho do Norte-americano Gordon Tebo, rapaz da boa terra que é Chicago. Gordon já lançou um trabalho na test tube anteriormente, o esquizóide 'Adaptive Immune', onde se lançava de cabeça em experimentalismos electrónicos agrestes e rugosos. Era um trabalho conceptual sobre o sistema imunológico humano.

Desta vez Gordon muda de coordenadas, embora se mantenha nos trabalhos conceptuais, e volta a oferecer-nos um EP de quatro temas mas desta feita explorando os territórios do techno e da IDM, ou melhor dizendo, do 'pós-techno' (inventei agora). 'Patina Turner' - também um trocadilho com a avó Tina (reparem na capa com atenção) - é música para dançar dentro da cabeça mas também para o corpo. Gordon atira-nos umas malhas de grande categoria, em especial a primeira e terceira faixas, repletas de teclados marados, loops hipnóticos e névoas ambientais.
Gostei muito deste EP e espero que vocês também gostem.Download ou streaming aqui: http://www.monocromatica.com/netlabel/releases/tube120.htm

EXurban release on xs records

About EXurban (by José Luis aka Gift of Vision):

"this both artist bring more than an empty space composition cliche, actually they discover a forgotten world, a world that is there but nobody notices it anymore... or anybody wants to notice. and it is because watching the slideshow, it inmediately takes you to a walk tru the corridors, the rooms and halls. And the questions come to surface in a second? what happened here? what kind of people was attended in this room? it was a injuried soldier? a happy pregnant mother giving birth?
an old man waiting for the last breath of his life?

While the walk continues on every picture, a feeling of sadness, solitude, forgotten, depressive and nostalgic when the sun tries in vain to warm these rooms, and a mistery around it is overpassing the eyes, mind and hearth of the expectator, but... stop walking is not a choice. at the same time thousands of questions will remain with no answer: why this place is not used anymore? why they dont just tear it down and build a new thing? does anybody cares about this place? all that dust, rusty, broken windows and wide empty spaces just remain quiet with memories of echoes, voices and situations that happened there and no one will tell.

even worse for my hearth: die minimalistic background sounds makes me going down, keeping my hearth cold, hopeless for an answer and fitting to my heartbeat and unexpected noises turns my skin with goosebumps not of scary, but yes: for emptyness.

I loved it, yes, this travel took me to the basement of my own personal ghosts and took me back to reality, I would recommend to everyone to have this travel and find their own basements without the classical gothic way for personal suffering: just real places, real pictures and the real noises in your head. I will be waiting for the next walk."

In this new release of the german colective EXurban, crossover by two influent projects of the electronic german music scene, we find some sort of aproaching between languages as, for an instance, dark ambient, electronica, musique concrete, field recordings, electroacustic music, idm, downtempo, and so on. An ecletic experience, to see, taste, smell and listen. Recomended.Download (.zip)